Posts tagged ‘Arte’

20/08/2015

Colagem & Fotografia


Fotomontagem & Colagem

fotomontagem p/ LER nº3, Rodchenko (1923)

fotomontagem p/ LER nº3, Rodchenko (1923)

fotomontagem p/ Pro éto, Rodchenko (1923)

fotomontagem p/ Pro éto, Rodchenko (1923)

Alexander Rodchenko (RUS, 1891-1956) foi um dos artistas mais versáteis da Rússia dos anos 1920-30.

Nascido em São Petersburgo mudou-se para Moscou em 1914 e durante os anos seguintes tornou-se um dos principais artistas da  vanguarda rusa.

Entre 1922-24, Rodchenko voltou-se cada vez mais para as foto-montagens relacionadas com a arte do poster e a concepção de livros.

No início utilizava fotografias que não tinha tirado e em 1924 começou a fotografar, usando perspectivas ousadas e criando o Construtivismo Fotográfico.

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13/05/2013

Pulse Art Fair 2013 – Parte 1


Estive na Pulse Fair, que aconteceu no Metropolitan Pavillion (125 W 18th St), na semana passada e trago aqui uma seleção de obras que chamaram minha atenção. Algumas pela beleza, outras pelo conteúdo/conceito, outras apenas por serem interessantes.

A Pulse é uma feira, exclusivamente de arte contemporânea, ‘paralela’ à Frieze que toma conta da Randall Island no mesmo período. A Frieze conta também com uma edição em Londres em setembro, enquanto a Pulse tem uma versão em Miami em dezembro.

Neste artigo:

  • Arte em latas amassadas de Kim Alsbrook
  • Maços de cigarro transformados em arte por John Slaby
  • A performance datilografada de Tim Youd
  • Um recado no espelho de Adam Parker Smith
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07/04/2013

Livros, Luz e Arte: Airan Kang


Essa foi uma ótima surpresa no circuito de galerias de arte que fiz nesta semana, na W24 th St. no Chelsea (já escrevi aqui sobre a exposição do Basquiat na Gagosian, que visitei no mesmo dia, lembram?).

Aira Kang: Pile of books (vertical)Já quando me dava por satisfeito, retornando pra casa, vi uma instalação interessante na vitrine da Bryce Wolkowitz (505 W 24 th St.): livros. Não eram exatamente livros, mas uma pintura de um pilha de livros, bem maiores que a realidade, pendurada na parede, sendo que um deles nem era livro, mas uma linha de LEDs que continha um texto em movimento – daqueles tipo ‘ticker’ de notícias financeiras. Pronto, fui fisgado pela mostra Luminous Words da artista coreana Airan Kang.

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16/04/2012

Premio Brasil de Fotografia – Geórgia Quintas


Transcrição das anotações pessoais da palestra da Geórgia Quintas no dia da abertura das inscrições do Prêmio Brasil de Fotografia, 10/04/12.
Para saber mais sobre o prêmio, clique aqui: Prêmio Brasil de Fotografia 2012.

  • A fotografia deve buscar ” O Olhar Imprevisível”, inquietante, improvável; com desdobramentos poéticos contemporâneos (vívido e orgânico)
  • Referência: Giorgio Agambem

O Contemporâneo é um mistério pela sua proximidade. Cria o desafio do exercício de se ver o que não está claro.

  • É necessário desconectar-se para buscar o aclaramento simultaneamente ao adensamento.
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16/04/2012

Premio Brasil de Fotografia – Eder Chiodetto


Transcrição das anotações pessoais da palestra do Eder Chiodetto no dia da abertura das inscrições do Prêmio Brasil de Fotografia, 10/04/12.
Para saber mais sobre o prêmio, clique aqui: Prêmio Brasil de Fotografia 2012.

  • Sobre Ensaio/Série
    • É resultado de uma pesquisa – se aprofunda na Linguagem da Fotografia
    • Texto de Referência: “Ensaio como Forma” (Theodor ADORNO)
      • deve incorporar o efêmero, o mutável, deve abrir para uma reflexão (do observador/leitor)
      • proposta de abertura de um diálogo
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16/01/2012

3ª Mostra São Paulo de Fotografia em números


Uma mostra fotográfica com mais de 1.200 fotos em 30 exposições de mais de 170 fotógrafos convidados!

E eu sou um deles, legal, né? Minhas fotos do Jockey Club de São Paulo estarão expostas no restaurante Che Barbaro, lá na rua Harmonia.

Os números da 3ª Mostra São Paulo de Fotografia:

  • 30 exposições
  • 6 curadores
  • 179 fotógrafos convidados
  • 38 pontos expositivos
  • 8 ruas do bairro
  • 1.225 ampliações fotográficas

via Olhavê.

São Paulo: Chair Men (Jockey Club)

São Paulo: Chair Men (Jockey Club)

É só dar uma olhada nos números para perceber que a Mostra São Paulo de Fotografia (MSPF) está se tornando um evento importante no já agitado calendário cultural Paulistano. É fato que não há nenhuma mostra formal e recorrente de fotografia na cidade… ou não havia, já que esta é a terceira edição da MSPF, que busca registrar fotograficamente a evolução contemporânea da cidade.

Durante a mostra irão acontecer um concurso fotográfico via Instagram, com uma viagem pra Nova York como prêmio, visitas guiadas e conversas com os fotógrafos e curadores. O evento também será usado para arrecadar assinaturas para o movimento que busca o tombamento do bairro da Vila Madalena para protegê-lo da invasão dos prédios que vem dizimando as características casas da região.

Serviço

Data: 25/01 (aniversário de Sampa) a 19/02/12

Local: 38 diferentes pontos (restaurantes, bares, galerias etc.) do boêmio bairro paulistano da Vila Madalena.

3ª Mostra SP de Fotografia

3ª Mostra SP de Fotografia/2012

Eu fiz estas fotos durante o Grande Prêmio São Paulo de 2011, no evento  “Expedição Rio Pinheiros“. A série completa de fotos pode ser vista no meu Flickr.

Se quiser ver, em primeira mão, uma exposição virtual de fotos do Jockey, clique aqui. Este Prezi demora um pouco para carregar, mas depois dá pra ver em tela cheia, como slide show ou navegando com o teclado/mouse.

26/12/2011

O caminho dela até minha arte…


Ontem, no Multigraphias, fizemos um Artista Secret@, uma maneira diferente de celebrarmos o final do ano de forma coletiva, entre os artistas residentes deste incrível projeto artístico e virtual.

Sorteamos os amigos através de um site e, no post do dia 25/12 a tarefa era entregar os presentes através do próprio Multigraphias, publicando obras inspiradas em nossos Artistas Secret@s.

Pra minha extrema felicidade, a Isis Fernandes fez um belo vídeo para mim, que ela intitulou “Meu Caminho Até Você (Para Jaime Scatena)” que está aqui abaixo:

No vídeo ela insere sobre sua filmagem algumas obras que eu tenho feito recentemente, GIFs e vídeos, numa justaposição poética e conceitual, leve e  singela…

No Vimeo ela explica um pouco a respeito do vídeo, em uma declaração que me emocionou muito.

Esse é um vídeo-poema inspirado nas obras do artista Jaime Scatena e feito em sua homenagem. Ele como muso gira e entra nas minhas imagens, ele ganha a galope meu caminho, ele rompe o silêncio e a monotonia da estrada. Para ele dou um pouco de mim, as luzes que encontro pela rodovia, uma triste canção incidental e a alegria de dançar com ele qualquer quase-poesia minha.

Isis Fernandes

Eu e a Isis temos dividido recentemente uma mania, um vício, uma doença artística… fomos picados pelo vírus do vídeo, como definido pela Dr.a Gabriela Canale.

Nessa nossa caminhada “videófila” em conjunto vamos dividindo nossas descobertas e compartilhando nossa arte.

Obrigado, Ísis, por tão belo presente. Obrigado por caminhar a meu lado nesta longa estrada que é a Arte.

Multigraphias: Diálogos Artísticos Diários… Emocionantes.

18/12/2011

Dá-me – Multigraphias


Dá-me I

Dá-me I

Dá-me II

Dá-me II

Dá-me I & II – São Paulo – Jaime Scatena

via Dá-me «.

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16/12/2011

ca-ta-ven-to | pin-whe-el


ca-ta-ven-to, 2011

19/11/2011

Dentro e Fora


http://multigraphias.files.wordpress.com/2011/11/dentro-e-fora_atibaia_jaime-scatena.gif?w=500&h=333

Dentro e Fora | Atibaia | Jaime Scatena

via Para fugir – basta imergir « MULTIGRAPHIAS.

18/11/2011

Afinal de contas, o que é a Arte Contemporânea?


Não tenho a mínima pretensão de responder à esta dificílima pergunta, mas acabei de ver um ver um vídeo muito esclarecedor, parte de uma material que a editora Phaidon vem publicando.

Baseando em um livro – Defining Contemporary Art – que mostra 200 obras de arte seminais da arte de nosso tempo, eles apresentam uma entrevista com o Editor e um vídeo com três curadores que destacam algumas destas obras.

 

 

O que mais me chamou a atenção foram alguns comentários do Massimiliano Gioni, Diretor Associado do New Museum, de New York (aqui em uma tradução livre):

  • EH Gombrich, em seu magnífico livro sobre a história da arte diz, logo no começo que “Não existe tal coisa como História da Arte, mas sim História dos Artistas”. Eu acho que, na verdade, só há a História das Obras de Arte.

“I think the greatest shock of contemporary art is that you don’t get it and that’s part of Art is about; it’s about redefining its own definition every time”  Massimiliano Gioni

  • Acho que o maior choque na Arte Contemporânea é que você não consegue percebê-la; e isso é parte do que a Arte se trata: redefinir sua própria definição o tempo todo.

Okwui Enwezor, Diretor do Haus der Kunst, de Munique diz ainda que o artista deve se acostumar a manter-se envolvido, manter-se aberto para que novas idéias surjam de novas formas, novas técnicas, novas maneiras de se expor, novas atitudes e estratégias e nada disso pode ser previsto; aí está o porquê da vitalidade da produção artística ser tão excitante e importante.

“One has accostume to remain engaged, remain open to new ideas so the emergence of new forms, new techniques, new models of display, new attitudes, new strategies and none of these can be predicted and that’s why the vitality of artistic production is so exciting and so important.” Okwui Enwezor

Minhas viagens do mundo da teoria da arte começaram mesmo em 2009, mas cada vez mais me surpreendo com novos aprendizados.

We brought you before an interview with Craig Garrett, the Commissioning Editor of Phaidon’s Defining Contemporary Art book, in which he talked about the disappearance of art movements and globalisation’s impact on the contemporary art world. We’ve since caught up with three of the eight world famous curators who picked the pivotal artworks in the book and wrote about how each one changed the course of recent art history. We asked them to reflect on their choices, the experience itself and to give us their thoughts on what the future might look like.

via Star curators define contemporary art | Art | Agenda | Phaidon.

17/10/2011

Da lista dos meus artistas favoritos: David Hockney


Nos meus passeios pra buscar imagens interessantes pra mostrar para o pessoal da Semana de Arquitetura da Unicamp eu encontrei este site, que fala um pouco deste interessante artista britânico.

Place Furstenberg - David Hockney, 1985

Gosto muito das suas pinturas – já até fiz trabalhos inspirado nele – mas as fotomontagens, colagens, ou ‘joiners’, é o tipo de trabalho que realmente mexeu comigo da primeira vez que tive contato com seu trabalho, no Museu de Fine Arts de Boston, em 2007.

Este link abaixo mostra alguns outros trabalhos do Hockney, aqui tem o link da Wikipedia sobre ele e este é o site oficial dele.

David Hockney is one of British well-known artists that I have found very inspirational with one of my finals (collage). I really like his photo collage art works, (called ‘joiners’), which are a series of individual photographed details that create a complete image. Hockney’s photographic collage examines the relationship between image/reality and space/perspective. “I’m interested in all kinds of pictures, however they are made, with cameras, with paint brushes, with computers, with anything,” said Hockney. “All of them are artifice—technology alters the way you make pictures.”

via Introduction to Digital Arts.

17/09/2011

Retrospectiva de Willem de Kooning abre no MoMA de Nova York


Essa vai para os ratos de museu, como eu, que não deixo de frequentar nenhum daqueles mais importantes do mundo sempre que posso.

Estar em lugares como estes é sempre uma experiência única, mais ou menos aprazível, mas sempre diferente. Mesmo quando você volta a algum museu, hábito que também pratico com frequencia.

Woman I, after de Kooning, 2011

Woman I, after de Kooning, 2011

Enfim, tudo isso pra dar a dica que o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York vai abrir pra estes dias uma grande retrospectiva – são mais de 200 obras – do artista holandês Willem de Kooning.

O legal de retrospectivas é que você pode ser inundado pela obra de certo artista de uma maneira que a experiência se torna inesquecível.

Seven Eras of Willem de Kooning – Interactive Feature – NYTimes.com.

“The Cat's Meow” (1987), “Untitled VI” (1986) and “Conversation” (1987). W. De Kooning

“The Cat’s Meow” (1987), “Untitled VI” (1986) and “Conversation” (1987). W. De Kooning

16/09/2011

Passeando no Metropolitan de NY com E. Hemingway


Esta dica é preciosíssima pela qualidade de relacionar literatura e arte diretamente ao apresentar os quadros que o autor americano Ernest Heming contemplou em 1950.

Em um belo slideshow do jornal americano New York Times você pode ver obras que hoje ainda estão em exposição no museu, mas também outras que nem mais pertencem ao acervo.

Querido pai, E. Hemingway

Só | Alone | Solo - Atibaia/2011

The paintings Hemingway lingered over included Titian’s “Portrait of a Man,” Francesco Francia’s “Portrait of Federigo Gonzaga,” van Dyck’s “Portrait of the Artist,” Rubens’s “Triumph of Christ Over Sin and Death,” El Greco’s “View of Toledo,” Reynolds’s portrait of George Coussmaker, Cabanel’s portrait of Catharine Lorillard Wolfe, Cézanne’s “Rocks — Forest of Fontainebleau,” Manet’s portrait of Mlle. Valtesse de la Bigne (left), and Carpaccio’s “Meditation on the Passion.”

Hemingway the Museumgoer – Slide Show – NYTimes.com.

10/09/2011

Ponte Aérea « MULTIGRAPHIAS


Ponte: Paris-Ironbridge | Atibaia | Jaime Scatena

Ponte: Paris-Ironbridge | Atibaia | Jaime Scatena

via Ponte Aérea « MULTIGRAPHIAS.

09/09/2011

Um perfil de Duchamp no Facebook é vendido como arte


O alcance da artemídia (a tradução de Media Arts, como definido pelo professor Arlindo Machado) é ainda imprevisível, já que se trata da inteferência de artistas nos circuitos da media já estabelecida e, no caso da Internet, a Arte de nosso tempo.

Artemidia, em português, é o termo a ser usado quando um trabalho de arte usa a tecnologia em meios de comunicação em massa.

Prof. Arlindo Machado, 2011

Nu descendo a Escada, Duchamp

Nu descendo a Escada, Duchamp 1912

O certo é que os artistas, como “antenas da humanidade”, sempre se apropriaram e subverteram os parâmetros, quebraram paradigmas, usando os mais avançados dos instrumentos disponíveis. O cravo de Bach, os estudos fotográficos de Degas para uso em sua escultura e a cronofotografia no Nu na Escada de Duchamp; o artista deve estar em sintonia com o seu tempo.

O artista é um inconformado em sua busca pela subversão dos convencionalismos impostos pelos meios de produção de massa. A arte deve ser usada como a metalinguagem da mídia.
Duchamp é um caso à parte, ao chegar ao extremo de tratar seus ready-mades – objetos industrializados, seriados, repetidos – como singulares e sublimes objetos de arte. Quando o publico e o mercado aceitaram esta visão, estavam abertas as porteiras da arte para tudo o que vem depois. Essa culpa é dele, e só dele!

A idéia de tratar um perfil do Duchamp no Facebook como o uso ready-made na criação do efêmero é genial, afinal de contas, a artemidia é exatamente isso: a tradução da sensibilidade artística do homem do século XXI.

Cheneseau  faz é um ready-made do século XXI, ao utilizar como objeto pronto o elemento numérico (a página web) em sua obra. Certas obras de Duchamp desapareceram por acidente ou pelo desejo do artista, e delas restam apenas fotos e/ou cópias, o que faz com que estas obras sejam hoje tão virtuais quanto uma página do facebook. Ou, como diz o artigo do jornal francês La Libération sobre o assunto, “Ceci n’est pas une page Facebook“

via Um perfil de Duchamp no Facebook é vendido como arte. E aí? « But, Charlie.

Multigraphias: artemidia a serviço do diálogo artístico.

Scatenati!

Na frente da cortina...

04/09/2011

Era assim mas assim não será | Nothing will never change


Era assim mas assim não será | Nothing will never change

Era assim mas assim não será | Nothing will never change

via Jaime Scatena « MULTIGRAPHIAS.

02/08/2011

“O que o Lápis escreveu a borracha apagou” « MULTIGRAPHIAS


Apagando aos poucos um pouco de tudo | Atibaia | Jaime Scatena

Apagando aos poucos um pouco de tudo | Atibaia | Jaime Scatena

via “O que o Lápis escreveu a borracha apagou” « MULTIGRAPHIAS.

16/06/2011

Por Aí – Flyer da Exposição


Oi pessoal,

Finalizei ontem o flyer/postal de divulgação da exposição.

Na frente tem uma mescla, com uma das fotos que serão expostas (Sente IV, Paris), recebendo uma intervenção com outra fotos que também serão expostas. Aqui já dá pra ter uma noção das coisas que estou aprontando: ilusão, recriação de realidades e referências à História da Arte. O que acharam?

Por Aí - Postal, Frente

O verso tem um texto muito legal que minha grande amiga Mônica de Ávila Todaro escreveu, junto com as informações da abertura, tudo isso montado sobre um cartão postal vintage, novamente com a idéia de recriar, reutilizar e reler.

Por Aí - Postal, Verso

Lembrando a todos:

E, além de ter que agradecer à Mônica pelo texto, tenho também que agradecer ao meu amigo Eduardo Uzae pela editoração final.

15/12/2010

Incentive a Arte: dê fotografia de presente neste Natal!


A minha série de fotos deste ano, a Serie10, está à venda através de meu fotosite – ©JKS Photography. Esta série de 22 fotos foi produzida durante o ano de 2010 nas diversas cidades que estive neste período.

Cada uma das fotos está disponível no tamanho 20 x 30 cm, em uma série limitada de 50 cópias cada, impressas em papel matte de alta qualidade. O site, com a tabela de preço e as fotos à disposição pode ser visto no endereço: http://photo.jkscatena.com/store/serie10-brasil/.

Serie10 @ ©JKS Photography

Serie10 @ ©JKS Photography

28/11/2010

Marks and Stencils: Street Art Gallery


Uma loja temporária – pop up store – acabou de ser inaugurada no Soho londrino, com obras de diversos artistas ingleses, entre eles o já mundialmente famoso Banksy.

London: Marks & Stencils Shop, Banksy style

O velho stilo Banksy

São dois andares – térreo e subsolo – e mesmo que não tenha interesse (ou grana) pra comprar as obras, cujos preços chegam a mais de £400, vale a pena visitar, até porque no subsolo tem uma venda de cartões postais especiais.

London: Marks & Stencils Shop, Postcards

Postcards personalizados

London: Marks & Stencils Shop, Modern Alice

Alice Moderna

É um postal “inacabado”, “I have chalks” (Eu tenho giz, tradução literal), que você pode personalizar no próprio local e ainda concorrer a uma peça de arte se seu trabalho for escolhido como o melhor. Leve um selo, pois os postais já selados serão enviados, uma recordação especial e personalizada desta loja. Eu fiz os meus! Pra se ter uma idéia, 7 versões deste desenho foram finalizadas pelo artista Dran e estão sendo vendidas, em séries de 100 cópias, por £500, imposto excluído, já emoldurado.

London: Marks & Stencils Shop, Layered Kid

Street art: Kid & Dog em 4 partes

A loja é uma parceria com a loja POW (Pictures On Walls, 46-48 Commercial St, E1 6LT), um showroom de street art fundada em 2001.

Cabe aqui uma reflexão, já que Bansky começou seu trabalho como um “anti-capitalista” assumido, e agora vende suas peças em lojas – nesta aqui do Soho tem uma peça, de 60 x 60 cm, em série de 5 cópias, por £450 cada.

Novas peças serão adicionadas todos os dias, até o final de dezembro, quando a loja fecha.

London: Marks & Stencils Shop, Made in Brazil

Crítica social, Made in Brazil

Serviço:

– Marks and Stencils pop up street art shop

– Até 22/dezembro, aberto das 11AM – 7PM (seg-sáb) e meio-dia – 5PM (dom)

– Endereço: 1 Berwick Street, W1F 0DR

– Estações mais próximas: Piccadilly Circus, Leicester Sq ou Oxford Circus

– Informações no site da POW (www.picturesonwalls.com).

London: Marks & Stencils Shop, Queuing

Marks & Stencils, no Soho

14/06/2010

História da Fotografia – Os agitados anos 20


Na comemoração dos 50 anos de fundação do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) foi montada uma mostra intitulada “A Arte dos anos 20” principalmente porque com este tema seria necessário recorrer a todos os departamentos do museu – Cinema, Fotografia, Arquitetura e Design, Estampas e Livros Ilustrados, Pintura e Escultura.

(Abrindo um parêntese é interessante ver como os departamentos do MoMA estão divididos. A Arquitetura junto com Design, Fotografia e Cinema em áreas distintas e nenhuma menção direta à artes Clássicas, como Poesia e Teatro. Fazendo um paralelo com as “7 Belas Artes” – Poesia, Teatro, Música, Escultura, Dança, Pintura e Cinema – como a 7ª arte, aqui a Fotografia nem é mencionada, estando talvez inserida no Cinema)

International Exhibition of the German Industrial Confederation, Stuttgart 1929

"FILM UND FOTO", 1929

Esta mostra deixou uma forte impressão de que a atividade estética da década de 1920 estava completamente dispersa pelos diversos meios. Mais que isso, as artes em maior ascenção eram a fotografia e o cinema, os pôsteres de agitação e propaganda e outros objetos com design prático.

A arte neste momento era dominada pelo movimento modernista (ou Modernista, como definido por Greenberg), que pode ser, para uma visão da fotografia e de certa maneira, dividido em três linhas de desenvolvimento: as Vanguardas Históricas, a Agenda Moderna na Fotografia e a Nova Objetividade Alemã.

As Vanguardas Históricas abrangem todos os movimentos “-ismos” desta época, como o abstracionismo, construtivismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e fauvismo, por exemplo. É muito interessante notar que nas colagens dadá (por se considerarem uma oposição aos movimentos formais, o dadá não deveria nem receber a terminação -ismo…), surrealistas e construtivistas a fotografia era usada meramente como matéria, como um material a mais a ser utilizado em suas obras. A fotografia, o papel impresso com uma umagem, era recortada e rasgada e posteriormente colada nas obras, com sua devida inserção conceitual.

Por outro lado, a Nova Objetividade Alemã – desenvolvida principalmente na Alemanha, mas com representantes também na França – a fotografia era usada meramente com a finalidade documental, sem qualquer áurea artística.

The Fountain, R. Mutt, by A.Stieglitz

The Fountain, R. Mutt, by A.Stieglitz

Alfred Stieglitz, por sua vez, traçou a Agenda Moderna da Fotografia, conduziu uma campanha para aceitação da fotografia como arte inserida em um clima de modernismo e traduziu a auto-referência modernista da pintura para a auto-consciência da fotografia. Stieglitz era um galerista ameircano que acabou por trazer a Marcel Duchamp, um dos mais fortes representantes do Modernismo, para os Estados Unidos. Ironicamente, a fotografia mais conhecida de Stieglitz representa uma das obras mais marcantes de Duchamp – “A Fonte” (um urinol invertido assinado por um pseudônimo de Duchamp, R. Mutt).

Duchamp merece um comentário à parte, pois soube muito bem circular no meio artístico e teve enorme influência nos artistas posteriores. Dá para dizer que ele soube jogar uma partida de xadrez com maestria, movimentando as peças (suas obras) no tabuleiro (sistema da arte da época).

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