Premio Brasil de Fotografia – Geórgia Quintas

Transcrição das anotações pessoais da palestra da Geórgia Quintas no dia da abertura das inscrições do Prêmio Brasil de Fotografia, 10/04/12.
Para saber mais sobre o prêmio, clique aqui: Prêmio Brasil de Fotografia 2012.

  • A fotografia deve buscar ” O Olhar Imprevisível”, inquietante, improvável; com desdobramentos poéticos contemporâneos (vívido e orgânico)
  • Referência: Giorgio Agambem

O Contemporâneo é um mistério pela sua proximidade. Cria o desafio do exercício de se ver o que não está claro.

    • É necessário desconectar-se para buscar o aclaramento simultaneamente ao adensamento.
  • Como nos relacionamos com a imagem fotográfica?
    • A fotografia nos coloca diante do olhar e da matéria
    • A fotografia é uma metalinguagem de si própria
  • Aprofundamento da linguagem fotográfica:
    • Código, Representação, Simulação, Imaginário
  • O desejo existe sempre na fotografia
  • A realidade nos é colocada sob um ponto de vista particular
  • Documento x Arte
  • Referência x Referente
  • Visível x Intangível
Limiar da Visão 2 | Atibaia | JKScatena/2012

Limiar da Visão 2 | Atibaia | JKScatena/2012

  • Sobre fotografias de álbuns de família de Recife/PE do início do século XX
    • Caráter documental (ou, como vi há pouco no documentário Genius of Photography, da BBC: fotografia vernacular)
    • A simulação fazia (e faz) parte da narrativa (poética) da imagem | A simulação como Representação da Realidade
  • Sobre o trabalho Before Colour, 2010, de William Egglestone, com fotos tiradas entre 1940-60
    • Aqui o sujeito é a realidade “como ela é”, sem ficção alguma
    • Em usa trajetória, Egglestone caminha para certo formalismo
    • Os instantâneos fotográficos (de Eastman em diante) possibilitaram passar a fotografar o ‘banal’
  • Com Duane Henson, a ficção fotográfica é levada ao extremo, já que nem o objeto retratado é realmente o que parece ser.
    • Os retratos são de ‘pessoas’ fora de seu contexto (não há cenário)
    • A realidade não me basta!
  • A fotografia como Documento pode ser uma “armadilha” que nos mostra, mas não exatamente revela a realidade (como no auto retrato, afogado, de Hippolyte Bayard), onde também é trabalhado o texto no verso da imagem, que é essencial para seu entendimento completo.

Drowned Man, 1840

The corpse which you see here is that of M. Bayard, inventor of the process that has just been shown to you. As far as I know this indefatigable experimenter has been occupied for about three years with his discovery. The Government which has been only too generous to Monsieur Daguerre, has said it can do nothing for Monsieur Bayard, and the poor wretch has drowned himself. Oh the vagaries of human life….! … He has been at the morgue for several days, and no-one has recognized or claimed him. Ladies and gentlemen, you’d better pass along for fear of offending your sense of smell, for as you can observe, the face and hands of the gentleman are beginning to decay.

  • O Sujeito x O Objeto da fotografia (muitas vezes o objeto retratado não é o sujeito da imagem)
  • Categorias Hermenêuticasna fotografia:
    • Tempo
    • Espaço
    • Memória
    • Deslocamento de Apropriação
  • É possível trabalhar com a negação da imagem, com a não-imagem e ainda assim estar falando de fotografia
  • A imagem deve criar uma micro-narrativa que não pode ser completada dentro da imagem per se
  • A “Memória da Imagem”

Para saber mais:

Sorry, Youtube/2012

Sorry, Youtube/2012

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