Posts tagged ‘Manet’

16/09/2011

Passeando no Metropolitan de NY com E. Hemingway


Esta dica é preciosíssima pela qualidade de relacionar literatura e arte diretamente ao apresentar os quadros que o autor americano Ernest Heming contemplou em 1950.

Em um belo slideshow do jornal americano New York Times você pode ver obras que hoje ainda estão em exposição no museu, mas também outras que nem mais pertencem ao acervo.

Querido pai, E. Hemingway

Só | Alone | Solo - Atibaia/2011

The paintings Hemingway lingered over included Titian’s “Portrait of a Man,” Francesco Francia’s “Portrait of Federigo Gonzaga,” van Dyck’s “Portrait of the Artist,” Rubens’s “Triumph of Christ Over Sin and Death,” El Greco’s “View of Toledo,” Reynolds’s portrait of George Coussmaker, Cabanel’s portrait of Catharine Lorillard Wolfe, Cézanne’s “Rocks — Forest of Fontainebleau,” Manet’s portrait of Mlle. Valtesse de la Bigne (left), and Carpaccio’s “Meditation on the Passion.”

Hemingway the Museumgoer – Slide Show – NYTimes.com.

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12/07/2010

Paris oh là là – Parte 3


Musée D'Orsay

Musée D'Orsay

  • Musée D’Orsay: uma antiga estação de trens revitalizada e transformada em um dos mais interessantes museus do mundo, posso arriscar dizer. Sim, a Gare D’Orsay, construída em 1900 e utilizada até 1939, quase foi demolida nos anos 70, mas foi salva deste terrível destino e reaberta como museu em 1986. O prédio guarda as principais características do projeto original, principalmente a incrivelmente ampla e iluminada área das antigas plataformas, hoje repleta de esculturas, o belo relógio e os salões de chá – hoje um agradável restaurante e o de festas, com seus incríveis lustres e espelhos. O acervo cobre principalmente arte – pinturas e esculturas, além de peças de arte decorativa e móveis – do período entre 1840 e 1914. Entre as obras primas estão ‘Le Déjeuner sur l’Herbe’, de Manet, ‘Moulin de la Gallete’, de Renoir, além de obras de Van Gogh e Gauguin. Reserve algumas horas para visitar mais esta jóia às margens do Sena. Rue de la Légion d’Honneur, Metrô Solférino (linha 12) ou Musée D’Orsay (RER C); www.musee-orsay.fr.
La Defénce e Arco do Triunfo

La Defénce e Arco do Triunfo

  • La Défence: Paris tem pouquíssimos arranha-céus em seu grande centro, por isso a área oeste da cidade foi escolhida em 1957 para um novo empreendimento urbano, um dos maiores da Europa, com torres de escritórios, órgãos governamentais e um arco monumental, em estilo moderno e alinhado ao eixo do Champs Elysés.
    Grand Arche

    Grand Arche

    La Defénce é hoje uma atração por si só, com sua grande esplanada e o Grande Arche, que é grande o suficiente para se colocar a Notre Dame dentro dele. Ligada à cidade por metrô e trem (Linha 1,  ou RER A, estação La Defénce; aliás, com o seu cartão Visit Paris, zonas 1 e 2, La Defénce é inclusa), vale a pena tirar algumas horas para visitar esta área. Suba as escadarias do grande arco (que estava fechado à visitação quando estive lá, mas que oferece belas vistas da cidade) e preste a atenção no incrível alinhamento do arco com a mais charmosa avenida da cidade: dá pra ver, pequeno, lá ao longe, o Arco do Triunfo.

Cemetiere du Montparnasse

Cemetiere du Montparnasse

  • Cimetière du Montparnasse: esta é uma atração que não faz muito o meu gênero, mas ainda assim é bastante
    Cemetiere Montparnasse

    Cemetiere Montparnasse

    visitada. Nem o Cemitério de La Recolleta, em Buenos Aires, eu quis visitar, mas acabei dando uma volta neste, parisiense, onde estão enterrados os escritores Maupassant, Sartre e Beauvoir (estes dois juntos, na mesma sepultura), Samuel Beckett, Julio Cortazar, além do poeta Baudelaire, o escultor Brancusi, e o pintor e fotógrafo Man Ray. O cemitério é repleto de belas esculturas, mas já vou avisando que é bastante difícil encontrar as sepulturas dos famosos, mesmo seguindo o mapa com a indicação das lápides. Aberto diariamente das 8h30 às 17h30 e com entrada gratuita. Estações Vavin ou Raspail (linha 4).

Sartre e Beauvoir

Sartre e Beauvoir

  • Restaurantes:
  1. Le Pave, 7 rue des Lombards (01 44 54 07 20). Bem localizado, perto do Forum Les Hales, este restaurante serve belos pratos de comida francesa a preços justos. Não deixe de espiar o menu do dia, que oferece boas sugestões. Se o dia estiver agradável, peça uma mesa na rua e aproveite.
  2. Bistrot Beauburg, 25 rue Quincampoix (01 42 77 48 02). Este é para a pedida econômica, já que os pratos do dia custam entre 6€ e 8€, mas são bastante saborosos e de bom tamanho. Bem ao lado do Centre Georges Pompidou.
  3. Para os chocólatras, tem uma loja em Paris que vende um tal de “Chocolate Inalável”. Segui a dica de uma amiga amante do chocolate e fui lá experimentar. Pra falar a verdade, chega a ser estranho aspirar um negócio, como um apito plástico e, em seguida, sentir o sabor de chocolate na boca. Enfim, tem louco pra tudo! Le Whif, Le Labo Shop, 4 rue du Buloi. Aberto das 12h às 19h, fechado às quintas-feiras.
  4. Para a real experiência francesa, passe num mercado, compre algumas guloseimas e um vinho francês e se dirija às margens do Sena (a Port de la Tournelle, que já indiquei antes é perfeita) para um tradicional pic nic. Melhor ainda se for perto do pôr do sol.
Le Whif

Le Whif: o chocolate que se aspira

É isso aí. Com este post encerro minha série de dicas de viagem da Cidade Luz, que aprendi a apreciar e a amar – não um amor à primeira vista, como esperava, mas em parcelas, nas 3 vezes que estive na cidade nestes últimos tempos. E definitivamente vou voltar!

Pôr do Sol Parisiense

Pôr do Sol Parisiense

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

19/05/2010

Somerset House & Courtauld Gallery


Este palácio, às margens do Tâmisa, no Victoria Embankment, que já foi casa de aristocratas, palácio real, usado pela marinha é hoje um dos mais interessantes centros culturais de Londres.

Somerset House

Somerset House

Seu pátio interno com a enorme fonte de Edward Safra, e que se transforma durante o inverno em um rinque de patinação no gelo, é um ótimo ponto para uma pausa numa tarde de verão.

Somerset House, Strand

Somerset House, Strand

O prédio mais perto do rio – originalmente às margens do Tâmisa – pode ser acessado pelo Embakment, através de um arco que era originalmente usado como entrada de barcos para o prédio. Seu terraço, repleto de mesas e cadeiras, oferece vistas diferentes do rio e dos principais pontos turísticos, como a London Eye e as Houses of Parliament.

Somerset House, Fountain

Somerset House, Fountain

A entrada é gratuita nas galerias deste prédio e visitas guiadas pelo seu interior também gratuitas são oferecidas às quintas-feiras e sábados, em dois horários – 13h15 e 15h15.

No prédio ao norte, com entrada pelo Strand, fica a Courtauld Gallery, com uma coleção de arte bastante diversa, que inclui peças de Botticelli, Cezanne, G. Braque, Kandisnsky, Gauguin, Van Gogh, P. P. Rubens, Degas, Monet, Renoir, C. Pissarro, pratarias inglesas do século XVIII e cassones fiorentinos do século XIV. Uma sala é dedicada à arte sacra, anterior a 1600 e vale a pena  ver as peças de marfim do século XIV, com entalhes e detalhes extremamente delicados.

Coleção de peças de marfim

Coleção de peças de marfim

Talvez a principal obra desta galeria seja “A bar at the Folies-Bergere”, pintada por Manet em 1881-82, que retrata uma garçonete no balcão de um bar, com o ambiente sendo refletido em um enorme espelho às suas costas. Todos os dias há uma pequena palestra sobre uma das obras do museu às 13h15 e no dia da minha visita uma estudante do Courtauld Art Institute falou exatamente sobre este quadro, ressaltando a enorme quantidade de diferentes interpretações que se pode extrair desta bela obra de arte. Estas palestras são gratuitas e a entrada na Galeria também é gratuita todas as segundas-feiras, das 10h00 às 14h00, exceto feriados.

Cristo, por Michelangelo

Cristo, por Michelangelo

Também no dia que visitei pude conhecer a incrível exposição de desenhos de Michelangelo, que apresentava rascunhos, estudos, cartas e poemas deste incrível artista renascentista. A exposição intitulada “O Sonho, de Michelangelo” girava em torno de um desenho específico – e magnífico, diga-se de passagem – que retrata um homem cercado pelos pecados mundanos, sendo acordado e resgatado por um anjo. Poder ver os traços originais de Michelangelo, em carvão sobre papel, com sombras e “sfumatto”; é simplesmente incrível. A exposição terminou no dia 16 de maio.

Caligrafia original de Michelangelo

Caligrafia original de Michelangelo

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