Archive for novembro 18th, 2011

18/11/2011

24 horas em fotos, numa exposição em Amsterdam


Quantas fotos você acha que são publicadas no Flickr em um dia? Dez mil? Um Milhão?

Se quiser saber a resposta é só ir na exposição “What’s next“, lá em Amsterdam, e contar as fotos que o artista Erik Kessels imprimiu e espalhou em uma das salas do Foam (The Future of Photography Museum Amsterdam – All about Photography).

Creative Review - 24 hours in photos

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 100, 1.000, 5.000, 5.003, 6.008... perdi a conta!

Como dá pra imaginar, são milhares de imagens, uma verdadeira avalanche de fotos.

“Somos expostos a uma sobrecarga de imagens hoje em dia. Este excesso se dá, em grande parte, como resultado de sites de compartilhamento de imagens como o Flickr, redes sociais como o Facebook e mecanismos de buscas baseados em imagens. Seu conteúdo mescla o que é público e o que é privado, com o que seria muito pessoal sendo abertamente e inconscientemente apresentado. Ao imprimir todas estas imagens publicadas num período de 24 horas, eu pude visualizar o sentimento de se afogar nas representações das experiências de outras pessoas” Erik Kessels

Creative Review - 24 hours in photos

Can there ever be too many images in the world?

O objetivo da exposição “What’s Next” (O que será o próximo, numa estranha tradução literal) é provocar uma conversa sobre o futuro da fotografia, no décimo aniversário do Foam. Ao ver a instalação do Kessel é difícil não se sentir nostálgico em relação ao passado da fotografia e pensar em como seria compartilhar todas estas fotos em negativos… um sinal de que precisamos pensar um pouco mais na edição e seleção daquilo que publicamos.

This installation by Erik Kessels is on show as part of an exhibition at Foam in Amsterdam that looks at the future of photography. It features print-outs of all the images uploaded to Flickr in a 24-hour period…

via Creative Review – 24 hours in photos.

What’s Next?

The Future of the Photography Museum
Guest curators: Lauren Cornell, Jefferson Hack, Erik Kessels, Alison Nordtröm
5 de Novembro a 7 de Dezembro de 2011
Keizersgracht 609
1017 DS Amsterdam
+31 20 5516500
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18/11/2011

Afinal de contas, o que é a Arte Contemporânea?


Não tenho a mínima pretensão de responder à esta dificílima pergunta, mas acabei de ver um ver um vídeo muito esclarecedor, parte de uma material que a editora Phaidon vem publicando.

Baseando em um livro – Defining Contemporary Art – que mostra 200 obras de arte seminais da arte de nosso tempo, eles apresentam uma entrevista com o Editor e um vídeo com três curadores que destacam algumas destas obras.

 

 

O que mais me chamou a atenção foram alguns comentários do Massimiliano Gioni, Diretor Associado do New Museum, de New York (aqui em uma tradução livre):

  • EH Gombrich, em seu magnífico livro sobre a história da arte diz, logo no começo que “Não existe tal coisa como História da Arte, mas sim História dos Artistas”. Eu acho que, na verdade, só há a História das Obras de Arte.

“I think the greatest shock of contemporary art is that you don’t get it and that’s part of Art is about; it’s about redefining its own definition every time”  Massimiliano Gioni

  • Acho que o maior choque na Arte Contemporânea é que você não consegue percebê-la; e isso é parte do que a Arte se trata: redefinir sua própria definição o tempo todo.

Okwui Enwezor, Diretor do Haus der Kunst, de Munique diz ainda que o artista deve se acostumar a manter-se envolvido, manter-se aberto para que novas idéias surjam de novas formas, novas técnicas, novas maneiras de se expor, novas atitudes e estratégias e nada disso pode ser previsto; aí está o porquê da vitalidade da produção artística ser tão excitante e importante.

“One has accostume to remain engaged, remain open to new ideas so the emergence of new forms, new techniques, new models of display, new attitudes, new strategies and none of these can be predicted and that’s why the vitality of artistic production is so exciting and so important.” Okwui Enwezor

Minhas viagens do mundo da teoria da arte começaram mesmo em 2009, mas cada vez mais me surpreendo com novos aprendizados.

We brought you before an interview with Craig Garrett, the Commissioning Editor of Phaidon’s Defining Contemporary Art book, in which he talked about the disappearance of art movements and globalisation’s impact on the contemporary art world. We’ve since caught up with three of the eight world famous curators who picked the pivotal artworks in the book and wrote about how each one changed the course of recent art history. We asked them to reflect on their choices, the experience itself and to give us their thoughts on what the future might look like.

via Star curators define contemporary art | Art | Agenda | Phaidon.

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