Posts tagged ‘Nova York’

17/09/2011

Retrospectiva de Willem de Kooning abre no MoMA de Nova York


Essa vai para os ratos de museu, como eu, que não deixo de frequentar nenhum daqueles mais importantes do mundo sempre que posso.

Estar em lugares como estes é sempre uma experiência única, mais ou menos aprazível, mas sempre diferente. Mesmo quando você volta a algum museu, hábito que também pratico com frequencia.

Woman I, after de Kooning, 2011

Woman I, after de Kooning, 2011

Enfim, tudo isso pra dar a dica que o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York vai abrir pra estes dias uma grande retrospectiva – são mais de 200 obras – do artista holandês Willem de Kooning.

O legal de retrospectivas é que você pode ser inundado pela obra de certo artista de uma maneira que a experiência se torna inesquecível.

Seven Eras of Willem de Kooning – Interactive Feature – NYTimes.com.

“The Cat's Meow” (1987), “Untitled VI” (1986) and “Conversation” (1987). W. De Kooning

“The Cat’s Meow” (1987), “Untitled VI” (1986) and “Conversation” (1987). W. De Kooning

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16/09/2011

Passeando no Metropolitan de NY com E. Hemingway


Esta dica é preciosíssima pela qualidade de relacionar literatura e arte diretamente ao apresentar os quadros que o autor americano Ernest Heming contemplou em 1950.

Em um belo slideshow do jornal americano New York Times você pode ver obras que hoje ainda estão em exposição no museu, mas também outras que nem mais pertencem ao acervo.

Querido pai, E. Hemingway

Só | Alone | Solo - Atibaia/2011

The paintings Hemingway lingered over included Titian’s “Portrait of a Man,” Francesco Francia’s “Portrait of Federigo Gonzaga,” van Dyck’s “Portrait of the Artist,” Rubens’s “Triumph of Christ Over Sin and Death,” El Greco’s “View of Toledo,” Reynolds’s portrait of George Coussmaker, Cabanel’s portrait of Catharine Lorillard Wolfe, Cézanne’s “Rocks — Forest of Fontainebleau,” Manet’s portrait of Mlle. Valtesse de la Bigne (left), and Carpaccio’s “Meditation on the Passion.”

Hemingway the Museumgoer – Slide Show – NYTimes.com.

30/08/2011

36 Hours in Downtown Manhattan – NYTimes.com


A sessão de dicas de viagem do New York Times tem, todas as semanas, esta coluna de “36 horas” em algum destino.

É um roteiro pra quem quer passar o final de semana em algum lugar, cheio de dicas de restaurantes, bares, lojas… muito bom!

Este é de Nova York… Não! Na verdade é de uma área de Manhattan – Downtown – ou o centro financeiro, lá na ponta sul da ilha (onde ficavam as Torres Gêmeas).

New York: Human Decency

Essa foto eu tirei (ainda em filme) da primeira vez que estive em NY, nos idos de 2002. Tem mais fotos da Big Apple no meu foto site:

http://photo.jkscatena.com/category/cities/new-york/

Clique no link lá embaixo para ler as dicas do NYTimes (em inglês).

The financial district is bustling, Chinatown is as quirky and enticing as ever, and TriBeCa is bursting with new restaurants, bars and hotels. With the exception of those seeking a night of relentless club-hopping, travelers hardly need venture north of Canal Street for a complete New York weekend.

via 36 Hours in Downtown Manhattan – NYTimes.com.

14/06/2010

História da Fotografia – Os agitados anos 20


Na comemoração dos 50 anos de fundação do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) foi montada uma mostra intitulada “A Arte dos anos 20” principalmente porque com este tema seria necessário recorrer a todos os departamentos do museu – Cinema, Fotografia, Arquitetura e Design, Estampas e Livros Ilustrados, Pintura e Escultura.

(Abrindo um parêntese é interessante ver como os departamentos do MoMA estão divididos. A Arquitetura junto com Design, Fotografia e Cinema em áreas distintas e nenhuma menção direta à artes Clássicas, como Poesia e Teatro. Fazendo um paralelo com as “7 Belas Artes” – Poesia, Teatro, Música, Escultura, Dança, Pintura e Cinema – como a 7ª arte, aqui a Fotografia nem é mencionada, estando talvez inserida no Cinema)

International Exhibition of the German Industrial Confederation, Stuttgart 1929

"FILM UND FOTO", 1929

Esta mostra deixou uma forte impressão de que a atividade estética da década de 1920 estava completamente dispersa pelos diversos meios. Mais que isso, as artes em maior ascenção eram a fotografia e o cinema, os pôsteres de agitação e propaganda e outros objetos com design prático.

A arte neste momento era dominada pelo movimento modernista (ou Modernista, como definido por Greenberg), que pode ser, para uma visão da fotografia e de certa maneira, dividido em três linhas de desenvolvimento: as Vanguardas Históricas, a Agenda Moderna na Fotografia e a Nova Objetividade Alemã.

As Vanguardas Históricas abrangem todos os movimentos “-ismos” desta época, como o abstracionismo, construtivismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e fauvismo, por exemplo. É muito interessante notar que nas colagens dadá (por se considerarem uma oposição aos movimentos formais, o dadá não deveria nem receber a terminação -ismo…), surrealistas e construtivistas a fotografia era usada meramente como matéria, como um material a mais a ser utilizado em suas obras. A fotografia, o papel impresso com uma umagem, era recortada e rasgada e posteriormente colada nas obras, com sua devida inserção conceitual.

Por outro lado, a Nova Objetividade Alemã – desenvolvida principalmente na Alemanha, mas com representantes também na França – a fotografia era usada meramente com a finalidade documental, sem qualquer áurea artística.

The Fountain, R. Mutt, by A.Stieglitz

The Fountain, R. Mutt, by A.Stieglitz

Alfred Stieglitz, por sua vez, traçou a Agenda Moderna da Fotografia, conduziu uma campanha para aceitação da fotografia como arte inserida em um clima de modernismo e traduziu a auto-referência modernista da pintura para a auto-consciência da fotografia. Stieglitz era um galerista ameircano que acabou por trazer a Marcel Duchamp, um dos mais fortes representantes do Modernismo, para os Estados Unidos. Ironicamente, a fotografia mais conhecida de Stieglitz representa uma das obras mais marcantes de Duchamp – “A Fonte” (um urinol invertido assinado por um pseudônimo de Duchamp, R. Mutt).

Duchamp merece um comentário à parte, pois soube muito bem circular no meio artístico e teve enorme influência nos artistas posteriores. Dá para dizer que ele soube jogar uma partida de xadrez com maestria, movimentando as peças (suas obras) no tabuleiro (sistema da arte da época).

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