Archive for ‘Museus’

14/01/2013

Forget Everything!


Belief + Doubt = Sanity (Kruger) Washington: Forget Everything (Kruger)

21/06/2012

Born in 1987: The Animated GIF


Londres possui mais de 240 museus, mas apenas um realmente dedicado à Fotografia, o Photographers’ Gallery, que fica no Soho, perto da Oxford St.

Em seu novo programa digital, Born in 1987: The Animated GIF, uma exposição dedicada a este muito desprezado formato de imagem, 40 imagens GIF produzidas por artistas de diversas origens serão apresentadas em um website e em uma parede digital de 2,7 x 3 m, o “The Wall” , no térreo da galeria.

Round and Round on a Humpy Day

Round and Round on a Hump Day

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18/11/2011

24 horas em fotos, numa exposição em Amsterdam


Quantas fotos você acha que são publicadas no Flickr em um dia? Dez mil? Um Milhão?

Se quiser saber a resposta é só ir na exposição “What’s next“, lá em Amsterdam, e contar as fotos que o artista Erik Kessels imprimiu e espalhou em uma das salas do Foam (The Future of Photography Museum Amsterdam – All about Photography).

Creative Review - 24 hours in photos

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 100, 1.000, 5.000, 5.003, 6.008... perdi a conta!

Como dá pra imaginar, são milhares de imagens, uma verdadeira avalanche de fotos.

“Somos expostos a uma sobrecarga de imagens hoje em dia. Este excesso se dá, em grande parte, como resultado de sites de compartilhamento de imagens como o Flickr, redes sociais como o Facebook e mecanismos de buscas baseados em imagens. Seu conteúdo mescla o que é público e o que é privado, com o que seria muito pessoal sendo abertamente e inconscientemente apresentado. Ao imprimir todas estas imagens publicadas num período de 24 horas, eu pude visualizar o sentimento de se afogar nas representações das experiências de outras pessoas” Erik Kessels

Creative Review - 24 hours in photos

Can there ever be too many images in the world?

O objetivo da exposição “What’s Next” (O que será o próximo, numa estranha tradução literal) é provocar uma conversa sobre o futuro da fotografia, no décimo aniversário do Foam. Ao ver a instalação do Kessel é difícil não se sentir nostálgico em relação ao passado da fotografia e pensar em como seria compartilhar todas estas fotos em negativos… um sinal de que precisamos pensar um pouco mais na edição e seleção daquilo que publicamos.

This installation by Erik Kessels is on show as part of an exhibition at Foam in Amsterdam that looks at the future of photography. It features print-outs of all the images uploaded to Flickr in a 24-hour period…

via Creative Review – 24 hours in photos.

What’s Next?

The Future of the Photography Museum
Guest curators: Lauren Cornell, Jefferson Hack, Erik Kessels, Alison Nordtröm
5 de Novembro a 7 de Dezembro de 2011
Keizersgracht 609
1017 DS Amsterdam
+31 20 5516500
08/11/2011

Uma homenagem a Stieglitz


Estou lendo um excelente livro (O Instante Contínuo, de Geoff Dyer) e, na leitura da tarde de hoje passei pelos comentários sobre as fotos “Equivalentes” do Stieglitz, o que me inspirou a criar este pequeno ensaio.

Stieglitz Blue - Jaime Scatena

Apesar de levemente AZUL, o cheiro era de chuva. Aquele cheiro característico que chega muito antes das gotas. Cheiro de terra molhada. Mas, mesmo com cheiro de chuva, o céu ainda era manchado de azul.

Segundo Dyer: “As fotografias de nuvens feitas por Stieglitz eram,nas palavras do próprio fotógrafo, manifestações ‘de uma coisa que já tomava forma dentro de mim’. (…). ‘Eu queria fotografar nuvens para descobrir o que havia aprendido, durante quarenta anos, sobre fotografia. Expor, através de nuvens, minha filosofia de vida – mostrar que minhas fotografias não eram resultados de conteúdo'”.

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17/10/2011

Da lista dos meus artistas favoritos: David Hockney


Nos meus passeios pra buscar imagens interessantes pra mostrar para o pessoal da Semana de Arquitetura da Unicamp eu encontrei este site, que fala um pouco deste interessante artista britânico.

Place Furstenberg - David Hockney, 1985

Gosto muito das suas pinturas – já até fiz trabalhos inspirado nele – mas as fotomontagens, colagens, ou ‘joiners’, é o tipo de trabalho que realmente mexeu comigo da primeira vez que tive contato com seu trabalho, no Museu de Fine Arts de Boston, em 2007.

Este link abaixo mostra alguns outros trabalhos do Hockney, aqui tem o link da Wikipedia sobre ele e este é o site oficial dele.

David Hockney is one of British well-known artists that I have found very inspirational with one of my finals (collage). I really like his photo collage art works, (called ‘joiners’), which are a series of individual photographed details that create a complete image. Hockney’s photographic collage examines the relationship between image/reality and space/perspective. “I’m interested in all kinds of pictures, however they are made, with cameras, with paint brushes, with computers, with anything,” said Hockney. “All of them are artifice—technology alters the way you make pictures.”

via Introduction to Digital Arts.

27/10/2010

Dois museus em Amsterdam


Uma visita rápida a museus de Amsterdam (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Minha estada em Amsterdã – decidi voltar a esta cidade que adorei por causa do show do U2 –  foi muito rápida, mas tive tempo de conhecer dois museus que não tinha visitado: a casa de Rembrandt (meu pintor favorito) e o novíssimo Hermitage, filial holandesa do famoso museu russo. Alem de breves passeios pelos encantadores canais desta incrível cidade.

Atualmente Em agosto de 2009 o Museu da Casa de Rembrandt (Rembrandthuis) está estava exibindo o trabalho de Jan Lievens, um amigo de Rembrandt de sua fase inicial em Leiden, cidade onde ambos nasceram e iniciaram suas carreiras. Se separaram quando Lievens mudou-se para Londres e Rembrandt para Amsterdã, mas continuaram amigos por toda a vida.

Amsterdam: Rembrandthuis

Fachada do Rembrandthuis - o predio da direita Žé a casa original

O que mais me interessava é a propria casa de Rembrandt, decorada exatamente como na época em que ele viveu la (1639-58), antes de “falir” financeiramente. Os móveis são originais, de seu inventário de falência, e cada ambiente foi recriado permitindo que se conheça um pouco mais do ambiente em que ele viveu e trabalhou.

O custo da entrada inclui o áudio-guia que explica todos os ambientes e tambem o contexto das obras expostas, além do trabalho de Jan Lievens. Os principais trabalhos de Rembrandt aqui expostos são os desenhos com a técnica de agua-forte (etching), com poucas pinturas, estas no Rijiksmuseum – atualmente parcialmente fechado para reforma (que durará até 2019).

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

O Rijiksmuseum está apenas com a exibição de suas principais obras-primas (Masterpieces), entre elas o imenso (4 m x 3 m, uma parede inteira!) “Ronda Noturna” (Night Watch) de Rembrandt, que por si só já valeu a minha visita do ano passado. Clique aqui para ver uma imagem deste belo quadro.

O novissimo Hermitage, fruto de uma parceria cultural da Rússia com a Holanda, foi a maneira encontrada pelo museu russo de conseguir exibir itens de seu acervo que não são geralmente expostos por falta de espaço na já gigantesca sede de São Petesburgo. O edifício holandês, as margens de um canal, é claro, conta com um lindo jardim interno que pode ser visitado sem necessidade de ingresso, bem como um deck/pier no canal.

Amsterdam: Hermitage Museum

Jardins do Hermitage

A exposição atual de inauguração do museu é era sobre a cultura russa na época dos czares – “Na Corte Russa“, contada por meio de roupas e objetos. E um enorme fashion show! Uma das alas recria uma recepção “real”, com os trajes de gala dos personagens do mais alto escalao da sociedade, além do lindíssimo trono real – com cabeças de águia no lugar dos braços e patas de leão nos pés, inteiro dourado.

A outra ala recria um salão de baile, que ganha vida a cada meia hora, com os manequins “girando” sobre plataformas, música e filmes projetados nas paredes.

Outras exposições complementares mostram objetos da vida cotidiana no palácio: a caça, brinquedos, jogos, teatro, fumo, banquetes, vida íntima, joias e condecorações. Este museu, definitivamente, vale o ingresso.

 

Amsterdam: Tram @ Reguliersbreestraat

Tram @ Reguliersbreestraat

E circular pela cidade em seus agradáveis trams (bondes) – na minha opiniao a melhor maneira de se locomover – ficou mais fácil agora que os anúncios das paradas ganharam também uma versão em inglês após o difícil anúncio em holandês.

Amsterdam: Canal

Passeando pelos canais da cidade

Ainda não tive a oportunidade de passear de bicicleta pela cidade – esta sim a maneira mais típica e tradicional – mas vai ficar para a próxima visita. Aliás, é mais um motivo para voltar a Amsterdã!

Amsterdam: Bike Panning

Andar de bicicleta fica pra próxima!

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 02/08/2009:

Veja mais fotos de Amsterdam, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:
Amsterdam Collage

Amsterdam @ photo.jkscatena.com

07/10/2010

Passeios legais em Londres


Mais dicas de Londres (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

  • National Gallery: é um paraíso para quem admira pintura. Rembrandt (para suas pinturas, minhas favoritas, vá direto à sala 24), Van Gogh, Ticiano, Vermeer, enfim, todos os mestres e com entrada gratuita. Então você pode entrar, ver uma parte, talvez seus prediletos e sair. Voltar outro dia, das mais uma olhada e sair. Entrar novamente, pois teve uma dúvida ou ficou curioso sobre alguma coisa… e sair. Sem pagar nada. Importante: doações são encorajadas, até para manter a visitação do acervo de graça. E além do acervo, aqui algumas das exposições temporárias também não têm custo e vale a pena dar uma espiada no cinema que há na ala Sainsbury (prédio anexo), pois são apresentados filmes sobre os pintores – como um sobre o Caravaggio que assisti nesta semana. Além fato dela estar na Trafalgar Square… ficar observando o movimento, sentado nas escadas ou junto à Nelson’s Column já é um passeio!
London: National Gallery at Trafalgar Sq

National Gallery, que fica na Trafalgar Square, vista da base da Nelson's Column

  • Greenwich Park: um lindíssimo passeio! Se você tiver tempo e disposição, pegue a Jubilee Line até o Canary Wharf – um empreendimento moderno, com arranha céus, praças e fontes, na área das docas do sudeste da cidade – e vá caminhando, ao longo do Tâmisa, para os Island Gardens.
    London: Pedestrian Tunnel below the Thames River

    Eu, no túnel sob o rio

    Atravesse o rio andando (?!?) por um túnel para pedestres construído em 1902 para chegar a Greenwich, um lugar que é um descanso da loucura e agitação de Londres! No Old Royal Naval College, projetado pelo Sir Cristopher Wren, o mesmo da Catedral de Saint Paul, visite o Painted Hall (com suas “colunas falsas”, teto e paredes completamente decorados com pinturas) e a Capela, antes de rumar para o topo da colina onde está o famoso Royal Observatory – o marco zero de latitude da terra, o meridiano 0º. Dica importante: a última entrada no observatório é as 16h30 e a estação da Jubilee Line de “North Greenwich” atende à O2 Arena (antigo Millenium Dome), e é longe deste parque.

    London: Greenwich, Royal Naval College

    Parada para aproveitar o sol, no Old Royal Naval College

    Para o Greenwich Park, use o DLR, que tem a estação Island Gardens bem perto do túnel sob o rio – uma alternativa se não quiser/puder vir caminhando de Canary Wharf. Na volta, depois de visitar o observatório, aproveitar a incrível vista panorâmica da cidade, tirar fotos no marco do Meridiano 0 e fazer compras na lojinha de souvenires, desça a colina e passe pelo centrinho comercial de Greenwich antes de embarcar na estação Cutty Sark (o whisky? sim e não, um antigo navio que fica ancorado aqui, aberto a visitação, mas ainda fechado para reforma – veja a situação atual aqui) do DLR, em direção a Central London.

London: Canary Wharf

London: Canary Wharf

London: Painted Hall, Old Royal Naval College

Painted Hall do Old Royal Naval College

  • Barbican: um empreendimento imobiliário inspirado nos conceitos do arquiteto Le Corbusier, é outro lugar que merece ser visitado.
    London: Barbican fountain

    London: Barbican

    Um conjunto de torres residenciais, comerciais, centro de artes, escola (para meninas), lagos e praças, junto às antigas muralhas da City of London. Passear por suas passarelas (high walks), aproveitar o sol (quando tem!) nas praças e junto aos lagos é um passeio super agradável. O Museu de Londres, que conta a história da cidade, desde a pré-história, passando pela ocupação romana e a Londres medieval – além de uma exposição sobre o Grande Incêndio que destruiu a city em 1666, também gratuito, está bem perto deste complexo. O Barbican tem uma estação de metro própria, mas está muito perto da St. Paul, que também atende à catedral de mesmo nome.

    London: Barbican Estate

    Barbican

  • Tate Modern: para aproveitar melhor o passeio neste enorme museu de arte moderna, gratuito, exceto pelas exposições especiais, vale se programar para acompanhar uma das visitas guiadas (gratuitas também). Atualmente tem uma ao meio-dia e outras duas às 14h e 15h, cada um em uma ala específica da galeria.
    London: Tate Modern's terrace

    Terraço panoramico da Tate Modern e o painel com marcos arquitetô™nicos

    Aliás, para aproveitar mais mesmo, pegue o tube até St. Paul e venha descendo a rua até chegar na Millenium Bridge, que atravessando, dá direto na Tate Modern. No quinto andar, passe pela loja e o café e acesse o terraço panorâmico, que, além da vista, tem um painel que explica os destaques arquitetônicos visíveis daqui. Chega a ser uma brincadeira interessante tentar identificar cada prédio, fazendo a conexão com seu destaque no painel. Não perca a loja de arte do térreo! Além de pôsteres, cartões postais e livros de arte, pode-se encontrar uma enorme variedade de presentes e souvenires, todos ligados ao tipo de arte exposto por aqui.

  • Pub: essa é uma dica rápida. Ficamos (eu, meu irmão e uns amigos) querendo achar um “traditional british pub”, para tomar um pint (a medida de volume específica para a cerveja inglesa, de 473 ml) longe de turistas. Do nada, ao lado da Houses of Parliament, onde tem o Big Ben – aliás o Ben é só o sino, não o relógio nem a torre – achamos a St. Stephen Tavern – 10 Bridge Street (que só descobrimos o motivo do nome, mais tarde, em casa, olhando um mapa que compramos durante a tarde). Só a vista do relógio, pela janela, e o ambiente cheio de ingleses em seu happy hour já vale a visita. Tome aqui um pint rápido para recarregar as energias!
London: St Stephen's Tavern & Big Ben

St. Stephen Tavern

  • Stanfords (explore – discover – inspire): quer um guia de viagens, um mapa, ou qualquer outra coisa relacionada? Aqui você encontra. Esta loja, bem perto do Covent Garden Market (12 – 14 Long Acrewww.stanfords.co.uk) é repleta de guias de viagens, mapas e tudo mais a ver com o tema – globos, balões com o mapa mundi, mapas de parede, cortinas de banheiro estampadas com mapas, acessórios (canivetes, lanternas, roupas) e tudo o que você possa imaginar.
    Stanfords - The World's largest map and travel bookshop

    Stanfords: a loja de viagem mais legal da cidade

    São três andares repletos! Tem uma parede enorme só de guias de Londres, dos mais diversos, além do enorme mapa no chão, que faz a alegria das crianças (tá, eu também fiquei curtindo e procurando lugares). Adorei quando ouvi uma criança dizendo ao pai “Não temos nada como isso aqui lá em Iowa” – e em nenhum outro lugar que eu já tenha visitado.

Vou deixar para completar outros passeios especiais mais tarde, porque agora quero sair para aproveitar um pouco mais desta linda, apaixonante e fantástica cidade. Quando estive aqui pela primeira vez no ano passado eu já tinha me apaixonado. Voltar, explorar novos lugares e re-visitar outros “is quite lovely indeed”.

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 17/07/2009: http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/17/passeios-legais-em-londres/

21/08/2010

Francesca Woodman, Milão 2010


Após visitar a mostra com obras da fotógrafa americana Francesca Woodman (Denver/CO 1958 – Nova York/NY 1981) fui tomado por uma onda de inspiração como nunca mais havia tido e produzi a série fotográfica que ilustra este texto, que é uma tradução livre do folheto da exposição. Minhas impressões e motivações para criar as minhas fotos estão no post a seguir: Inspired.

JKScatena as F.Woodman

JKScatena as F.Woodman

Francesca começou a fotografar ainda adolescente e percorre uma trajetória intensa, mas curta, que termina com seu suicídio aos 23 anos.

Quase toda a sua produção é baseada no relacionamento entre seu próprio corpo, objeto e sujeito de seus cliques e de seu olhar. De si própria não propõe uma visão idealizada, heróica ou carregada de qualquer significado particular; ao contrário, sua imagem é sempre inserida no cenário como se deste fosse parte. Geralmente seu corpo é coberto pela pintura da parede, joga com a própria sombra, aparece e some através portas e janelas, se esconde atrás dos móveis e objetos; a luz mais a faz perder consistência do quer exalta-la. “Me interessa a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço. A melhor maneira de faze-lo é registrar suas interações com as fronteiras destes espaços. Comecei fazendo isso com ‘fotografias fantasmas’, pessoas desaparecendo em uma superfície plana…”.

Multiplo

Multiplo

Submisso

Submisso

Um traço recorrente e de grande expressividade é a ausência da face, cortada no enquadramento, escondida por máscaras, pelo próprio cabelo, por uma torção do corpo. “Uso a mim mesma como modelo por uma questão de conveniência. Estou sempre disponível”.

Nascida em 1958, filha de um pintor e de uma ceramista, Francesca se inscreve em 1972 em uma escola particular para garotas, a Abbot Academy, uma das poucas com cursos de arte – nesta época começa a fotografar, usando seu quarto como estúdio e cenário. Sob a influência de uma das professoras, a fotógrafa Wendt Snyder McNeill, cursa a Rhode Island School of Design (RISD, Providence/EUA) a partir de 1976 – ambienta agora suas fotografias no local onde reside, um grande apartamento semi vazio em um antigo prédio industrial.

Entre 1977 e 78 estuda em Roma/Itália na sede européia do RISD com a amiga Sloan Rankin, onde realiza sua primeira exposição individual. No outono de 1978 retorna a Providence, onde conclui os estudos na RISD, obtendo o título de BFA em Fotografia e se transfere para Nova York. Em janeiro de 1981 é publicada a edição impressa de “Some disoriented interior geometries” (Synapse Press, Philadelphia), um dos seis cadernos fotográficos elaborados durante sua permanência em Roma. No dia 19 do mesmo mês abandona voluntariamente a vida.

Inquadrato

Inquadrato

Francesca Woodman. Milão – Palazzo della Ragione; 16 de julho a 24 de outubro de 2010.

12/07/2010

Paris oh là là – Parte 3


Musée D'Orsay

Musée D'Orsay

  • Musée D’Orsay: uma antiga estação de trens revitalizada e transformada em um dos mais interessantes museus do mundo, posso arriscar dizer. Sim, a Gare D’Orsay, construída em 1900 e utilizada até 1939, quase foi demolida nos anos 70, mas foi salva deste terrível destino e reaberta como museu em 1986. O prédio guarda as principais características do projeto original, principalmente a incrivelmente ampla e iluminada área das antigas plataformas, hoje repleta de esculturas, o belo relógio e os salões de chá – hoje um agradável restaurante e o de festas, com seus incríveis lustres e espelhos. O acervo cobre principalmente arte – pinturas e esculturas, além de peças de arte decorativa e móveis – do período entre 1840 e 1914. Entre as obras primas estão ‘Le Déjeuner sur l’Herbe’, de Manet, ‘Moulin de la Gallete’, de Renoir, além de obras de Van Gogh e Gauguin. Reserve algumas horas para visitar mais esta jóia às margens do Sena. Rue de la Légion d’Honneur, Metrô Solférino (linha 12) ou Musée D’Orsay (RER C); www.musee-orsay.fr.
La Defénce e Arco do Triunfo

La Defénce e Arco do Triunfo

  • La Défence: Paris tem pouquíssimos arranha-céus em seu grande centro, por isso a área oeste da cidade foi escolhida em 1957 para um novo empreendimento urbano, um dos maiores da Europa, com torres de escritórios, órgãos governamentais e um arco monumental, em estilo moderno e alinhado ao eixo do Champs Elysés.
    Grand Arche

    Grand Arche

    La Defénce é hoje uma atração por si só, com sua grande esplanada e o Grande Arche, que é grande o suficiente para se colocar a Notre Dame dentro dele. Ligada à cidade por metrô e trem (Linha 1,  ou RER A, estação La Defénce; aliás, com o seu cartão Visit Paris, zonas 1 e 2, La Defénce é inclusa), vale a pena tirar algumas horas para visitar esta área. Suba as escadarias do grande arco (que estava fechado à visitação quando estive lá, mas que oferece belas vistas da cidade) e preste a atenção no incrível alinhamento do arco com a mais charmosa avenida da cidade: dá pra ver, pequeno, lá ao longe, o Arco do Triunfo.

Cemetiere du Montparnasse

Cemetiere du Montparnasse

  • Cimetière du Montparnasse: esta é uma atração que não faz muito o meu gênero, mas ainda assim é bastante
    Cemetiere Montparnasse

    Cemetiere Montparnasse

    visitada. Nem o Cemitério de La Recolleta, em Buenos Aires, eu quis visitar, mas acabei dando uma volta neste, parisiense, onde estão enterrados os escritores Maupassant, Sartre e Beauvoir (estes dois juntos, na mesma sepultura), Samuel Beckett, Julio Cortazar, além do poeta Baudelaire, o escultor Brancusi, e o pintor e fotógrafo Man Ray. O cemitério é repleto de belas esculturas, mas já vou avisando que é bastante difícil encontrar as sepulturas dos famosos, mesmo seguindo o mapa com a indicação das lápides. Aberto diariamente das 8h30 às 17h30 e com entrada gratuita. Estações Vavin ou Raspail (linha 4).

Sartre e Beauvoir

Sartre e Beauvoir

  • Restaurantes:
  1. Le Pave, 7 rue des Lombards (01 44 54 07 20). Bem localizado, perto do Forum Les Hales, este restaurante serve belos pratos de comida francesa a preços justos. Não deixe de espiar o menu do dia, que oferece boas sugestões. Se o dia estiver agradável, peça uma mesa na rua e aproveite.
  2. Bistrot Beauburg, 25 rue Quincampoix (01 42 77 48 02). Este é para a pedida econômica, já que os pratos do dia custam entre 6€ e 8€, mas são bastante saborosos e de bom tamanho. Bem ao lado do Centre Georges Pompidou.
  3. Para os chocólatras, tem uma loja em Paris que vende um tal de “Chocolate Inalável”. Segui a dica de uma amiga amante do chocolate e fui lá experimentar. Pra falar a verdade, chega a ser estranho aspirar um negócio, como um apito plástico e, em seguida, sentir o sabor de chocolate na boca. Enfim, tem louco pra tudo! Le Whif, Le Labo Shop, 4 rue du Buloi. Aberto das 12h às 19h, fechado às quintas-feiras.
  4. Para a real experiência francesa, passe num mercado, compre algumas guloseimas e um vinho francês e se dirija às margens do Sena (a Port de la Tournelle, que já indiquei antes é perfeita) para um tradicional pic nic. Melhor ainda se for perto do pôr do sol.
Le Whif

Le Whif: o chocolate que se aspira

É isso aí. Com este post encerro minha série de dicas de viagem da Cidade Luz, que aprendi a apreciar e a amar – não um amor à primeira vista, como esperava, mas em parcelas, nas 3 vezes que estive na cidade nestes últimos tempos. E definitivamente vou voltar!

Pôr do Sol Parisiense

Pôr do Sol Parisiense

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

19/05/2010

Somerset House & Courtauld Gallery


Este palácio, às margens do Tâmisa, no Victoria Embankment, que já foi casa de aristocratas, palácio real, usado pela marinha é hoje um dos mais interessantes centros culturais de Londres.

Somerset House

Somerset House

Seu pátio interno com a enorme fonte de Edward Safra, e que se transforma durante o inverno em um rinque de patinação no gelo, é um ótimo ponto para uma pausa numa tarde de verão.

Somerset House, Strand

Somerset House, Strand

O prédio mais perto do rio – originalmente às margens do Tâmisa – pode ser acessado pelo Embakment, através de um arco que era originalmente usado como entrada de barcos para o prédio. Seu terraço, repleto de mesas e cadeiras, oferece vistas diferentes do rio e dos principais pontos turísticos, como a London Eye e as Houses of Parliament.

Somerset House, Fountain

Somerset House, Fountain

A entrada é gratuita nas galerias deste prédio e visitas guiadas pelo seu interior também gratuitas são oferecidas às quintas-feiras e sábados, em dois horários – 13h15 e 15h15.

No prédio ao norte, com entrada pelo Strand, fica a Courtauld Gallery, com uma coleção de arte bastante diversa, que inclui peças de Botticelli, Cezanne, G. Braque, Kandisnsky, Gauguin, Van Gogh, P. P. Rubens, Degas, Monet, Renoir, C. Pissarro, pratarias inglesas do século XVIII e cassones fiorentinos do século XIV. Uma sala é dedicada à arte sacra, anterior a 1600 e vale a pena  ver as peças de marfim do século XIV, com entalhes e detalhes extremamente delicados.

Coleção de peças de marfim

Coleção de peças de marfim

Talvez a principal obra desta galeria seja “A bar at the Folies-Bergere”, pintada por Manet em 1881-82, que retrata uma garçonete no balcão de um bar, com o ambiente sendo refletido em um enorme espelho às suas costas. Todos os dias há uma pequena palestra sobre uma das obras do museu às 13h15 e no dia da minha visita uma estudante do Courtauld Art Institute falou exatamente sobre este quadro, ressaltando a enorme quantidade de diferentes interpretações que se pode extrair desta bela obra de arte. Estas palestras são gratuitas e a entrada na Galeria também é gratuita todas as segundas-feiras, das 10h00 às 14h00, exceto feriados.

Cristo, por Michelangelo

Cristo, por Michelangelo

Também no dia que visitei pude conhecer a incrível exposição de desenhos de Michelangelo, que apresentava rascunhos, estudos, cartas e poemas deste incrível artista renascentista. A exposição intitulada “O Sonho, de Michelangelo” girava em torno de um desenho específico – e magnífico, diga-se de passagem – que retrata um homem cercado pelos pecados mundanos, sendo acordado e resgatado por um anjo. Poder ver os traços originais de Michelangelo, em carvão sobre papel, com sombras e “sfumatto”; é simplesmente incrível. A exposição terminou no dia 16 de maio.

Caligrafia original de Michelangelo

Caligrafia original de Michelangelo

21/01/2010

Vejo vacas por todos os lados


Elas estarão por todos os lados dentro de alguns dias. Nas ruas e avenidas, nos shoppings e rodoviárias, em praças e museus da cidade e até em estações de metrô. As simpáticas vacas da Cow Parade 2010 se reuniram ontem (20/jan/2010) no MuBE no evento de abertura da segunda edição deste desfile de arte que volta a São Paulo após quatro anos.

CowParade SP2010 - 16

Vacas! Vacas! Vacas!

A CowParade surgiu como uma manifestação humorística em 1998, criação de um artista suíço e desde então já rodou mais de 50 cidades ao redor do planeta, inclusive no Brasil, que recebeu esta grande exposição de arte ao ar livre em São Paulo (2005, a primeira cidade da América do Sul), Curitiba e Belo Horizonte (2006) e Rio de Janeiro (2007).

É uma exposição muito democrática pois as peças de arte – cerca de 90 vacas de fibra de vidro customizadas por artistas brasileiros – são espalhadas pela cidade, muitas vezes ao ar livre, em pontos de grande circulação de pessoas, onde paulistanos e visitantes de todas as idades poderão apreciar, se divertir e até interagir com elas. Neste ano temas como sustentabilidade, vida urbana e figuras pop inspiraram os artistas que nomearam suas obras com nomes divertidos como Cowgestionamento (que aborda o calvário do transporte paulistano), Vaca da Garoa (em homenagem à São Paulo de antigamente), Cowleta Seletiva, MiCow Jackson e a Vaca Interativa (que mostra, em tempo real, mensagens enviadas por SMS ou através do Twitter – colocando a hashtag #vacatorpedo em seu tweet).

A exposição é parte das comemorações do aniversário de 456 anos de São Paulo e o projeto também tem seu lado solidário, já que, ao final as vacas serão leiloadas com os recursos sendo revertido para as entidades beneficentes Gol de Letra e a ONG Florecer.

Mais informações e o mapa com a localização de todas as vacas em www.cowparade.com.br/sp

19/01/2010

Olhar Urbano, no MuBE


Abriu ontem (18/jan/2010), no MuBE – Museu Brasileiro de Escultura (www.mube.art.br) a exposição “Olhar Ubano”, com fotografias de edifícios residenciais e comerciais de diversas cidades do país.

Olhar Urbano no MuBE de São Paulo

A exposição conta com fotos dos profissionais Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Fabio Correa, Marcos Prado, Renata Castello Branco e Ucha Aratangy, que apresentam imagens de empreendimentos imobiliários da cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiania.

O texto de abertura da exposição afirma que “em meio à pulsão das cidades os fotogáfos buscam a beleza e o diferencial no espaço e no tempo, seja a partir de um ângulo ou de um momento ideal. É uma incessante busca por uma visão que vai além dela mesma e da própria realidade. A fotografia não é assim um mero registro documental, que rouba um pedaço e atesta um acontecimento, mas uma imagem reveladora de sentidos e relações”.

Aqui tem mais sobre os fotógrafos e também algumas fotos da exposição:

http://brookfieldincorporacoes.blogspot.com/2010/01/os-fotografos-do-olhar-urbano.html

05/06/2009

Passeio na Pinacoteca – Sombras


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05/06/2009

Passeio na Pinacoteca – Auto Retrato


Auto Retrato – à procura de um olhar…

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