Posts tagged ‘França’

15/02/2011

Foto na área: Faces, Paris Gay Pride 2010


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03/08/2010

Paris: infelizmente não foi amor à primeira vista


Acho que foi como tentar se apaixonar por uma mulher aos prantos, de mau humor e com a maquiagem borrada. Cheguei à Cidade Luz cheio de expectativas, afinal a primeira vez em Paris deveria ser memorável, certo? Além de toda a propaganda da cidade, que é a cidade perfeita, que é linda, que é agitada. Sim, é muito bonita. Sim, é bastante agitada. Mas estava chovendo e frio… desculpe Paris, mas fiquei frustrado.

Mesmo com o tempo ruim, as vistas são lindas!

Mesmo com o tempo ruim, as vistas são lindas!

Por outro lado o hotel Fouquet’s Barrière onde nos hospedamos superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. Aqui, realmente o luxo está nos detalhes. E no serviço. E na localização, é claro – ainda que a Champs Elysées estivesse toda molhada e fria (chorando e com a maquiagem borrada…), sentar no centenário restaurante Fouquet’s para o café da manhã, rodeado de deputados franceses e assistindo ao desfile de pedestres em uma das calçadas mais emblemáticas da cidade (quiçá do mundo) é realmente mágico.

Cama super confortável e frutas, como pedi com antecedência

Cama super confortável e frutas, como pedi com antecedência

Aliás, a história do hotel começa com a compra do restaurante Fouquet pela cadeia Barrière, que posteriormente foi adquirindo outros prédios ao redor – 5 ao todo – que foram reformados/restaurados e interligados, chegando na estrutura atual, com 107 quartos de altíssimo luxo, dois restaurantes (o Fouquet e o Diane) e um bar, Spa com piscina e academia e a imensa suite presidencial onde Nicolas Sarkozy aguardou a confirmação de sua vitória nas eleições presidenciais.

O atendimento diferenciado começou ainda antes da viagem, já que o hotel encaminha ao hóspede um questionário de preferências no qual uma das primeiras perguntas já dá o tom: “Você gostaria que o mordomo (sim, tem um mordomo à sua disposição durante a estada) desfizesse sua mala?”. E segue com outras do tipo: quarto fumante ou não – se sim, charuto ou cigarro? -, tipo de cama e travesseiros, flores da decoração (rosas ou orquídeas? de que cor?) e até o tipo de música e de chocolate preferidos. Ao chegar no quarto o hóspede tem tudo para se sentir em casa.

Impressora à disposição no quarto

Impressora à disposição no quarto

Detalhes como wi-fi em todo o hotel, sem cobrança adicional, uma impressora à disposição no quarto, televisão na banheira – com controle remoto à prova d’água -, cofre com tomada interna, frigobar “free” e um perfume Hermès de “presente” dentre as amenities no banheiro não passam despercebidos pelos hóspedes mais exigentes. E ainda é fácil dizer que é um luxo sem o tipo de imponência que chega a incomodar. É o verdadeiro luxo, da melhor qualidade.

Televisão na banheira, com controle à prova d’água

Televisão na banheira, com controle à prova d’água

Por estas e outras a estadia em Paris – aqui, como em Berlim, passamos duas noites desta jornada ferroviária – será realmente memorável, mas eu ainda tenho que retornar à cidade para tentar me apaixonar por esta nobre dama francesa, podendo vê-la no seu maior esplendor.

Champs Elisées, uma das mais charmosas avenidas do mundo

Champs Elisées, uma das mais charmosas avenidas do mundo

Escrevo este post do trem Thalys que faz a conexão Paris – Bruxelas, Bélgica, onde passaremos o dia para depois embarcar para Londres, nossa última parada.

Originalmente publicado no Blog PANROTAS em Viagem, em 27/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/27/paris-infelizmente-nao-foi-amor-a-primeira-vista/

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

 

02/08/2010

Chegando na França: Lyon e as vinicolas de Beaujolais


Chegamos em Genebra, vindos de Montreux no final da tarde de domingo, mas imediatamente pegamos um taxi para a França, onde passamos a noite. Sim, Divonne está a quinze minutos de Genebra e a única noite que passamos neste agradável castelo de origens medievais foi uma verdadeira festa gastronômica.

Na manhã seguinte voltamos a Genebra um pouco mais cedo do que o inicialmente programado para termos algum tempo para conhecer a cidade. E lá fomos nós, com apenas uma hora e meia para conhecer a cidade e fazer algumas compras, como relógios e canivetes legitimamente suíços.

Genebra, vista com bandeira suíça

Genebra, vista do relógio floral

Duas vistas da parte mais moderna de Genebra, junto ao Lac Léman (Lago Genebra)

No meu caso consegui comprar meu Swatch, mas fiquei morrendo de vontade de conhecer melhor esta linda cidade! Pude dar uma volta, bastante corrida pelas ruas da antiga cidade medieval, às margens do Lac Lemán, mas foi o suficiente apenas para dar mais vontade de voltar.

De Genebra chegamos “oficialmente” à parte francesa da viagem na capital gastronômica do país e da região de Rhône-Alpse, a bela Lyon, onde ficamos hospedados no hotel Cours do Lodge, um conjunto de quatro prédios medievais restaurados e transformados em um estabelecimento verdadeiramente diferenciado.

Rue du Bœuf, na Vieux Ville de Lyon

Rue du Bœuf, na Vieux Ville de Lyon, a rua do Cours do Lodge

“Somos um dos pouquíssimos hotéis na Vieux Ville de Lyon, a área original da cidade, com um jardim interno. E temos muito orgulho disso!” diz o Gerente Geral do hotel, Franck Sciessere.

Franck Sciessere, do Cours do Lodge

Franck Sciessere, do Cours do Lodge

Céline Gomes, a francesa filha de portugueses do órgão de turismo da região de Rhones-Alpes ressalta que  o escritório de turismo pode prestar serviços de apoio para grupos, bastando entrar em contato com ela pelo e-mail celine.gomes@rhonealpes-tourisme.com. “Outra coisa que é importante falar é que o Lyon City Card – que inclui a entrada em diversos museus da cidade e o uso de todo o transporte urbano de Lyon durante sua validade, que pode ser de 24, 48 ou 72 horas – oferece comissão de vendas para os agentes e operadores”, completa Céline. Ela diz que o volume de brasileiros visitando a região não é muito grande, mas também porque eles ainda não haviam realizado grandes ações promocionais, intensificadas em 2008, aproveitando a oportunidade do Ano da França no Brasil. “Em 2008 fizemos ações em São Paulo e em Curitiba, até porque Rhone-Alpes e o estado do Paraná são regiões irmãs. E em abril de 2010 faremos um workshop juntamente com a Atout France (ex-Maison de France). Já confirmamos as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro outras duas ou três ainda dependem de confirmação”.

Fizemos um passeio guiado pelo bairro antigo de Lyon, iniciando pela Basilica de Fourvière, no alto do morro de mesmo nome, de onde pudemos ter uma vista panorâmica de toda a cidade.

Uma das praças de Lyon, vista da Basilica de Fourvière

Uma das praças de Lyon, vista da Basilica de Fourvière

“No dia da consagração da estátua dourada da Virgem Maria, 8 de dezembro, todas as casas da cidade colocaram velas nas janelas, o que deu início ao agora permanente Festival das Luzes, 4 dias nos quais diversos eventos “luminosos” enfeitam a cidade trazendo mais de 4 milhões de turistas. Este ano será de 05 a 08/12”, diz o guia Jérome Trevy que nos acompanhou.

A Virgem Dourada de Fourvière

A Virgem Dourada de Fourvière

E só mesmo com um guia credenciado para descobrirmos as passagens secretas do bairro velho, as traboules. Criadas para facilitar o trânsito dos trabalhadores da seda da Lyon medieval, existem mais de 500 destas passagens por dentro dos quarteirões, passando por dentro das casas.

Traboule de Lyon

Entrada de uma das traboules mais longas de Lyon

“Algumas delas continuam abertas para o público em geral, principalmente pelo seu valor cultural e histórico, depois de acordos entre os moradores, que tem que deixa-las destrancadas das nove da manhã as sete da noite, e a prefeitura, que passou a arcar com a limpeza e a iluminação delas”, explica Jérome que também nos contou que a área era muito degradada e desagradável até que se tornou área de proteção nacional em 1964. Em 1998 o esforço de restauração foi reconhecido pela Unesco que tornou a parte antiga de Lyon e mais uma área da “península” entre os rios Rhone e Scena patrimônio da humanidade.

Ainda no monte Fouvier, a primeira área real de ocupação cidade estão os dois anfiteatros romanos, resquícios de uma época em que Lyon era a capital romana da Gália. Entre junho e agosto de todos os anos é realizado aqui o festival “Noites de Fouvier” com apresentações musicais, de teatro e cinema.

Nosso grupo

Nosso grupo: Maria, Silvio, Jérome, Veronica, Bruna, Marco, Anita e eu, no Teatro Romano do Fouvier

Nosso jantar foi no restaurante do hotel Villa Fiorentina, uma estrela no Guia Michelin. O hotel está localizado no monte Fouvier, com uma lindíssima vista da cidade, em um prédio histórico que foi restaurado. Parte da cadeia “Relais & Chateaux” o Villa Fiorentina conta quartos de alto luxo, muito usados por turistas de negócios, mas principalmente por casais.

Vista noturna de Lyon, a partir do Villa Florentina

Vista noturna de Lyon, a partir do Villa Florentina

A manhã do dia seguinte foi reservada ao passeio pela região vinícola de Beaujolais, onde são produzidos três tipos de vinhos – Beaujolais, Beaujolais Village e Cru, nesta ordem de qualidade – que estão dentre os mais exportados pela França e são vinhos “D.O.C.” – Denominação de Origem Controlada, ou seja só os realmente produzidos na região de Beaujolais podem receber este nome.

Michèle Callandras

Michèle Callandras nos serve um pouco de Beaujolais para degustação

A visita começou na propriedade de Michèle e Jean Callandras, um típico casal idoso francês que conta com a ajuda de diversos trabalhadores temporários na época da colheita das uvas – início de setembro – mas que toma conta de toda a propriedade praticamente sozinhos.

Jean Callandras

Jean Callandras e um dos cachos da uva Gamay, usada no Beaujolais

Aliás, na época da vindima a região recebe também muitos jovens turistas que se hospedam nas casas dos proprietários só para poderem participar desta grande comemoração que praticamente dá início a temporada francesa de vinhos. Diz-se que o Beaujolais é o primeiro vinho da temporada e que deve ser consumido ainda novo.

Passamos ainda no pequeno vilarejo de Oignt, com suas casas todas construídas com pedras douradas, o que dá um aspecto realmente único à todas as vilas desta região.

Uma das casas de Oignt

Uma das casas de Oignt

Oignt tem uma torre de vigia e uma igreja da época medieval e está virando moradia de diversos artistas que montam seus ateliês por aqui.

O almoço, no também estrelado restaurante do hotel (também Relais & Chateaux) do Chateau de Bagnols, do chef Matthieu Fontaine. O Chateau de Bagnols é um castelo medieval convertido em hotel, com instalações maravilhosas e que tem recebido mais e mais brasileiros a cada ano.

Vista externa do Chateau de Bagnols

Vista externa do Chateau de Bagnols

Um dos salões do Chateau de Bagnols.

Um dos salões do Chateau de Bagnols. Imaginem fazer uma festa de casamento aqui…

Já estamos embarcados o TGV com destino a Paris onde passaremos as próximas duas noites. Demos um pouco de sorte, já que os trabalhadores das ferrovias francesas resolveram fazer uma greve – na verdade uma operação tartaruga – exatamente hoje e o trem originalmente previsto para nossa viagem foi cancelado. Tivemos que pegar  o anterior, mas sem reservas, o que poderia nos trazer – mas não trouxe – alguns problemas. Perguntamos a alguns franceses o porquê desta greve e a resposta foi basicamente a mesma: “na verdade eu nem sei porquê, mas podemos sempre esperar entre duas e três grandes paralisações todos os anos, então não é surpresa alguma!”.

Originalmente publicado no Blog PANROTAS em Viagem em 23/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/23/chegando-na-franca-lyon-e-as-vinicolas-de-beaujolais/

12/07/2010

Paris oh là là – Parte 3


Musée D'Orsay

Musée D'Orsay

  • Musée D’Orsay: uma antiga estação de trens revitalizada e transformada em um dos mais interessantes museus do mundo, posso arriscar dizer. Sim, a Gare D’Orsay, construída em 1900 e utilizada até 1939, quase foi demolida nos anos 70, mas foi salva deste terrível destino e reaberta como museu em 1986. O prédio guarda as principais características do projeto original, principalmente a incrivelmente ampla e iluminada área das antigas plataformas, hoje repleta de esculturas, o belo relógio e os salões de chá – hoje um agradável restaurante e o de festas, com seus incríveis lustres e espelhos. O acervo cobre principalmente arte – pinturas e esculturas, além de peças de arte decorativa e móveis – do período entre 1840 e 1914. Entre as obras primas estão ‘Le Déjeuner sur l’Herbe’, de Manet, ‘Moulin de la Gallete’, de Renoir, além de obras de Van Gogh e Gauguin. Reserve algumas horas para visitar mais esta jóia às margens do Sena. Rue de la Légion d’Honneur, Metrô Solférino (linha 12) ou Musée D’Orsay (RER C); www.musee-orsay.fr.
La Defénce e Arco do Triunfo

La Defénce e Arco do Triunfo

  • La Défence: Paris tem pouquíssimos arranha-céus em seu grande centro, por isso a área oeste da cidade foi escolhida em 1957 para um novo empreendimento urbano, um dos maiores da Europa, com torres de escritórios, órgãos governamentais e um arco monumental, em estilo moderno e alinhado ao eixo do Champs Elysés.
    Grand Arche

    Grand Arche

    La Defénce é hoje uma atração por si só, com sua grande esplanada e o Grande Arche, que é grande o suficiente para se colocar a Notre Dame dentro dele. Ligada à cidade por metrô e trem (Linha 1,  ou RER A, estação La Defénce; aliás, com o seu cartão Visit Paris, zonas 1 e 2, La Defénce é inclusa), vale a pena tirar algumas horas para visitar esta área. Suba as escadarias do grande arco (que estava fechado à visitação quando estive lá, mas que oferece belas vistas da cidade) e preste a atenção no incrível alinhamento do arco com a mais charmosa avenida da cidade: dá pra ver, pequeno, lá ao longe, o Arco do Triunfo.

Cemetiere du Montparnasse

Cemetiere du Montparnasse

  • Cimetière du Montparnasse: esta é uma atração que não faz muito o meu gênero, mas ainda assim é bastante
    Cemetiere Montparnasse

    Cemetiere Montparnasse

    visitada. Nem o Cemitério de La Recolleta, em Buenos Aires, eu quis visitar, mas acabei dando uma volta neste, parisiense, onde estão enterrados os escritores Maupassant, Sartre e Beauvoir (estes dois juntos, na mesma sepultura), Samuel Beckett, Julio Cortazar, além do poeta Baudelaire, o escultor Brancusi, e o pintor e fotógrafo Man Ray. O cemitério é repleto de belas esculturas, mas já vou avisando que é bastante difícil encontrar as sepulturas dos famosos, mesmo seguindo o mapa com a indicação das lápides. Aberto diariamente das 8h30 às 17h30 e com entrada gratuita. Estações Vavin ou Raspail (linha 4).

Sartre e Beauvoir

Sartre e Beauvoir

  • Restaurantes:
  1. Le Pave, 7 rue des Lombards (01 44 54 07 20). Bem localizado, perto do Forum Les Hales, este restaurante serve belos pratos de comida francesa a preços justos. Não deixe de espiar o menu do dia, que oferece boas sugestões. Se o dia estiver agradável, peça uma mesa na rua e aproveite.
  2. Bistrot Beauburg, 25 rue Quincampoix (01 42 77 48 02). Este é para a pedida econômica, já que os pratos do dia custam entre 6€ e 8€, mas são bastante saborosos e de bom tamanho. Bem ao lado do Centre Georges Pompidou.
  3. Para os chocólatras, tem uma loja em Paris que vende um tal de “Chocolate Inalável”. Segui a dica de uma amiga amante do chocolate e fui lá experimentar. Pra falar a verdade, chega a ser estranho aspirar um negócio, como um apito plástico e, em seguida, sentir o sabor de chocolate na boca. Enfim, tem louco pra tudo! Le Whif, Le Labo Shop, 4 rue du Buloi. Aberto das 12h às 19h, fechado às quintas-feiras.
  4. Para a real experiência francesa, passe num mercado, compre algumas guloseimas e um vinho francês e se dirija às margens do Sena (a Port de la Tournelle, que já indiquei antes é perfeita) para um tradicional pic nic. Melhor ainda se for perto do pôr do sol.
Le Whif

Le Whif: o chocolate que se aspira

É isso aí. Com este post encerro minha série de dicas de viagem da Cidade Luz, que aprendi a apreciar e a amar – não um amor à primeira vista, como esperava, mas em parcelas, nas 3 vezes que estive na cidade nestes últimos tempos. E definitivamente vou voltar!

Pôr do Sol Parisiense

Pôr do Sol Parisiense

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

30/06/2010

Paris oh là là! – Parte 2


Mais algumas Dicas de Viagem de Paris, na França.
  • Montmratre / Sacré-Coeur: Paris é, em geral, bastante plana – o Arco do Triunfo está no alto dos Champs Elisés, mas a cidade não tem grandes colinas, como Roma ou Lisboa… Só Montmartre mesmo, com a basílica de Sacré-Coeur no alto, que pode ser vista de diversos pontos da cidade. A melhor maneira de chegar lá é pela estação Anvers, da linha 2. Saindo da estação, atravesse o Boulevard de Rochechouart, subindo a base da colina. No meio da subida já dá pra ver a bela basílica ao fundo, entre os prédios.
    Paris, Sacré-Coeur

    Paris, Sacré-Coeur

    Esta primeira vista é realmente marcante! Se você tiver muitos pecados a pagar é só encarar as escadarias e se os pecados forem realmente sujos, vá de joelhos. Mas se você, mesmo com os pecados e mesmo todos mais sujos, tiver seu cartão Paris Visite, gire à esquerda e use o Funiculaire de Montmatre…

    Paris-Sacré-Coeur-Eiffel

    Paris, Eiffel

    O bairro de Montmatre é muito artístico e vale a pena dar uma volta pelas pequenas ruas ao redor da basílica. Para os que gostam de estar nas alturas, a subida à cúpula de Sacré-Coeur é obrigatória, custa 5€ e inclui a visita à cripta sob a basílica. A subida é puxada e começa com uma escadaria fechada, até que se chega no telhado, onde há um trecho aberto para depois se chegar na cúpula, subir mais alguns lances e ser presenteado com a vista lá de cima, que é realmente magnífica!

    Paris-Sacré-Coeur

    Anjo, Sacré-Coeur

    Eu subi perto das 17h30… chegando no telhado os sinos da basílica começaram a tocar, convocando os fiéis para a missa das 18h00…os sinos, ouvidos de perto, com Paris a meus pés, num lindo dia de sol… foi realmente mágico. O interior da basílica, de entrada gratuita, não pode ser fotografado, mas é belíssimo e vale a visita mesmo para os não católicos. Na volta, como a linha 2 circunda a cidade, sem ir na direção do rio, talvez valha a pena descer na direção da estação Barbès-Rochechouart, da linha 4.

  • Notre Dame: A mais tradicional catedral da cidade e a mais impressionante obra gótica religiosa também, a construção fica na Ile de la Cité e a estação mais perto é a de trens (RER, linha B) St Michel, ou a do metró Cité (linha 4). Para visitar a catedral a entrada é gratuíta e para subir nas suas torres (o que eu não fiz) custa 8€. É claro que, como a maioria das atrações de Paris, as filas são gigantescas e não existe visita calma, já que o lugar fica lotado de turistas.

    Notre Dame

    Os enormes vitrais são magníficos – aqui sim, se pode tirar fotos – e o melhor horário para aprecia-los é no final do dia, com o sol batendo diretamente no da direita (pra quem olha o altar de frente). Não deixe de visitar as capelas, também aquelas na parte de trás do altar e tome cuidado, pois esta área fecha perto das 18h00 – eu fiquei maravilhado tirando fotos do vitral e acabei não visitando! Por outro lado, pude ver um pedaço da missa das 18h00, com uma homenagem aos veteranos da guerra e trechos cantados. Muito lindo! Saindo da igreja, passeie pela margem do Sena pela Place Jean XXIII, que tem áreas para crianças, uma bela fonte e até um coreto, onde às vezes artistas locais se apresentam.

    Missa na Catedral

  • Margens do Sena: bem diferente do Tâmisa, em Londres, às margens do Sena são praticamente todas acessíveis e se pode chegar bem perto do rio.

    Margens do Sena

    A explicação desta diferença de uso é que o Tâmisa tem maré: Londres não está muito longe do mar, mas o terreno é muito plano, então as marés oceânicas entram no estuário do rio e seu nível pode variar vários metros num mesmo dia, o que também é muito interessante, diga-se de passagem. O Sena, sendo estável (claro que em épocas de chuvas deve haver variações, mas não como o Tâmisa), permite este uso das margens como parques, todos muitíssimo agradáveis e repletos de locais (e turistas).

    Sena e Notre Dame

    Saindo da Notre Dame, atravesse a Pont de l’Archevéché e desça para a Quai de la Tournelle. Este breve passeio pelas margens, chegando na Pont de Sully é realmente agradável e, em alguns minutos, já se chega ao Instituto do Mundo Árabe, mais uma das belas de arquitetura moderna da capital francesa. Sua fachada, com uma estrutura metálica que lembra, ao mesmo tempo, os arabescos árabes e diafragmas de câmeras fotográficas, é um marco da arquitetura de Jean Nouvel, arquiteto francês que depois deste prédio ficou famoso. Voltando à Pont de Sully, ande até a Ile de St Louis.

    Instituto do Mundo Árabe

  • Ile de St Louis e o delicioso sorvete de Berthillon: esta pequena ilha é muito agradável. E, na rua principal da ilha, Rue St Luis en l’Ile, no número 29-31, tem a famosa sorveteria Berthillon. Na verdade aqui fica a sede principal, mas diversos pontos nesta mesma rua vendem os deliciosos sorvetes e as filas na rua são o sinal de que o sorvete é realmente muito bom, o que estou plenamente de acordo. Nota do tradutor: em francês, não se diz ‘sabores’ de sorvete, mas ‘parfum’… muito peculiar e francês, não acham?

    Sorvetes Berthillon, os melhores!

Próxima parada: Musée D’Orsay, La Défense, uma visita mórbida e boas dicas de restaurantes.

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

 

 

16/06/2010

Paris oh là là! – Parte 1


Na primeira vez que estive em Paris o tempo não ajudou – “tentar se apaixonar por uma mulher aos prantos, com maquiagem borrada” – nem a falta de tempo livre – tinha cerca de 4 horas livres para passear. Deixei a cidade frustrado!

Le Seine

La Seine

Agora, em minha peregrinação européia de 2010 voltei a Paris e, desta vez, pude apreciar a cidade em belos dias de sol e calor, com bastante tempo livre para passear, conhecer os monumentos e museus, sentar em um café e curtir bastante.

Cheguei na cidade pela Gare du Nord, no Eurostar, vindo de Londres. Esta é uma dica importante para quem está viajando com bagagem pesada – pelo menos uns 40 kg em duas malas, uma delas bem grande: não se paga pela bagagem em trens! Como estou de mudança para a Itália, partindo de Londres, usar o trem foi a melhor pedida. E de Paris, embarquei num trem na Gare de Lyon para Milão.

Minhas dicas para Paris são:

  • Paris Metro

    Paris Metro

    Transporte: o metrô é uma boa pedida para cruzar a cidade em distâncias médias e longas, mas para distâncias curtas andar, curtindo a cidade e seus boulevares é o melhor a fazer. Compre um cartão Paris Visite em qualquer escritório de turismo ou em algumas das estações do metrô, com a duração de 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos. O cartão para as zonas 1 a 3 cobre toda a cidade e inclui ainda a área de La Défense e a basílica de Saint-Denis. Se você for chegar pelo aeroporto de Charles de Gaulle, o cartão das zonas 1-6 inclui também sua viagem para a cidade (que, separadamente do Visit Paris custa 8,50€ por trecho), além do castelo de Versailles, Disneyland Paris e alguns outros destinos. Parece um bilhete normal e deve ser usado como tal no metrô, nas linhas de trem RER dentro da zona de validade, nos ônibus e até no funicular de Montmatre. O cartão de 3 dias, para as zonas 1-3 me custou 20€. Só pra comparar, um carnet de 10 bilhetes custa 11€.

    Estação Cité

    Estação Cité

  • Metrô: o sistema é muito amplo e cobre praticamente toda a cidade. Mas é um tanto complicado de andar. Sempre achei interessante as diferentes maneiras de se “navegar” nos sistemas de diversas cidades, explico: em Nova York é sempre ‘Downtown’ ou ‘Uptown’, basicamente sul e norte, respectivamente; em Boston, você anda ou ‘Inbound’ (para o centro da cidade) ou ‘Outbound’; em Londres, na maioria das linhas, as direções são as da bússola – Central Line east ou west, Northern south or north etc. Mas em Paris é completamente diferente! Cada linha é numerada e colorida, o que parece bem fácil, mas você tem que descobrir a estação final e pegar o trem nesta direção. Ou seja, ao procurar seu destino no mapa, você tem ainda que seguir a linha até o final para descobrir a direção do seu trem. Por exemplo, pegar a linha 4, na Gare du Nord, direção “Porte d’Orléans”, para descer na estação Odeon. Ou a 1, na Concord, direção “Château de Vincennes”, para descer na estação Louvre-Rivoli (neste caso, definitivamente não faça isso, mas vá passeando pelos Jardins de Tuileries, que é bem mais legal). É um pouco complicado no começo e demora um pouco pra pegar o jeito. Ainda assim eu acabei pegando trens na direção errada! Última dica: você deve acionar uma alavanca ou apertar um botão para abrir a porta assim que o trem para na plataforma; faça isso logo que o trem estiver parando, pois eles ficam bem pouco tempo parados na estação.
Trocadéro & Eiffel Tower

Trocadéro & Eiffel Tower

  • Torre Eiffel: A maneira mais legal de chegar na torre é descendo na estação de Trocadéro do metrô. Você sai da estação, anda um pouco e dá de cara com a torre, linda, com Paris ao fundo, numa vista privilegiada do alto! É de cair o queixo. Tire umas fotos, desça andando até o Sena, atravesse a ponte e… entre na fila. Sim, é praticamente impossível escapar das filas… na verdade é definitivamente impossível.
    Trocadéro from Eiffel Tower

    Trocadéro from Eiffel Tower

    Mesmo para os ingressos comprados com antecedência, as filas são grandes para pegar os elevadores. Se você tem pique de subir escadas, a melhor pedida é procurar a fila do pilar Sul, através do qual você pode subir de escadas até o segundo nível, com uma fila bem menor que a dos elevadores, e de onde já se tem uma bela vista da cidade. Se tiver tempo de encarar uma outra fila, esta já no segundo nível, compre um bilhete neste andar para subir, agora só de elevador mesmo, até o topo da torre. Eu não tive tempo, e acabei curtindo somente o segundo andar mesmo, que já vale a pena! Neste nível, tire uns minutos para ver o filme no Cine Eiffel, uma montagem de fotos e cenas de filmes sobre esta bela obra de engenharia, que era para ser temporária – na Exposição Mundial de Paris -, recebeu inúmeras críticas quando estava sendo construída e acabou se tornando uma das principais atrações turísticas do mundo, recebendo mais de 7.000.000 de visitantes por ano.

    Musée du Louvre

    Musée du Louvre

  • Museu do Louvre: outro lugar onde é impossível escapar das filas. É lotado sempre! Diferente da maioria dos museus de Londres, aqui é possível tirar fotos, sem flash, o que eu adorei!
    Ne pas utiliser de Flash

    Ne pas utiliser de Flash

    O audio guia do museu é muito bom para ajudar a conhecer melhor as milhares de obras expostas, além de também explicar os movimentos artísticos e o contexto histórico . Se você pegou um, minha dica é seguir os tours.

    Louvre's Audioguide

    Louvre's Audioguide

    O de “Masterpieces”, ou obras primas, leva você, passo a passo, para conhecer as três obras principais do museu – a Vitória alada de Samotrácia, a Vênus de Milo e, é claro, a Mona Lisa; além de dar um panorama geral da história do museu.

    Venus de Milo

    Venus de Milo

    O guia é, literalmente passo a passo – ande até a escada, suba até o primeiro lance, vire a direita etc. Com música de fundo e explicações muitíssimo interessante das obras, salas e corredores do museu, é uma excelente opção para ter uma visão geral.

    Nem precisa falar que ver a Mona Lisa é uma luta… e, é verdade, ela é bem pequena. Depois que acabar este tour, você pode escolher um outro (são 3 ao todo) ou ir visitar seu artista preferido e sair andando, sendo maravilhado a cada sala, a cada passo.

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Os Rembrandts, por exemplo, estão na sala 32 da ala Richilieu.

    Vitória de Samotrácia

    Vitória de Samotrácia

    O ingresso vale para o dia inteiro – você pode entrar e sair a vontade, desde que esteja disposto a encarar a fila da inspeção de segurança a cada entrada. Comer nos restaurantes do museu não é muito mais caro (paguei cerca de 20€ por uma deliciosa lasagna e uma coca) e é bastante prático.

    The Mona Lisa

    La Gioconda

    E, é claro, conhecer a pirâmide de vidro de  I.M. Pei e as fontes que a contornam não custa nada e é uma delícia; venha andando pelos jardins de Tuileries, que é a maneira mais agradável de chegar no museu!

    Jardin des Tuileries

    Jardin des Tuileries

  • Georges Pompidou: o museu nacional de Arte Moderna.
    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    É um prédio que até causou impacto na sua inauguração, nos idos de 1977, já que é todo “modernoso”, com as tubulações e estruturas metálicas expostas, mas que hoje já nem causa tanta impressão assim. O que realmente impressiona é a vista da cidade que se tem do alto do edifício.

    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    E a melhor dica é essa: se você está cansado de museus, ou se Arte Moderna não é sua praia, vale a pena pagar 3€ para subir as escadas rolantes (externas ao prédio) até o topo para dar uma olhada na vista que se tem de lá. Entrando no museu, se pode visitar o acervo permanente – novamente fotos são permitidas, sem flash – e as exposições temporárias. Uma delas, Dreamlands (de 05/05 a 09/08), retrata o ambiente urbano sob pontos de vistas dos mais diversos. Uma discussão sobre a arquitetura de sensações, sonho e entretenimento que se espalhou pelo mundo no século XX. Cidades inventadas, paisagens adulteradas, o sonho EPCOT de Disney (que, depois de ser descartado, foi parcialmente transformado no parque da Flórida) e até o delírio urbano de Dubai.

    Não deixe de dar uma olhada nas fotos de Martin Parr, fotógrafo inglês que saiu por aí tirando todas aquelas fotos “cafonas” que se vendem nos pontos turísticos pelo mundo a fora. O acervo permanente do museu tem obras de Picasso, Brancusi (cujo ateliê também pode ser visitado no Centre Pompidou), Braque, Giacometti, Leger, Miró, Kandinsky etc. Não deixe de apreciar o contraste das obras com as vistas de Paris, já que as galerias tem enormes janelas de vidro e até mesmo terraços com esculturas.

Georges Pompidou

Georges Pompidou

Próximos posts: Sacre-Coeur, Notre Damme, Musée d’Orsay, sorveterias e restaurantes.

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Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

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