Posts tagged ‘Itália’

30/09/2011

Pompeii: Apollo’s Temple | ©JKS Photography


The city of Pompeii is a partially buried Roman town-city near modern Naples in the Italian region of Campania, in the territory of the comune of Pompei. Along with Herculaneum, Pompeii was destroyed and completely buried during a long catastrophic eruption of the volcano Mount Vesuvius spanning two days in the year AD 79.

Source: Wikipedia

via Pompeii: Apollo’s Temple | ©JKS Photography.

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29/10/2010

Piccola Taormina, Bella e Calda Sicilia


Visitando a ilha italiana da Sicília para estudar italiano na praia (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Traduzindo o titulo: Pequena Taormina, Bela e Quente Sicília!

Escrevi em italiano pois estou estudando estudei a bella e clássica lingua de Dante Alighieri.

Taormina: Mazzaro

Taormina: Praia de Mazzaro

A pequena cidade de Taormina (menos de 10 mil habitantes) é um dos principais destinos turísticos da Ilha de Sicília, no extremo sul da Italia, muito visitada pela sua importância histórica, mas, principalmente, pelas belas praias – além de uma escola de italiano frequentada por estudantes de diversas nacionalidades, uma verdadeira Babilônia (que é o nome da escola), onde se ouve inlgês, alemão (chamado tedesco em italiano), holandês, francês, japonês, russo e até um pouco de português, alem, é claro, do italiano que todos aprendem.

 

Taormina: Piazza IX Aprile

Taormina: Piazza IX Aprile

Vim para estudar italiano em uma cidade de praia – fugindo um pouco do circuito Roma – Firenze – Milão – por duas semanas e consegui aprender bastante, me divertir muito, aproveitar o sol e as praias e tambem conhecer um pouco da grande ilha da Sicília, além de fazer novos bons amigos.

Baseado em Taormina, é possivel conhecer o vulcão Etna (veja nas fotos abaixo) – ainda em atividade, o mais alto da Europa com mais de 3,4 mil m de altura – em uma visita de um dia (que fiz com o pessoal da escola).

Sicilia: Etna 01

Uma das pequenas crateras do Vulcão Etna

Sicilia: Etna 02

Vista da área queimada em uma das recentes erupções

Em outro dia, em um carro alugado com outros estudantes (um sueco filho de húngaros que nasceu na Transilvânia, um espanhol que mora em Paris, uma alemã que mora em Bruxelas e uma francesa que vive na África), conheci 3 cidades sicilianas: Modica, Noto e Siracusa.

Modica: San Giorgio

Modica: San Giorgio

Modica é uma cidade barroca, com a maior parte de seus prédios e, todas as igrejas, neste estilo, também conhecida pelo seu diferente chocolate, que é delicioso por ser mais seco e bem pouco gorduroso.

Modica: San Pietro

Modica: Chiesa di San Pietro

Noto, outra joia barroca, conta com as duas melhores sorveterias do mundo segundo o guia Lonely Planet – recomendo principalmente o Cafe Sicilia, fundado em 1892, bem na rua principal da cidade, bem perto da igreja do Duomo (toda cidade da Sicília, ou até da Itália, tem uma igreja chamada Duomo e uma rua chamada Umberto I).

Noto: Duomo

Noto: Duomo

Terminamos o passeio pela histórica Siracusa, com milhares de anos de história – era uma das principais cidades gregas antes de ser conquistada pelos romanos e é a cidade natal de Arquimedes.

Sicilia: Siracusa, Piazza del Duomo

Sicilia: Siracusa, Piazza del Duomo

Aqui é possivel conhecer a igreja do Duomo, construída sobre um templo grego, cujas características colunas podem ser vistas em sua “rústica” parte interna. Não tivemos tempo para visitar o sítio arqueológico de Siracusa, com um anfiteatro entre outras atrações.

Morar na pequena Taormina é uma experiência única. Por ser bastante pequena e compacta, a maior parte da cidade tem restrição ao tráfego de veículos, o que facilita bastante a vida dos moradores e turistas. Para os que não estão hospedados diretamente na via principal – Corso Umberto I, esta sim fechada ao tráfego -, e que devem circular nas outras pequenas ruas, dividindo-as com carros, motos e scooters/vespas, que existem aos montes, a dica é descobrir quais becos (vicos e vicolos) e escadas servem como caminho para seu hotel ou residência. Desta maneira, usando as escadas, o caminho fica muitíssimo mais agradavel e interessante e, muitas vezes, mais curtos.

Taormina: Teatro Greco-Romano

Taormina: Teatro Greco-Romano

Com seu teatro greco-romano de mais de dois mil anos (foto acima), e ainda em uso (nestes naqueles dias recebeu apresentações da banda dos anos 80 Simple Minds e da opera Aida), igrejas históricas, ruas e vielas lotadas de turistas de verão, a cidade também está na rota de navios de cruzeiro aqui do Mediterrâneo. O Corso Umberto I é cheio de lojas de roupas, souvenires, gelaterias, restaurantes e cafés e fica bastante agitado durante a noite. Os cruzeiros que fazem parada na Sicilia usam Taormina como “porto”, para visitas de um dia à cidade e ao Etna – durante minha estada na cidade vi um da MSC, com seus passageiros devidamente identificados com o logotipo da empresa passeando por Taormina.

 

Taormina: Isola Bella

Taormina: Isola Bella

Isso sem falar das belas praias ao redor da cidade, como Mazzero (com rochas de onde é possivel pular na água – adoro isso!), Isola Bella (que fica em uma reserva natural e tem belas águas cristalinas), Spisone e Giardini Naxos, todas muito agradáveis neste dias de verão – sem uma gota de chuva em duas semanas! – quando a temperatura fica sempre acima dos 30°C.

Outra experiência que não tinha feito e que adorei foi a de intercâmbio para aprender outra língua. Na verdade fiz um para Nova York aos 22 anos, mas agora, aos 31, percebi que este tipo de experiência continua válida e interessante. Dei sorte de estar com um grupo de estudantes da mesma faixa etária e com interesses parecidos, então formamos uma turma bastante divertida e unida, certamente com novas amizades que, espero, perdurem. Vale um ponto de atenção, principalmente ao pessoal das agências que prestam este tipo de serviço: o público do viajante/estudante deve ser avaliado de acordo. Ao chegar aqui em Firenze, onde fico fiquei por mais duas semanas estudanto italiano, mas agora também com um curso extra de História da Arte, me deparei com classes repletas de adolescentes, fazendo com que eu me sentisse um tanto quanto deslocado. Sorte que aqui encontrei alguns brasileiros, formando assim um grupo com identidade na nacionalidade.

Aliás, falando da agência onde comprei o pacote (prefiro não citar o nome, pois seus serviços estão deixando um pouco a desejar…), na contratação de um curso, o diferencial é a qualidade do serviço e das informações prestadas – agentes, por favor, deem a devida atençao aos seus clientes/estudantes, pois estar em um país onde não se fala a língua (como é meu caso) é bastante estressante e ter que se preocupar com as informações recebidas – ou não recebidas, no meu caso – é um estresse adicional que só atrapalha.

Taormina: Centauresa

Simbolo de Taormina, uma "Centauresa" bipede

A escola Babilônia de Taormina, por estar fora do circuito das grandes cidades italianas, atrai um público principalmente europeu, diferenciado das demais escolas. E a escola, que recebeu o premio LTM Italian School Language Star Award 2008, tem uma filosofia de ensino que priviligia a comunicaçao e que se provou bastante positiva para mim – cheguei sem falar uma palavra e saí, duas semanas depois, já me comunicando (de forma básica, claro) na língua italiana.

Resumo deste post: a Bela (e quente!) Sicília vale a visita e estudar uma língua no Exterior pode ser uma ótima experiência para qualquer idade!

Ciao! (que em italiano significa tanto Oi quanto Tchau)

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 18/08/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/08/18/piccola-taormina-bella-e-calda-sicilia/

Veja mais fotos da Sicília, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:

Sicily: Collage

Sicília @ photo.jkscatena.com

21/08/2010

Francesca Woodman, Milão 2010


Após visitar a mostra com obras da fotógrafa americana Francesca Woodman (Denver/CO 1958 – Nova York/NY 1981) fui tomado por uma onda de inspiração como nunca mais havia tido e produzi a série fotográfica que ilustra este texto, que é uma tradução livre do folheto da exposição. Minhas impressões e motivações para criar as minhas fotos estão no post a seguir: Inspired.

JKScatena as F.Woodman

JKScatena as F.Woodman

Francesca começou a fotografar ainda adolescente e percorre uma trajetória intensa, mas curta, que termina com seu suicídio aos 23 anos.

Quase toda a sua produção é baseada no relacionamento entre seu próprio corpo, objeto e sujeito de seus cliques e de seu olhar. De si própria não propõe uma visão idealizada, heróica ou carregada de qualquer significado particular; ao contrário, sua imagem é sempre inserida no cenário como se deste fosse parte. Geralmente seu corpo é coberto pela pintura da parede, joga com a própria sombra, aparece e some através portas e janelas, se esconde atrás dos móveis e objetos; a luz mais a faz perder consistência do quer exalta-la. “Me interessa a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço. A melhor maneira de faze-lo é registrar suas interações com as fronteiras destes espaços. Comecei fazendo isso com ‘fotografias fantasmas’, pessoas desaparecendo em uma superfície plana…”.

Multiplo

Multiplo

Submisso

Submisso

Um traço recorrente e de grande expressividade é a ausência da face, cortada no enquadramento, escondida por máscaras, pelo próprio cabelo, por uma torção do corpo. “Uso a mim mesma como modelo por uma questão de conveniência. Estou sempre disponível”.

Nascida em 1958, filha de um pintor e de uma ceramista, Francesca se inscreve em 1972 em uma escola particular para garotas, a Abbot Academy, uma das poucas com cursos de arte – nesta época começa a fotografar, usando seu quarto como estúdio e cenário. Sob a influência de uma das professoras, a fotógrafa Wendt Snyder McNeill, cursa a Rhode Island School of Design (RISD, Providence/EUA) a partir de 1976 – ambienta agora suas fotografias no local onde reside, um grande apartamento semi vazio em um antigo prédio industrial.

Entre 1977 e 78 estuda em Roma/Itália na sede européia do RISD com a amiga Sloan Rankin, onde realiza sua primeira exposição individual. No outono de 1978 retorna a Providence, onde conclui os estudos na RISD, obtendo o título de BFA em Fotografia e se transfere para Nova York. Em janeiro de 1981 é publicada a edição impressa de “Some disoriented interior geometries” (Synapse Press, Philadelphia), um dos seis cadernos fotográficos elaborados durante sua permanência em Roma. No dia 19 do mesmo mês abandona voluntariamente a vida.

Inquadrato

Inquadrato

Francesca Woodman. Milão – Palazzo della Ragione; 16 de julho a 24 de outubro de 2010.

09/07/2010

Estate at the Navilgi and the Aperitivi*


I’m living now on Milan’s south side, in a room I’ve rented from a guy who posted his advert in the website Easystanza.com (a nice suggestion for those looking for temporary residence in town), reasonably central, close to the XXIV Maggio Square and to my lessons, at Scuola Leonardo Da Vinci. And also nearby there’s a zone of Milan, the Navigli, that gets very busy during the summer.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

As the very important city it was, Milan required a port to improve the commerce. During the 12th century construction began of the Grande and Pavese canals, the Navigli, which connects the Ticino River and the Maggiore Lake. I was told that there were several other canals all over Milan and that they were land-filled during the WW II to allow the transit of the war tanks, but also for hygienic reasons. I also heard that there’s a project for resurrecting them for the 2015 Milan World Exhibition. Anyway, nowadays there are only this two Navigli and the Darsena (that connects both).

Navigli_SuperGulp_Comics

Super Gulp! Comics

The Navigli zone is Milan’s bohemian quarter, filled with trendy shops – like “Punti di Visti”, (with beautiful cards, posters, signs) and SuperGulp! (a comics store). By dawn the local artists exhibit their work by the canals and bars and restaurants filling the streets with tables, chairs and sofas for the best bohemian tradition I’ve seen in ages, the Aperitivo. When you by a drink during the happy hour, usually from 18h30 until 21h00, you pay an extra – usually from 5€ to 10€ for a drink – but you can enjoy a full buffet with traditional finger food and sometimes even pizza and pasta, in a “all you can eat” policy. You can easily have dinner! All bars in Milan have the Aperitivo a real local tradition. I’d love if the bars around the globe also adopted this tradition…

Naviglio Grande

Naviglio Grande

I recommend the bar ¡Mas!, at the Naviglio Grande, with a amazing buffet, tables and sofas just by the canal and a competitive pricing policy. The first pint (San Miguel and, unfortunately not Foster’s, which reminds me London’s Soho) costs 8€, but from the second on, you pay only 5€ (yes, expensive, but that’s the regular price over here… another reason I miss Soho and the £3.30/pint!). Be careful because some new waiters may not includethe discount on the subsequent pints.

During August, the official Italian holiday month, Milan is a ghost (and hot!!) town with all the shops closed and the Milanese heading to the beaches. All you can do is head to the Navigli which stays busy during this month.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

*Language Comment: in Italian the plural is not as in English, or even Portuguese, where all you need is an ‘s’ on the end of most of the words. Here the rule for masculine words, finished with an ‘o’, they get the plural form by changing it for an ‘i’; the feminine words, finished with an ‘a’, change for an ‘e’. So, you have a ragazza (lady) and many ragazze (ladies); a macchina (car) and two macchine; one ragazzo (guy) and several ragazzi (guys) etc. Of course you’ll find some exceptions. Anyway, this post’s title is about the summer (Estate) at the canals – Navigli (plural of Naviglio, canal) – Grande and Pavese and the (many) Aperitivi.

08/07/2010

Praga – A encantadora Cidade Velha e suas passagens e galerias


Vale a pena começar o passeio de manha entrando na Cidade Velha pela Rua Karlova, ao lado da ponte de mesmo nome (Karluv Most). A vista da ponte, em uma limpa manhã de verão, com o Castelo de Praga ao fundo é de fazer o riso correr solto. Cuidado para não ficar maravilhado e pedir um café para aproveitar a vista no pequeno restaurante ao lado da ponte, pois seu double espresso sairá por Kc 120, algo como R$ 12 (como referência, o Starbucks da praça central, a poucos quarteirões, cobra Kc 55, muito perto do preço médio da cidade). Mais uma vez paga-se pelo algo a mais (a vista), mas um café pode esperar alguns metros e a vista continuará sendo maravilhosa.

Ponte Carlos (Karluv most) e com o Castelo de Praga ao fundo

Ponte Carlos (Karluv most) e com o Castelo de Praga ao fundo

Lição 1 de Praga: explore as galerias e passagens. Dá a impressão que é a entrada de um prédio comum, mas revelam lojas, restaurantes, jardins, igrejas e pontos turísticos no seu interior! Nem todas estão nos principais mapas… vale a pena dar uma de curioso.

Vista de Praga da Torre Astronomica do Klementinum – Cidade Velha (Stare Mesto)

Vista de Praga da Torre Astronomica do Klementinum – Cidade Velha (Stare Mesto)

Sabendo desta lição, entre na passagem que existe na Karlova e encontre o Klementinum, um grande complexo construído pelos jesuítas. A visita custa Kc 220 e dura aproximadamente 50 minutos e você conhecerá três lindos lugares: a Capela dos Espelhos, dedicada à Virgem Maria e com as passagens da oração (Ave Maria, cheia de graça …) retratadas no seu teto, além de um órgão que foi tocado por Mozart em uma de suas visitas a Praga; a biblioteca, com livros seculares impressos pelos jesuítas e globos também seculares, usados pelos astrônomos que trabalhavam na Torre Astronômica do complexo, que é o terceiro ponto e auge da visita. Do alto dela se tem uma vista 360 graus da cidade, com a possibilidade de fotos simplesmente fantásticas (em uma limpa manhã de verão). Por falar em fotos, o computador do meu Best Western é um tanto lento e ainda não consegui enviar sequer uma. Mas estou tentando e na primeira lan house disponível, enviarei.
Aproveite mesmo as limpas manhas de verão, porque o tempo costuma fechar durante a tarde, cai uma refrescante chuva e o tempo melhora de novo, permitindo um final de tarde – e começo de noite – muito agradável. Agora no verão o sol se põe perto das 21h.

Biblioteca barroca do Klementinum

Biblioteca barroca do Klementinum

Lição 2 de Praga: esta é a cidade dos concertos de música clássica. Praticamente toda igreja, capela, auditório e até sinagoga e museus têm uma intensa programação de concertos durante o verão, com repertório variando de Vivaldi a Mozart e Bach, mas também Gershwin. Geralmente começam às 19h e a compra de bilhetes no dia anterior ou até logo cedo na manhã da apresentação oferece descontos ou “upgrades”. Programe-se e aproveite!

Aliás, lembrando da Lição 1, a entrada da enorme Igreja de Nossa Senhora sobre o Tyn só é encontrada se você explorar galerias. E vale a visita – apesar de ser proibido tirar fotos. O altar e diversas imagens são dourados, o que é ressaltado pelo sol que entra pelas janelas lá no alto da construção. Para mim a visita foi mais interessante, pois ver a representação do Batismo de Cristo por São João, tendo voltado há poucas semanas de Israel, onde visitei exatamente este rio e fiz meu “batismo” em suas águas, é simplesmente mágico. O mesmo vale para as representações da Via Crucis, pois também percorri este caminho e toquei na pedra da Unção (estação 14), onde Cristo foi colocado e preparado para ser enterrado. Atenção, pois a igreja só abre de terça a sábado e fecha “ainda de dia”, as 18h.

Vista da Torre Astronômica: Castelo de Praga

Vista da Torre Astronômica: Castelo de Praga

Jaime Scatena

Engenheiro, fotógrafo, especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 05/07/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/05/praga-a-encantadora-cidade-velha-e-suas-passagens-e-galerias/

08/07/2010

Estate nei Navigli e gli Aperitivi


Abito adesso nella zona sud de Milano, in una stanza affittata da un ragazzo che ha messo un annuncio sul sito Easystanza.com (un bel suggerimento per chi cerca una residenza temporanea nella città), abbastanza centrale, vicino alla Piazza XXIV Maggio e dalle mie lezioni, nella Scuola Leonardo Da Vinci. Nelle vicinanze c’è anche una zona della città che è molto movimentata d’estate, i Navigli.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

Milano, per essere molto importante, aveva bisogno di un porto per il commercio, quindi, nel secolo XII iniziarono i lavori di costruzione dei canali Grande e Pavese, “i Navigli”, che permettono il collegamento con il Fiume Ticino e il Lago Maggiore.  Mi hanno detto che Milano era prima piena di canali, però sono stati interrati durante la Seconda Guerra Mondiale per facilitare il transito delle macchine da guerra oppure anche per ragioni igieniche. Ho sentito dire anche che c’è un progetto di riaprirli per l’Expo 2015, che si terrà qui. Oggi restano appena questi due canali e la Darsena.

Navigli_SuperGulp_Comics

Super Gulp! Comics

Al giorno d’ oggi questa zona è il quartiere bohémien di Milano, con negozi di prodotti veramente originali – come la cartoleria Punti di Visti e il di fumetti Super Gulp!. Nel tardo pomeriggio gli artisti locali mettono le loro opere sui rive dei canali e bar e ristoranti occupano le strade con tavoli, sedie e divani per una delle migliori tradizioni bohémien che ho visto: l’Aperitivo. Quando si compra una bevanda nella fascia oraria dell’ “happy hour”, generalmente dalle 18h30 fino alle 21h00, si paga un può più che il normale – 5€ a 10€, a seconda del locale -, però si ha a disposizione un buffet pieno di cibi tradizionali e anche caldi; si può cenare facendo un aperitivo in alcuni locali.  Tutti i bar di Milano fanno l’Aperitivo, una vera tradizione locale. Sarebbe una bella idea se questa moda arrivasse a altre cittè!

Naviglio Grande

Naviglio Grande

Segnalo il ¡Mas!, con un bellissimo buffet, tavoli e divani sulla riva del Naviglio Grande e una soluzione di prezzo molto giusta. La prima consumazione costa 8€ (una birra alla spina, per esempio) però la seconda e le seguenti costano solo 5€. Occorre stare attenti perché alcuni dei camerieri, inesperti, possono dimenticarsi dello sconto.

Nel mese di Agosto, il mese ufficiale delle vacanze italiane, Milano è una città fantasma… tutti i negozi sono chiusi e i milanesi vanno al mare. Solo restano i Navigli, che rimangono agitati anche a Ferragosto; e io, che anche rimarrò in città.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

05/07/2010

Estate nei Navigli e i Aperitivi*


Estou morando agora na área Sul de Milano, num quarto alugado de um cara que colocou seu anúncio no site Easystanza.com (boa dica pra quem procura uma residência temporária na cidade), relativamente central, perto da Piazza XXIV Maggio, e da minhas aulas, na Scuola Leonardo Da Vinci. E aqui perto tem esta área da cidade que fica super movimentada no verão, i Navigli.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

Milão, pela sua importância, precisava de um porto para o comércio, então no século XII começaram os trabalhos para a construção dos canais Grande e Pavese, “i Navigli”, que permitem a ligação com o Rio Ticino e o Lago Maggiore. Me disseram que toda Milão era repleta de canais, mas que foram cobertos/enterrados durante a guerra para facilitar a passagem dos tanques e também por razões higiênicas. Também ouvi dizer que há um projeto de restaurá-los para a Expo 2015 (Exposição Mundial) que será aqui na cidade. Restam apenas estes dois Navigli e a Darsena.

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Super Gulp! Comics

Hoje esta área é o bairro boêmio de Milão, com lojas de produtos originais – como a Punti di Vista, cheia de cartões postais, posteres e outras “cositas más” (Via Ripa Ticinese 55 ou Corso Buenos Aires, 75), e a de comics Super Gulp! (Via Ripa Ticinese, 50). No final da tarde os artistas locais expõem suas obras nas margens dos canais e os bares e restaurantes ocupam as ruas com mesas, cadeiras, sofás e poltronas, para a melhor tradição boêmia que vi em muito tempo, il Aperitivo. Ao comprar uma bebida no horário do ‘happy hour’, geralmente das 18h30 às 21h00, você paga um pouco mais que o normal – 5€ a 10€, dependendo do local – mas tem à sua disposição um buffet repleto de petiscos e até de comidas quentes. Todos os bares de Milão fazem o Aperitivo, que já é uma tradição por aqui. Seria uma boa idéia se essa moda pegasse em Sampa!

Naviglio Grande

Naviglio Grande

Minha dica de bar por aqui é o ¡Mas!, Ripa di P.ta Ticinese 11, com um belo buffet, mesas bem ao lado do Naviglio Grande e um esquema de preço que vale a pena. A primeira cerveja, por exemplo, custa 8€, mas da segunda em diante sai por 5€. Esta redução vale para todos os drinks, mas fique de olho, pois muitos garçons são novos e acabam não fazendo este desconto.

Durante o mês de agosto, o mês oficial de férias dos italianos, Milão é uma cidade fantasma… tudo fecha e os italianos rumam para as praias. Só restam i Navigli, que ficam agitados também durante este mês.

Naviglio Grande

Naviglio Grande

*Comentário linguístico: em italiano o plural não é como em português ou inglês onde, via de regra, se põe um ‘S’ e está tudo resolvido. Aqui, pela regra, palavras masculinas, terminadas com ‘o’, no plural terminam com ‘i’; as femininas, terminadas em ‘a’, no plural são com ‘e’. Então: una donna, due donne; una pizza, due pizze, una macchina, due macchine; un ragazzo, due ragazzi; un fatto, due fatti, etc. Claro que existem exceções… Quindi (então), o título deste post fala do Verão (Estate) nos Navigli, Naviglio Grande e Naviglio Pavese, e dos Aperitivi.

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