Posts tagged ‘Europa’

21/08/2010

Francesca Woodman, Milão 2010


Após visitar a mostra com obras da fotógrafa americana Francesca Woodman (Denver/CO 1958 – Nova York/NY 1981) fui tomado por uma onda de inspiração como nunca mais havia tido e produzi a série fotográfica que ilustra este texto, que é uma tradução livre do folheto da exposição. Minhas impressões e motivações para criar as minhas fotos estão no post a seguir: Inspired.

JKScatena as F.Woodman

JKScatena as F.Woodman

Francesca começou a fotografar ainda adolescente e percorre uma trajetória intensa, mas curta, que termina com seu suicídio aos 23 anos.

Quase toda a sua produção é baseada no relacionamento entre seu próprio corpo, objeto e sujeito de seus cliques e de seu olhar. De si própria não propõe uma visão idealizada, heróica ou carregada de qualquer significado particular; ao contrário, sua imagem é sempre inserida no cenário como se deste fosse parte. Geralmente seu corpo é coberto pela pintura da parede, joga com a própria sombra, aparece e some através portas e janelas, se esconde atrás dos móveis e objetos; a luz mais a faz perder consistência do quer exalta-la. “Me interessa a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço. A melhor maneira de faze-lo é registrar suas interações com as fronteiras destes espaços. Comecei fazendo isso com ‘fotografias fantasmas’, pessoas desaparecendo em uma superfície plana…”.

Multiplo

Multiplo

Submisso

Submisso

Um traço recorrente e de grande expressividade é a ausência da face, cortada no enquadramento, escondida por máscaras, pelo próprio cabelo, por uma torção do corpo. “Uso a mim mesma como modelo por uma questão de conveniência. Estou sempre disponível”.

Nascida em 1958, filha de um pintor e de uma ceramista, Francesca se inscreve em 1972 em uma escola particular para garotas, a Abbot Academy, uma das poucas com cursos de arte – nesta época começa a fotografar, usando seu quarto como estúdio e cenário. Sob a influência de uma das professoras, a fotógrafa Wendt Snyder McNeill, cursa a Rhode Island School of Design (RISD, Providence/EUA) a partir de 1976 – ambienta agora suas fotografias no local onde reside, um grande apartamento semi vazio em um antigo prédio industrial.

Entre 1977 e 78 estuda em Roma/Itália na sede européia do RISD com a amiga Sloan Rankin, onde realiza sua primeira exposição individual. No outono de 1978 retorna a Providence, onde conclui os estudos na RISD, obtendo o título de BFA em Fotografia e se transfere para Nova York. Em janeiro de 1981 é publicada a edição impressa de “Some disoriented interior geometries” (Synapse Press, Philadelphia), um dos seis cadernos fotográficos elaborados durante sua permanência em Roma. No dia 19 do mesmo mês abandona voluntariamente a vida.

Inquadrato

Inquadrato

Francesca Woodman. Milão – Palazzo della Ragione; 16 de julho a 24 de outubro de 2010.

30/07/2010

Na Suíça, a 2.000 metros de altura


Depois de vários dias de chuva e frio estávamos realmente merecendo um belo dia de sol e hoje o dia amanheceu perfeito (sim, com frio, mas céu azul e sol). Ao acordar em Montreux nem podia acreditar ao ver pela janela o dia nascendo com o céu completamente limpo, a cidade ainda nas sombras das altas montanhas e os primeiros raios de sol já batendo nos picos nevados do lado oposto do Lac Léman (Lago Genebra).

Amanhecer em Montreux

Amanhecer em Montreux

Saímos cedo de nosso hotel para pegar um outro trem panorâmico da GoldenPass, só que este era um pequeno trem turístico que nos levaria em um parque no alto da montanha “Les Rochers-de-Naye”, a dois mil metros de altura.

Estação de trem de Montreux

Estação de trem de Montreux

GoldenPass Rochers-de-Naye

GoldenPass Rochers-de-Naye

O trem lembra muito aquele do Cristo Redentor carioca: pequenos vagões, sem nenhum luxo, montanha acima com ajuda do terceiro trilho – a cremalheira -, numa estrada com bastante curvas que atravessa florestas e túneis até chegar a um ponto com uma vista maravilhosa dos arredores. A diferença aqui é que a subida é muito maior e que, a partir de certo ponto, chegamos a uma altura onde a neve já não derrete sem bastante sol – as folhas começam a ficar brancas da neve do dia anterior, e as casas, e as árvores até que, já mais perto do topo, está tudo maravilhosamente branco e brilhante, refletindo o sol forte daquele céu impecavelmente azul.

Ok, admito que fiquei um tanto maravilhado, mas para quem estava vendo neve pra valer pela primeira vista é realmente a reação esperada, não é?

A chegada em Rochers-de-Naye (1)

A chegada em Rochers-de-Naye (2)

A chegada em Rochers-de-Naye

Na estação do topo tem um hotel com dois restaurantes e um parque chamado “Paraíso das Marmotas”. Este pequeno roedor, que só existe no hemisfério norte parece ter encontrado aqui em Rochers-de-Naye seu habitat perfeito, seu verdadeiro paraíso, já que aqui foi construído um parque somente para a criação e pesquisa e seus hábitos. Só que com o frio de hoje elas já estavam em suas tocas, preparando para a hibernação do inverno. E além do hotel é possível também se hospedar em Yourtes, uma reprodução fiel de cabanas mongóis para aqueles que quiserem passar pela experiência de dormir a 2.000 metros de altura. Existem trilhas que podem ser percorridas a pé, com diversos níveis de dificuldade, mas é recomendável sempre experiência prévia, pois aqui a neve e o frio são coisas sérias e ainda assim vimos muitos grupos chegando e saindo da montanha, cheios de equipamentos.

Os Yourtes de Rochers-de-Naye (1)

Os Yourtes de Rochers-de-Naye (2)

Os Yourtes de Rochers-de-Naye

Nas quatro semanas que antecedem o natal Rocher-de-Naye se transforma na casa de Papai Noel e milhares de crianças sobem aqui para visitar o velhinho barbudo. Para aquelas que se hospedam nos Yourtes um pacote especial permite que o Papai Noel em pessoa entregue presentes para as crianças numa visita surpresa (e realmente mágica) durante a noite. Os pais nem precisam se preocupar, pois podem dizer antecipadamente ao Papai Noel o que eles querem que seja falado para as crianças – um pedido especial do Papai Noel em pessoa, para que o menino seja bonzinho no ano seguinte certamente terá mais efeito.

Os panoramas daqui são realmente maravilhosos e nem o frio cortante e a neve que já devia ter seus 10 centímetros me afugentaram de ficar passeando e tirando milhares de fotos. É um passeio realmente imperdível.

Tem que enfrentar o frio para tirar fotos!

Tem que enfrentar o frio para tirar fotos!

Restaurante panorâmico, com vista para Montreux

Restaurante panorâmico, com vista para Montreux

Voltando da montanha almoçamos em Montreux antes de partirmos para a estação rumo a Genebra.

Estação Central de Genebra

Estação Central de Genebra

Mas não dormiremos nesta bela cidade às margens do lago, as em Divonne, já em território francês, mas a apenas quinze minutos de Genebra. Estamos hospedados no belo Château de Divonne, um dos charmosos hotéis da rede  Grandes Etapes Françises, que possui ao todo dez unidades neste conceito por toda a França.

Chateau Divonne, que fica na França, mas a 15 min. de Genebra

Chateau Divonne, que fica na França, mas a 15 min. de Genebra

Amanhã já partimos para Lyon no veloz trem TGV, onde iniciamos verdadeiramente a parte francesa de nossa jornada ferroviária.

Originalmente publicado no Blog PANROTAS em Viagem, em 19/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/19/na-suica-a-2000-metros-de-altura/

28/07/2010

Trens panorâmicos da Suíça, uma experiência emocionante


Tenho que admitir que não esperava me emocionar nesta viagem… na verdade não tão cedo. Sim, estou com uma grande expectativa para conhecer Paris, afinal de contas já estive na Europa dois anos seguidos e não conheço a “Cidade Luz” (e ainda tenho fresco na memória o comentário: “Se não for para Paris não pode dizer que foi para a Europa”), mas um dos trechos do GoldenPass que fizemos hoje na Suíça foi de arrancar lágrimas.

 

Niklaus Mani da GoldenPass

Niklaus Mani da GoldenPass

 

O GoldenPass é, na verdade, uma associação de “marketing e vendas” de três ferrovias diferentes, separadas por uma questão técnica: a distância entre trilhos, conhecida como bitola ferroviária. A rota Lucerna (Luzern) – Montreux é bastante conhecida e nem é tão longa, mas por diferença na bitola tem que ser feita por três trens diferentes, com baldeações nas estações de Interlaken e Zweisimmen, o que pode ser um pequeno transtorno para viajantes cheios de bagagens pesadas. Aqui fica a primeira e mais importante dica para viajantes de trem: só carreguem um volume (e mais uma bolsa de colo ou mochila) e mesmo assim, não muito pesada, já que na enorme maioria dos trens você carrega sua própria bagagem. “Testaremos um protótipo de equipamento no ano que vem e esperamos que em 2013 já tenhamos um trem que possa alterar sua distância entre rodas para poder circular em trilhos com diferentes bitolas. Assim, o mesmo equipamento poderá seguir o trajeto inteiro, numa viagem única de três horas”, diz Niklaus Mani, da área de Marketing da GoldenPass Line. “E o Swiss Pass, comercializado pela RailEurope é realmente o melhor jeito de aproveitar toda a malha ferroviária suíça, já que cobre todos os trechos e também o transporte público das cidades. Na GoldenPass só seria necessário pagar uma taxa extra para os assentos VIP do trecho Zweisimmen – Montreux”, completa. E estes assentos VIP são realmente especiais, já que ficam exatamente na frente do trem, sem nada mais entre o para brisas e o trilho. Segundo Niklaus, nenhum outro trem do mundo tem assentos como estes.

 

Nos assentos VIP não há nada à sua frente

Nos assentos VIP não há nada à sua frente

 

Saímos da Basiléia (Basel) pela manhã e logo chegamos a Lucerna para iniciar esta viagem panorâmica.

 

Estação Central da Basiléia – Basel BSB – na noite em que chegamos

Estação Central da Basiléia – Basel BSB – na noite em que chegamos

 

“Como a segunda classe dos trens já é muito boa, poucos pagam o adicional da primeira classe, mas estes vagões oferecem diferenciais interessantes”, comenta María Corinaldesi, da RailEurope. E ela está certa! Tem um vagão com vidros até o teto, oferendo muito mais espaço para visualização das belíssimas paisagens dos alpes suíços.

 

Uma breve parada em Lucerna – menos de meia hora para dar uma olhada na cidade

Uma breve parada em Lucerna – menos de meia hora para dar uma olhada na cidade

 

 

Vagão panorâmico com vidros até o teto: só na 1ª Classe

Vagão panorâmico com vidros até o teto: só na 1ª Classe

 

Em Interlaken fizemos a primeira troca de trens – malas para baixo e para cima – e começamos a subir os alpes. E logo na subida uma bela surpresa para alguns de nós, já que começou a cair uma neve fina.

 

A neve já começa a cobrir as estações

A neve já começa a cobrir as estações

 

A segunda troca em Zweisimmen é de precisão de relógio suíço, já são somente sete minutos entre a chegada do trem que em de Interlaken e a saída do que vai para Montreux – mas dá tempo e funciona tranquilamente! E este último trecho é o mais bonito e emocionante.

 

Troca de trens em 7 minutos: só na Suíça…

Troca de trens em 7 minutos: só na Suíça…

 

Chegando próximo a cidade de Gstaad – “uma das estações de esqui mais caras da Suíça”, segundo María – a vista dos Alpes, com montanhas e árvores já cobertas de neve em panoramas cinematográficos que se revelam aos poucos nas curvas da estrada é realmente de tirar o fôlego e de arrancar algumas lágrimas – pelo menos minhas. Fiquei realmente emocionado com a beleza de tudo isso e de poder ter a sorte de apreciar uma maravilha como essa.

 

A emoção é grande com a incrível vista dos panoramas alpinos

A emoção é grande com a incrível vista dos panoramas alpinos

 

O trem começa então sua descida a Montreux, o balneário da Riviera suíça muito famoso pelo seu festival de Jazz. Esta é nossa parada de hoje e conseguimos apreciar um pouco do clima da cidade ao visitar o bar “Harry’s”, filial do original nova iorquino, onde ouvimos uma ótima e eclética cantora que misturou em seu repertório uma versão jazz de “Billie Jean”, sua interpretação de “My Way” e até “Virtual Insanity” do Jamiroquai.

 

Harry’s Bar de Montreux – “Billie Jean” em levada jazz

Harry’s Bar de Montreux – “Billie Jean” em levada jazz

 

Agora vou descansar (escrevo este post às 00h30 no fuso suíço), pois amanhã vamos subir – de trem, claro – uma montanha de 2.000 m de altura, almoçar em Montreux, pegar um trem para Genebra e dormir na França.

Originalmente publicado em 17/10/2009, no Blog PANROTAS em Viagem:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/17/trens-panoramicos-da-suica-uma-experiencia-emocionante/

27/07/2010

Berlim – Uma visita nunca será suficiente


Estar de volta a Berlim foi uma bela surpresa para quem conheceu a (e se apaixonou pela) cidade há pouco mais de 3 meses – estive aqui de férias em julho deste ano, quando escrevi os posts: “Balada, balada, balada – em Berlim”, “Berlim de Bicicleta” e “Muro de Berlim: 20 anos depois, ainda com cicatrizes”. E a maior diferença foi em relação ao tempo – enquanto em julho aproveitei de bicicleta, inclusive, ótimos dias de sol, agora enfrentamos temperaturas sempre abaixo de 10ºC, frequentemente com chuva. Mas ainda assim pude me maravilhar com novas descobertas e rever locais interessantes nesta cidade que é uma das mais agitadas da Europa.

Berlim: Portão de Brandemburgo, a imagem do Euro alemão

Berlim: Portão de Brandemburgo, a imagem do Euro alemão

“Berlim é uma capital cheia de contrastes” diz Christian Tänzler, Relações Públicas da área de Marketing da Berlin Tourismus (www.visitBerlin.de). A cidade é uma terra de imigrantes, devido, principalmente às grandes colônias de russos, franceses e ingleses, resquício da ocupação pós-guerra, que convivem com alemães de diversas regiões do país, além de turcos, chineses e, é claro, brasileiros. “Costumo dizer que a cidade não chega nem a representar bem o que é a Alemanha devido ao grande mix de culturas e a mentalidade super aberta. É realmente uma cidade única”, concorda e completa Thomas Guss, Gerente Geral do hotel Marriot Berlim, estrategicamente localizado bem perto da Potsdamer Platz, onde ficamos hospedados.

Thomas Guss, Gerente Geral do Marriott Berlim

Thomas Guss, Gerente Geral do Marriott Berlim

E o hotel está construído literalmente sobre o muro, que na verdade não era só um, mas dois, com uma zona morta no meio, cheia de arame farpado, guardas e cachorros. “No dia seguinte à queda do muro, em nove de novembro de 1989, grandes empresas compraram os terrenos aqui da Potsdamer Platz e somente no final dos anos noventa as obras de construção destes imensos complexos foram concluídas”, explica Walter Rohr, guia do Turismo de Berlim que acompanhou nosso grupo numa caminhada nesta fria e chuvosa manhã na capital alemã. Walter se refere aos novíssimos prédios cuidadosamente concebidos para atender a todas as demandas de mercado – tem restaurantes, lojas, serviços, cinemas e residências, com uma arquitetura moderna que se tornou uma referência no skyline da cidade.

Árvores e fachada do Ritz Carlton iluminadas para o Festival das Luzes, perto da Potsdamer Platz, com o prédio da DB iluminado em destaque

Árvores e fachada do Ritz Carlton iluminadas para o Festival das Luzes, perto da Potsdamer Platz, com o prédio da DB iluminado em destaque

“Desde 2008 temos recebido crescentes demandas de brasileiros interessados em viajar para Berlim. Para mim a razão principal foi a boa imagem projetada pelas festas que fizemos aqui durante a copa de 2006. Acho que muita gente via aquilo tudo pela TV e começou a pensar ‘acho que visitar Berlim deve ser muito legal’. Espero que tenhamos um voo direto do Brasil quando o novo aeroporto da cidade for inaugurado em 2011”, diz Christian. O BBI – Berlim Brandemburg International está em construção na área sudeste da cidade e quando for inaugurado será o único em funcionamento, já que Tegel e Schonefeld serão fechados. Atualmente os brasileiros podem voar pela TAM para Frankfurt e pegar um trem para Berlim, em uma viagem que pode durar mais de quinze horas – onze voando e mais quatro de trem.

Chegando em Berlim – pegou sua bagagem?

Chegando em Berlim – pegou sua bagagem?

Berlim Hauptbahnhof

Berlim Hauptbahnhof

Christian comenta também que o Muro de Berlim ainda é referenciado como uma das principais atrações da cidade, apesar de apenas pequenos trechos dele estarem ainda de pé. “Temos o desafio de encontrar o equilíbrio entre a memória de algo que dividiu famílias, como a minha, e o futuro da cidade sem o muro. Chego a ficar arrepiado sempre que falo que durante anos eu e minhas irmãs ficamos impedidos de nos ver, já que uma era casada com um membro do exército soviético e outra com um inglês. A queda, há vinte anos, possibilitou nossa reunião após muitos anos separados”, completa.

Christian Tänzler, do Turismo de Berlim

Christian Tänzler, do Turismo de Berlim

Um dos trechos restantes do Muro

Um dos trechos restantes do Muro

Mas agora a cidade está em festa, com exposições e eventos por todos os lugares, da Alexander Platz à novíssima estação principal de trens, a Hauptbahnhof, onde chegamos de Frankfurt e já partimos para a Basiléia (Basel), na Suíça, nossa próxima parada. Na grande festa programada para o dia nove de novembro, crianças simularão a queda do muro com grandes peças como uma cadeia de dominós distribuídas no trajeto do muro, terminando no Portão de Brandemburgo, onde a queda da última peça acionará uma grande queima de fogos.

Nestes dias de outubro (de 14 a 25/10) a cidade está especialmente iluminada pelo “Festival das Luzes”, quando mais de cinquenta locais da cidade recebem iluminação especial e tours noturnos podem ser feitos de ônibus, barcos e até ciclo-táxis. Cerca de sessenta eventos estão previstos e os visitantes poderão votar pela Internet no hotel mais bem iluminado (www.festival-of-lights.de). Uma boa dica para apreciar este festival “de camarote” é o bar e restaurante Solar, perto da estação Anhalter Bahnhof do S-Bahn.

Bar e restaurante Solar, com sua bela vista da cidade iluminada

Bar e restaurante Solar, com sua bela vista da cidade iluminada

A cidade que teve quase dezoito milhões de pernoites registrados em 2008, com turistas alemães e do exterior não para de se recriar, renovar e se firmar como um destino cultural, com museus sendo abertos (o de Dali, perto da Potsdamer Platz, o Neues Museum, na ilha dos museus e o Palácio Schonhauser, um museu-castelo), grandes exposições (Bauhaus, no Martin Gropius e Bicentenário de Charles Darwin no Museu de História Natural), festivais anuais (musikfest e JazzFest) e novas atrações, como uma nova roda gigante, a única da Alemanha, com 185 metros de altura que será inaugurada em 2010 próximo ao Zoologischer Garten.

É, definitivamente, um destino a ser visitado, aproveitado e revisitado.

Hoje chegamos à Suiça, onde passaremos o final de semana visitando cidades em trechos panorâmicos de trem. O próximo post provavelmente será escrito nas “terras neutras” deste montanhoso país, certamente já vendo neve nestes frios dias do outono europeu.

Originalmente publicado no Blog PANROTAS em Viagem em 16/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/16/berlim-uma-visita-nunca-sera-suficiente/

21/07/2010

Frankfurt am Main


Frankfurt am Main

Frankfurt am Main

Um dos principais hubs de transporte da Europa – com seu movimentado aeroporto que tem voos para as principais capitais europeias – e da Alemanha, pelas conexões ferroviárias, Frankfurt já era considerado um entreposto comercial de grande importância desde a época dos romanos, que fundaram esta cidade às margens do rio Main.

Frankfurt Hauptbahnhof

Frankfurt Hauptbahnhof

Um dos destinos europeus da Tam, é aqui que começo esta jornada ferroviária pela Europa, a convite da Rail Europe, da própria Tam e com cobertura da GTA, nesta que é a primeira ação da Rail Europe com jornalistas brasileiros. “Muita gente faz confusão entre a Rail Europe e a Euro Rail, até pela semelhança do nome, mas a Rail Europe vende os passes Euro Rail, que têm uma grande cobertura nos paises europeus, mas tambem outros como o Swiss Pass, que utilizaremos nesta viagem, além de compra on-line dos produtos de trem da Europa, Ásia, América do Sul, África e Oriente Médio, e os serviços de reservas, necessárias em alguns trechos”, diz María Corinaldesi, representante da Rail Europe para a América do Sul, através do escritório da Argentina, em Buenos Aires. “E somos os únicos com site em português para atendimento do passageiro brasileiro”.

O primeiro desafio da Rail Europe, aberta há 10 anos, foi a consolidação do trem como um meio de transporte confiável, prático e que realmente concorre com o avião. “Este passo já foi dado e agora entendo que é importante trabalhar a marca Rail Europe separadamente do Euro Rail, que é apenas um dos produtos que vendemos”, completa María.

Frankfurt Hauptbahnhof - Vista Interna

Frankfurt Hauptbahnhof - Vista Interna

Voamos na Business Class da Tam, num dos novos Boing 777 da companhia, em uma cabine “privativa” que deverá ser transformada na primeira classe desta aeronave, como fez questão de ressaltar a acompanhante do serviço de atendimento especial da Tam em Guarulhos.

A longa viagem de 11 horas de voo não termina em Frankfurt, onde faremos apenas uma conexão ferroviária – do terminal do aeroporto até a estação principal Frankfurt HBF – partindo para Berlim onde passaremos duas noites.

O frio assusta um pouco – chegamos em Frankfurt com 6º C e a previsão para os próximos dias em Berlim apresenta mínimas de 0º C! Nossa jornada ferroviária passará ainda pela Suíça, França, uma escala para almoçar em Bruxelas, na Bélgica e termina em Londres daqui a dez dias.

Aguardem notícias e fotos especiais desta interessante viagem, nos próximos dias aqui no Blog PANROTAS em Viagem.

Business Class TAM: Poltronas

Business Class TAM: Poltronas

Business Class TAM: Jantar

Business Class TAM: Jantar

Business Class TAM: Sobremesa

Business Class TAM: Sobremesa

Jaime K. Scatena, Fotógrafo, especial para o Panrotas

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 14/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/14/frankfurt-am-main/

16/06/2010

Paris oh là là! – Parte 1


Na primeira vez que estive em Paris o tempo não ajudou – “tentar se apaixonar por uma mulher aos prantos, com maquiagem borrada” – nem a falta de tempo livre – tinha cerca de 4 horas livres para passear. Deixei a cidade frustrado!

Le Seine

La Seine

Agora, em minha peregrinação européia de 2010 voltei a Paris e, desta vez, pude apreciar a cidade em belos dias de sol e calor, com bastante tempo livre para passear, conhecer os monumentos e museus, sentar em um café e curtir bastante.

Cheguei na cidade pela Gare du Nord, no Eurostar, vindo de Londres. Esta é uma dica importante para quem está viajando com bagagem pesada – pelo menos uns 40 kg em duas malas, uma delas bem grande: não se paga pela bagagem em trens! Como estou de mudança para a Itália, partindo de Londres, usar o trem foi a melhor pedida. E de Paris, embarquei num trem na Gare de Lyon para Milão.

Minhas dicas para Paris são:

  • Paris Metro

    Paris Metro

    Transporte: o metrô é uma boa pedida para cruzar a cidade em distâncias médias e longas, mas para distâncias curtas andar, curtindo a cidade e seus boulevares é o melhor a fazer. Compre um cartão Paris Visite em qualquer escritório de turismo ou em algumas das estações do metrô, com a duração de 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos. O cartão para as zonas 1 a 3 cobre toda a cidade e inclui ainda a área de La Défense e a basílica de Saint-Denis. Se você for chegar pelo aeroporto de Charles de Gaulle, o cartão das zonas 1-6 inclui também sua viagem para a cidade (que, separadamente do Visit Paris custa 8,50€ por trecho), além do castelo de Versailles, Disneyland Paris e alguns outros destinos. Parece um bilhete normal e deve ser usado como tal no metrô, nas linhas de trem RER dentro da zona de validade, nos ônibus e até no funicular de Montmatre. O cartão de 3 dias, para as zonas 1-3 me custou 20€. Só pra comparar, um carnet de 10 bilhetes custa 11€.

    Estação Cité

    Estação Cité

  • Metrô: o sistema é muito amplo e cobre praticamente toda a cidade. Mas é um tanto complicado de andar. Sempre achei interessante as diferentes maneiras de se “navegar” nos sistemas de diversas cidades, explico: em Nova York é sempre ‘Downtown’ ou ‘Uptown’, basicamente sul e norte, respectivamente; em Boston, você anda ou ‘Inbound’ (para o centro da cidade) ou ‘Outbound’; em Londres, na maioria das linhas, as direções são as da bússola – Central Line east ou west, Northern south or north etc. Mas em Paris é completamente diferente! Cada linha é numerada e colorida, o que parece bem fácil, mas você tem que descobrir a estação final e pegar o trem nesta direção. Ou seja, ao procurar seu destino no mapa, você tem ainda que seguir a linha até o final para descobrir a direção do seu trem. Por exemplo, pegar a linha 4, na Gare du Nord, direção “Porte d’Orléans”, para descer na estação Odeon. Ou a 1, na Concord, direção “Château de Vincennes”, para descer na estação Louvre-Rivoli (neste caso, definitivamente não faça isso, mas vá passeando pelos Jardins de Tuileries, que é bem mais legal). É um pouco complicado no começo e demora um pouco pra pegar o jeito. Ainda assim eu acabei pegando trens na direção errada! Última dica: você deve acionar uma alavanca ou apertar um botão para abrir a porta assim que o trem para na plataforma; faça isso logo que o trem estiver parando, pois eles ficam bem pouco tempo parados na estação.
Trocadéro & Eiffel Tower

Trocadéro & Eiffel Tower

  • Torre Eiffel: A maneira mais legal de chegar na torre é descendo na estação de Trocadéro do metrô. Você sai da estação, anda um pouco e dá de cara com a torre, linda, com Paris ao fundo, numa vista privilegiada do alto! É de cair o queixo. Tire umas fotos, desça andando até o Sena, atravesse a ponte e… entre na fila. Sim, é praticamente impossível escapar das filas… na verdade é definitivamente impossível.
    Trocadéro from Eiffel Tower

    Trocadéro from Eiffel Tower

    Mesmo para os ingressos comprados com antecedência, as filas são grandes para pegar os elevadores. Se você tem pique de subir escadas, a melhor pedida é procurar a fila do pilar Sul, através do qual você pode subir de escadas até o segundo nível, com uma fila bem menor que a dos elevadores, e de onde já se tem uma bela vista da cidade. Se tiver tempo de encarar uma outra fila, esta já no segundo nível, compre um bilhete neste andar para subir, agora só de elevador mesmo, até o topo da torre. Eu não tive tempo, e acabei curtindo somente o segundo andar mesmo, que já vale a pena! Neste nível, tire uns minutos para ver o filme no Cine Eiffel, uma montagem de fotos e cenas de filmes sobre esta bela obra de engenharia, que era para ser temporária – na Exposição Mundial de Paris -, recebeu inúmeras críticas quando estava sendo construída e acabou se tornando uma das principais atrações turísticas do mundo, recebendo mais de 7.000.000 de visitantes por ano.

    Musée du Louvre

    Musée du Louvre

  • Museu do Louvre: outro lugar onde é impossível escapar das filas. É lotado sempre! Diferente da maioria dos museus de Londres, aqui é possível tirar fotos, sem flash, o que eu adorei!
    Ne pas utiliser de Flash

    Ne pas utiliser de Flash

    O audio guia do museu é muito bom para ajudar a conhecer melhor as milhares de obras expostas, além de também explicar os movimentos artísticos e o contexto histórico . Se você pegou um, minha dica é seguir os tours.

    Louvre's Audioguide

    Louvre's Audioguide

    O de “Masterpieces”, ou obras primas, leva você, passo a passo, para conhecer as três obras principais do museu – a Vitória alada de Samotrácia, a Vênus de Milo e, é claro, a Mona Lisa; além de dar um panorama geral da história do museu.

    Venus de Milo

    Venus de Milo

    O guia é, literalmente passo a passo – ande até a escada, suba até o primeiro lance, vire a direita etc. Com música de fundo e explicações muitíssimo interessante das obras, salas e corredores do museu, é uma excelente opção para ter uma visão geral.

    Nem precisa falar que ver a Mona Lisa é uma luta… e, é verdade, ela é bem pequena. Depois que acabar este tour, você pode escolher um outro (são 3 ao todo) ou ir visitar seu artista preferido e sair andando, sendo maravilhado a cada sala, a cada passo.

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Os Rembrandts, por exemplo, estão na sala 32 da ala Richilieu.

    Vitória de Samotrácia

    Vitória de Samotrácia

    O ingresso vale para o dia inteiro – você pode entrar e sair a vontade, desde que esteja disposto a encarar a fila da inspeção de segurança a cada entrada. Comer nos restaurantes do museu não é muito mais caro (paguei cerca de 20€ por uma deliciosa lasagna e uma coca) e é bastante prático.

    The Mona Lisa

    La Gioconda

    E, é claro, conhecer a pirâmide de vidro de  I.M. Pei e as fontes que a contornam não custa nada e é uma delícia; venha andando pelos jardins de Tuileries, que é a maneira mais agradável de chegar no museu!

    Jardin des Tuileries

    Jardin des Tuileries

  • Georges Pompidou: o museu nacional de Arte Moderna.
    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    É um prédio que até causou impacto na sua inauguração, nos idos de 1977, já que é todo “modernoso”, com as tubulações e estruturas metálicas expostas, mas que hoje já nem causa tanta impressão assim. O que realmente impressiona é a vista da cidade que se tem do alto do edifício.

    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    E a melhor dica é essa: se você está cansado de museus, ou se Arte Moderna não é sua praia, vale a pena pagar 3€ para subir as escadas rolantes (externas ao prédio) até o topo para dar uma olhada na vista que se tem de lá. Entrando no museu, se pode visitar o acervo permanente – novamente fotos são permitidas, sem flash – e as exposições temporárias. Uma delas, Dreamlands (de 05/05 a 09/08), retrata o ambiente urbano sob pontos de vistas dos mais diversos. Uma discussão sobre a arquitetura de sensações, sonho e entretenimento que se espalhou pelo mundo no século XX. Cidades inventadas, paisagens adulteradas, o sonho EPCOT de Disney (que, depois de ser descartado, foi parcialmente transformado no parque da Flórida) e até o delírio urbano de Dubai.

    Não deixe de dar uma olhada nas fotos de Martin Parr, fotógrafo inglês que saiu por aí tirando todas aquelas fotos “cafonas” que se vendem nos pontos turísticos pelo mundo a fora. O acervo permanente do museu tem obras de Picasso, Brancusi (cujo ateliê também pode ser visitado no Centre Pompidou), Braque, Giacometti, Leger, Miró, Kandinsky etc. Não deixe de apreciar o contraste das obras com as vistas de Paris, já que as galerias tem enormes janelas de vidro e até mesmo terraços com esculturas.

Georges Pompidou

Georges Pompidou

Próximos posts: Sacre-Coeur, Notre Damme, Musée d’Orsay, sorveterias e restaurantes.

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

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07/04/2010

Um final de semana em Dublin


Dublin, a capital da República da Irlanda é o principal destino turístico do país e uma pequena e agradável cidade para uma escapada de um final de semana, coisa que muitos europeus fazem.

Grattan and Ha'Penny Bridges

Grattan, Millenium and Ha'Penny Bridges

Cortada ao meio pelo rio Liffey, a cidade é compacta, o que possibilita belos passeios “pelo campo” a poucos minutos do centro.

Dublin's Castle

Dublin's Castle

As principais atrações de Dublin ficam na parte sul da cidade, onde se pode visitar o histórico Castelo de Dublin, o Trinity College, o belo parque St. Stephen’s Green e o bairro de Temple Bar, onde estão os pubs e clubes da cidade. A rua Grafton St. é um passeio legal também, e prático, pois liga Temple Bar ao parque St. Stephen’s Green.

Beweley's Cafe, Dublin

Beweley's Cafe, Dublin

Aqui fica um dos cafés mais tradicionais e charmosos da cidade, o Bewley’s (78-79 Gradton St), uma excelente sugestão para o café da manhã.

O país tem um turbulento passado religioso – razão da complicada e por muito tempo violenta divisão da ilha entre o norte protestante e ainda sob domínio britânico e o sul, católico, que forma a República da Irlanda – ainda assim outras atrações incluem a Catedral de St. Patrick, o padroeiro nacional cuja data, 17 de março, é comemorada com muita cerveja em todo o mundo; e a Catedral Cristã (ambas, pela descrição do meu guia de viagem, hoje protestantes).

St. Stephen's Green

St. Stephen's Green

Passear pelas margens do Liffey, admirando as belas pontes – principalmente a de pedestres Ha’penny – que cruzam o rio é uma bela pedida. Para os admiradores de arquitetura, a dica é conhecer os prédios de Four Courts e a Custom House.

Food Market, Meeting House Sq.

Food Market, Meeting House Sq.

Ao passear  pelo bairro de Temple Bar, não deixe de visitar o pequeno mercado de comidas que acontece todos os sábados na praça Meeting House Square. Nesta mesma praça fica a Gallery of Photography, de entrada gratuita. Na Cow’s Lane, também ao sábado, acontece um mercado de roupas e acessórios de designers locais. Bem perto fica o gostoso café/doceria “Queen of Tartes” (4 Cork Hill), que é um bom local para uma parada estratégica.

Cow's Lane Design Market

Cow's Lane Design Market

Para os apreciadores da famosa (e bem forte) cerveja escura Guinness, Dublin é o paraíso, já que é aqui que ela é fabricada e é possível visitar a cervejaria – a maior da Europa, que fica a poucos minutos do centro da cidade. Ao final do passeio, no alto do prédio, pode-se tomar Guinness de graça! Mas também se pode apreciá-la em qualquer pub da cidade. Recomendo o Front Lounge (33 Parliament Street) e, ao mesmo tempo, o Back Lounge (Exchange St Upper) – na verdade é um bar só, com entrada pelas duas ruas. Perfeito para pints no final da tarde e antes de uma das baladas.

Purty Kitchen

Purty Kitchen

Para a noite, não deixe de conhecer o Purty Kitchen (34/35 East Essex Street), uma balada com 4 pisos (não espere nada gigante, mas pelo menos é bem variado), com um bar no térreo e uma pista de dança no terceiro.

The Clarence Hotel

The Clarence Hotel

E, como já aprendi que o melhor hotel é mesmo o mais bem localizado, sugiro o The Clarence (6 Wellington Quay), que é um bom hotel com uma excelente localização, bem no meio de Temple Bar. Assim você pode beber Guinnes à vontade e ainda assim consegue voltar andando para o hotel. Fora que os donos são Bono e The Edge, da banda irlandesa U2.

Windmill Lane - U2's old studio

Windmill Lane - U2's old studio

Atualmente não há nenhuma atração temática relacionada à banda mais famosa da Irlanda, mas o local dos antigos estúdios do U2 é quase que um ponto de peregrinação. Para se ter uma idéia, a Windmill Lane é o único local da cidade onde o grafite é autorizado e há tanta pintura sobre pintura que as paredes desta pequena rua tem uma grossa camada de tinta, tantos são os visitantes que querem deixar sua marca por aqui.

Grafton St.

Grafton St.

Outra pedida legal para uma parada para um café é o Lemon Jelly (Millenium Walkway), do lado norte da cidade. O ambiente é muito agradável e o serviço excelente. Não confunda com o Lemon Jelly (sim, mesmo nome!) do lado Norte – 11 Essex Street East, menor mas também charmoso. Tá, vale a pena visitar ambos!

St. Stephen's Green

St. Stephen's Green

E, há menos de 30 minutos de carro do centro pode-se ter uma verdadeira experiência campestre visitando o Powerscourt Estate, a casa de campo de uma poderosa família local que foi transformada em um luxuoso centro de compras com restaurante e magníficos jardins, a poucos minutos da pequena e charmosa vila de Enniskerry.

Powerscourt Estate

Powerscourt Estate

Dublin pode não estar no roteiro da maior parte dos turistas que visitam a Europa, mas, certamente é uma visita muito interessante e agradável para um final de semana. Caso tenha interesse em estender a visita, a Irlanda oferece também outros cenários e cidades a pouca distância de Dublin.

Liffey River

Liffey River

Dublin's Airport

Dublin's Airport

15/09/2009

Surpresa em Salzburg – Hangar 7


Originalmente postado em 05/09/2009 no:

Surpresa em Salzburg – Hangar 7

Esta inusitada – para mim completamente inesperada! – atração é da “parte nova” de Salzburg (pessoal, estou pulando as dicas de Roma, que estão quase prontas, para mandar alguns posts em “real time” aqui da Áustria… mas não se preocupem, que tenho dicas bem legais da Cittá Eterna), se distanciando do padrão cultura-música clássica-Mozart já bastante conhecido (e de que trataremos depois).
Poucos sabem que o dono da marca de bebidas energéticas Red Bull mora aqui em Salzburg e que adora aviões (e tudo mais de radical, mas aviões é uma paixão pessoal), tanto que tem sua própria coleção de aeronaves. E para abrigar seus “mimos” construiu dois hangares, um para manutenção, o Hangar 8, e outro, o Hangar 7, que é um misto de museu aéreo e galeria de arte, com bares e um restaurante, na área do aeroporto de Salzburg, W. A. Mozart.
A estrutura é impressionante, toda de metal e vidro, supermoderna e de ótimo bom gosto, projetada por um arquiteto austríaco, o mesmo que está projetando a nova sede corporativa da Red Bull, nos subúrbios aqui de Salzburg. O Hangar 7 tem no piso térreo a área de exposição de aeronaves, que é rodeada por uma galeria de arte (HangART-7). No alto tem um bar, suspenso bem no topo da estrutura, com piso de vidro, chamado Threesixty (360), mas também conhecido por Sky Bar pelo pessoal daqui, aberto ao público todas as noites.
Na galeria de arte contemporânea HangART-7 as peças ficam suspensas em grande painéis que lembram asas de aviões – três vezes ao ano toda a exposição muda, com a proposta de ser uma plataforma inovadora para artistas “emergentes” de algum país ou cidade do mundo – atualmente são oito italianos.
Outro bar, Carpe Diem Louge Café no térreo, é mais tradicional e serve todos os produtos da marca (além do energético que temos no Brasil, eles têm aqui uma bebida chamada Simply Cola – a versão deles da Coca Cola -, três com sabores exóticos e um tipo de água gasosa também com sabor), além de cafés, drinques e petiscos (finger food).
Já o bar Mayday, no primeiro piso, além da vista privilegiada, é todo high-tech, com garçons e aviões virtuais animados que interagem com os copos e itens colocados sobre o bar. Conta também com um Cigar Louge com confortáveis poltronas de couro, além de uma decoração caprichada para os fumantes.
O restaurante Ikarus tem uma programação com chefs convidados que vêm ao Hangar 7, preparam um menu especial, ensinam a preparação para o chef executivo local e sua equipe e depois vão embora. Durante todo o mês este ménu é servido e no mês seguinte chega um novo chef com outras receitas. Em novembro todos os chefs do ano retornam para um evento especial (para um público seleto, com arrecadação de fundos para causas sociais) num jantar de 13 pratos! O brasileiro Alex Atala participou da seleção de 2006 e a lista de 2010 está sendo guardada a sete chaves!
E, como os aviões participam de shows aéreos por todo o mundo (já passaram pelo Rio de Janeiro) e também passam por manutenções – todos estão em condições de voo, mesmo aqueles das décadas de 1930 e 1940, restaurados e, em alguns casos, reconstruídos – todo o local está sempre em constante mudança. Os aviões mudam, o menu do restaurante e a HangArt também. Faz parte da filosofia da marca de “ser a energia por trás da mudança”. E o público pode voltar várias vezes e ver sempre coisas novas.
Os bares e o restaurante são abertos ao público geral mas, para o restaurante – noites e finais de semana principalmente – é necessário enfrentar uma fila de reserva entre quatro e seis semanas. O local não recebe grupos turísticos, privilegiando os visitantes individuais e famílias e é muito frequentado por viajantes com algum tempo livre antes de seus voos no aeroporto, que é muito pró0ximo. E, é claro, pelo público descolado de Salzburg!
Alias, se quiser chegar com seu jato próprio – o que ocorre com certa regularidade, principalmente durante o anual Festival de Salzburg – é só entrar em contato com a equipe do Hangar 7, que providencia todo o trâmite com a torre de controle do aeroporto, o local de estacionamento em área própria deles, além de eventuais reabastecimentos e manutenções.
O lugar é uma surpresa. E um show.
Jaime Scatena
Fotógrafo e engenheiro
Especial para o Blog PANROTAS Em Viagem
PS Como há restrição para fotógrafos, as fotos aqui usadas são do site do Hangar 7



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