Archive for ‘CET2009’

29/10/2010

Piccola Taormina, Bella e Calda Sicilia


Visitando a ilha italiana da Sicília para estudar italiano na praia (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Traduzindo o titulo: Pequena Taormina, Bela e Quente Sicília!

Escrevi em italiano pois estou estudando estudei a bella e clássica lingua de Dante Alighieri.

Taormina: Mazzaro

Taormina: Praia de Mazzaro

A pequena cidade de Taormina (menos de 10 mil habitantes) é um dos principais destinos turísticos da Ilha de Sicília, no extremo sul da Italia, muito visitada pela sua importância histórica, mas, principalmente, pelas belas praias – além de uma escola de italiano frequentada por estudantes de diversas nacionalidades, uma verdadeira Babilônia (que é o nome da escola), onde se ouve inlgês, alemão (chamado tedesco em italiano), holandês, francês, japonês, russo e até um pouco de português, alem, é claro, do italiano que todos aprendem.

 

Taormina: Piazza IX Aprile

Taormina: Piazza IX Aprile

Vim para estudar italiano em uma cidade de praia – fugindo um pouco do circuito Roma – Firenze – Milão – por duas semanas e consegui aprender bastante, me divertir muito, aproveitar o sol e as praias e tambem conhecer um pouco da grande ilha da Sicília, além de fazer novos bons amigos.

Baseado em Taormina, é possivel conhecer o vulcão Etna (veja nas fotos abaixo) – ainda em atividade, o mais alto da Europa com mais de 3,4 mil m de altura – em uma visita de um dia (que fiz com o pessoal da escola).

Sicilia: Etna 01

Uma das pequenas crateras do Vulcão Etna

Sicilia: Etna 02

Vista da área queimada em uma das recentes erupções

Em outro dia, em um carro alugado com outros estudantes (um sueco filho de húngaros que nasceu na Transilvânia, um espanhol que mora em Paris, uma alemã que mora em Bruxelas e uma francesa que vive na África), conheci 3 cidades sicilianas: Modica, Noto e Siracusa.

Modica: San Giorgio

Modica: San Giorgio

Modica é uma cidade barroca, com a maior parte de seus prédios e, todas as igrejas, neste estilo, também conhecida pelo seu diferente chocolate, que é delicioso por ser mais seco e bem pouco gorduroso.

Modica: San Pietro

Modica: Chiesa di San Pietro

Noto, outra joia barroca, conta com as duas melhores sorveterias do mundo segundo o guia Lonely Planet – recomendo principalmente o Cafe Sicilia, fundado em 1892, bem na rua principal da cidade, bem perto da igreja do Duomo (toda cidade da Sicília, ou até da Itália, tem uma igreja chamada Duomo e uma rua chamada Umberto I).

Noto: Duomo

Noto: Duomo

Terminamos o passeio pela histórica Siracusa, com milhares de anos de história – era uma das principais cidades gregas antes de ser conquistada pelos romanos e é a cidade natal de Arquimedes.

Sicilia: Siracusa, Piazza del Duomo

Sicilia: Siracusa, Piazza del Duomo

Aqui é possivel conhecer a igreja do Duomo, construída sobre um templo grego, cujas características colunas podem ser vistas em sua “rústica” parte interna. Não tivemos tempo para visitar o sítio arqueológico de Siracusa, com um anfiteatro entre outras atrações.

Morar na pequena Taormina é uma experiência única. Por ser bastante pequena e compacta, a maior parte da cidade tem restrição ao tráfego de veículos, o que facilita bastante a vida dos moradores e turistas. Para os que não estão hospedados diretamente na via principal – Corso Umberto I, esta sim fechada ao tráfego -, e que devem circular nas outras pequenas ruas, dividindo-as com carros, motos e scooters/vespas, que existem aos montes, a dica é descobrir quais becos (vicos e vicolos) e escadas servem como caminho para seu hotel ou residência. Desta maneira, usando as escadas, o caminho fica muitíssimo mais agradavel e interessante e, muitas vezes, mais curtos.

Taormina: Teatro Greco-Romano

Taormina: Teatro Greco-Romano

Com seu teatro greco-romano de mais de dois mil anos (foto acima), e ainda em uso (nestes naqueles dias recebeu apresentações da banda dos anos 80 Simple Minds e da opera Aida), igrejas históricas, ruas e vielas lotadas de turistas de verão, a cidade também está na rota de navios de cruzeiro aqui do Mediterrâneo. O Corso Umberto I é cheio de lojas de roupas, souvenires, gelaterias, restaurantes e cafés e fica bastante agitado durante a noite. Os cruzeiros que fazem parada na Sicilia usam Taormina como “porto”, para visitas de um dia à cidade e ao Etna – durante minha estada na cidade vi um da MSC, com seus passageiros devidamente identificados com o logotipo da empresa passeando por Taormina.

 

Taormina: Isola Bella

Taormina: Isola Bella

Isso sem falar das belas praias ao redor da cidade, como Mazzero (com rochas de onde é possivel pular na água – adoro isso!), Isola Bella (que fica em uma reserva natural e tem belas águas cristalinas), Spisone e Giardini Naxos, todas muito agradáveis neste dias de verão – sem uma gota de chuva em duas semanas! – quando a temperatura fica sempre acima dos 30°C.

Outra experiência que não tinha feito e que adorei foi a de intercâmbio para aprender outra língua. Na verdade fiz um para Nova York aos 22 anos, mas agora, aos 31, percebi que este tipo de experiência continua válida e interessante. Dei sorte de estar com um grupo de estudantes da mesma faixa etária e com interesses parecidos, então formamos uma turma bastante divertida e unida, certamente com novas amizades que, espero, perdurem. Vale um ponto de atenção, principalmente ao pessoal das agências que prestam este tipo de serviço: o público do viajante/estudante deve ser avaliado de acordo. Ao chegar aqui em Firenze, onde fico fiquei por mais duas semanas estudanto italiano, mas agora também com um curso extra de História da Arte, me deparei com classes repletas de adolescentes, fazendo com que eu me sentisse um tanto quanto deslocado. Sorte que aqui encontrei alguns brasileiros, formando assim um grupo com identidade na nacionalidade.

Aliás, falando da agência onde comprei o pacote (prefiro não citar o nome, pois seus serviços estão deixando um pouco a desejar…), na contratação de um curso, o diferencial é a qualidade do serviço e das informações prestadas – agentes, por favor, deem a devida atençao aos seus clientes/estudantes, pois estar em um país onde não se fala a língua (como é meu caso) é bastante estressante e ter que se preocupar com as informações recebidas – ou não recebidas, no meu caso – é um estresse adicional que só atrapalha.

Taormina: Centauresa

Simbolo de Taormina, uma "Centauresa" bipede

A escola Babilônia de Taormina, por estar fora do circuito das grandes cidades italianas, atrai um público principalmente europeu, diferenciado das demais escolas. E a escola, que recebeu o premio LTM Italian School Language Star Award 2008, tem uma filosofia de ensino que priviligia a comunicaçao e que se provou bastante positiva para mim – cheguei sem falar uma palavra e saí, duas semanas depois, já me comunicando (de forma básica, claro) na língua italiana.

Resumo deste post: a Bela (e quente!) Sicília vale a visita e estudar uma língua no Exterior pode ser uma ótima experiência para qualquer idade!

Ciao! (que em italiano significa tanto Oi quanto Tchau)

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 18/08/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/08/18/piccola-taormina-bella-e-calda-sicilia/

Veja mais fotos da Sicília, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:

Sicily: Collage

Sicília @ photo.jkscatena.com

28/10/2010

Oslo gastando poucas coroas


Visitando a capital Norueguesa sem gastar muito (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Dá pra aproveitar bastante da cidade, sem gastar muito, simplesmente passeando pelo agitado centro de Oslo. Agitado e compacto, aliás!

Os noruegueses aguardam ansiosamente o verão, época em que eles podem aproveitar os poucos meses de sol e calor. Sim, calor, pois neste ano as temperaturas chegaram aos “assustadores” (não para nos brasileiros) 30°C.

Subir a charmosa ‘Karl Johans Gate’ (gate, por mais que pareça com o inglês gate/portão – em norueguês é uma das variações para rua), saindo da estação central de Oslo em direção ao Palacio Real proporciona um agradável passeio por praças e prédios históricos, como o Parlamento, a Universidade e até a Catedral, que não é muito longe, além de lindas praças repletas de esculturas. Se você tiver sorte pode encontrar uma banda tocando, como a das Forças Armadas que vi se apresentando em um coreto. Começou com um ‘big band’ do Benny Goodman, passou pelo ‘Round about midnight’ do Miles Davis e chegou em um surpreendente ‘Chega de Saudade’ dos nossos Tom Jobim e João Gilberto! Bateu a maior saudade da minha terra!!

Oslo: Karl Johans Gate

Karl Johans Gate, principal rua de Oslo, com o Castelo Real lá no fundo

Falando em esculturas – a cidade está cheia delas e também de diversas fontes – um passeio imperdível é o incrível parque ‘Vigelandsparken’, que tem um paisagismo que não deixa nada a dever em relação a outros jardins do mundo, mas com o diferencial de estar repleto, coalhado, lotado de esculturas de Gustav Vigeland. O parque é uma maravilha para curtir em um bom dia de sol (meu amigo brasileiro, Bruno, de Atibaia/SP, e que agora mora por aqui, disse que no inverno, coberto de neve, também é muito bonito…).

Oslo: Vigelandsparken, Overview

Oslo: Vigelandsparken

As esculturas de Vigeland, praticamente todas de formas humanas – algumas sozinhas, outras em duplas, trios e conjuntos – representam as diversas fases da vida – do feto, passando por bebês, crianças, jovens, adultos e idosos – e também diversas relações humanas e sentimentos.

Oslo: Vigelandsparken, Sculpture

Vigelandsparken: Esculturas Humanas

Oslo: Vigelandsparken, MonolithO auge é um imenso monolito, com pessoas abraçadas, entrelaçadas, empilhadas, cercado de algumas dezenas de estátuas de pedra. Sem contar as demais, ao longo da ponte, perto do rio e uma última ao fundo, um grande círculo humano. Realmente fantástico, único e totalmente gratuito.

E este é realmente um ponto importante, já que a coroa norueguesa é uma moeda muito forte e o custo de vida é bem alto. Atualmente a cotação para o real é de cerca de R$ 1 = NKr 3,40. Mas um sorvete de casquinha, destes de máquina, custa Kn 30, ou quase R$ 10 8,70.Oslo: Vigelandsparken#4

Alem do Vigelandsparken, outras atrações gratuitas incluem:

  • Galeria Nacional: museu de arte norueguesa, principalmente, que apresenta as principais obras de Edvard Münch, pintor conhecido pelo seu quadro “O Grito”, mas que também tem obras dos contemporâneos noruegueses de Münch e de outros pintores como Picasso, Van Gogh, Manet e Monet.
Oslo: National Opera, Overview

Ópera Nacional

  • Ópera Nacional: Seu belíssimo e moderno prédio, inaugurado em 2008 é, na verdade, um “monumento social”, como descrito pelo escritório de arquitetura que o projetou, acessível no maior sentido desta palavra, já que o prédio, construído em uma área portuária em processo de revitalização (ainda não entendo porque no Brasil não temos mais destas revitalizações portuárias, tão comuns em tantas cidades do mundo!) e inteiro revestido de mármore carrara, pode ser completamente visitado por fora – o seu telhado é um grande piso em rampa e escadas, permitindo que você ande por cima de todo o prédio, como se fosse uma enorme praça com diversos níveis.
    Oslo: National Opera, Architecture

    A bela arquitetura da Ópera Nacional

    E ha até uma praia, já que dá pra ir andando até chegar na água. Vale também a pena conhecer o lobby, com sua enorme parede/escultura de madeira. O acesso se dá por passarelas que partem da estação Central de Oslo; mas ao invés de usar a passarela mais moderna, coberta, vá pela outra, mais antiga e descoberta (a sua direita, se estiver de frente para a Ópera), pois desta o ângulo para fotos do prédio da Ópera é bem mais interessante.

Oslo: Stortinget Parliament

Parlamento Nacional

  • Aker Bridge: um empreendimento imobiliário que, como muitos outros no mundo, revitalizou uma área portuária – neste caso as docas de um estaleiro – tornando-a um centro de entretenimento e residencial, com shoppingns, bares e restaurantes. Não deixe de conhecer a parte “de trás”, com lindas fontes e esculturas, além do ‘Beer Palace’ onde se pode provar uma legítima cerveja norueguesa (me disseram que, por lei, a fabricação tem que ser quase artesanal e a cerveja demora seis meses para ficar pronta). Outro item imperdível é provar o Soft Ice, o sorvete de casquinha legítimo da Noruega, uma delícia que vale as NKr 10 que se paga.
  • City Hall/Prefeitura (Oslo rådhus): O imponente prédio de tijolos vermelhos, próximo a Akker Bridge criou polêmica quando foi construído, mas já faz parte do skyline da cidade. Seu hall principal é praticamente uma praça coberta, com uma linda decoração de pinturas e murais e até uma fonte. Preste atenção ao toque do relógio da torre, principalmente nas horas cheias. Aliás, há um concerto semanal do carrilhão – busque a programação no local, que também conta com uma visita guiada, gratuita, ao prédio.
Oslo: City Hall

Prefeitura de Oslo

  • Fortaleza Akershus: o antigo castelo medieval da cidade também pode ser bastante explorado sem custo algum. Só se paga para conhecer o interior das edificações principais, mas o resto – muralhas e jardins, que proporcionam vistas bonitas da cidade, ficam abertos ate as 21h no verão.

Um parêntese para falar do sol norueguês. No verão os dias são superlongos e as noites curtíssimas. Chega-se ao ponto de, no extremo norte do país, o sol não se por – o famoso sol da meia-noite. Vi uma montagem fotográfica em um cartão postal e é algo surpreendente. Em Oslo, nestes dias em que estive na cidade, o sol se punha perto das 22h e já voltava às três da manhã. É de deixar qualquer brasileiro confuso! Ver o dia nascer às três da madrugada, quando o sol se foi há apenas quatro horas… tem explicação, claro, mas parece mesmo inexplicável!

Oslo: Central Station tiger

Eu, brincando em uma das inumeras esculturas da cidade

Vale a pena pesquisar se a compra do Oslo Pass é interessante para o viajante. Como ele inclui todo o transporte – tram/bonde, metrô e ônibus – e outras atrações com entrada paga – Museu Munch, o do Prêmio Nobel da Paz (único dos prêmios cuja entrega não é de responsabilidade sueca), o dos Barcos Vikings, o das expedições Árticas/Antárticas, as piscinas do Vigelandsparken, entre outras, pode realmente ser um bom negócio. Ah! E também permite passear de barco pelos fiordes ao redor da cidade…

Visite Oslo – um destino fora da rota da maioria dos turistas, mas muitíssimo bonito e interessante -, principalmente no verão! Agora, no inverno, com a cidade debaixo de neve… esta eu deixo para depois!

Oslo: JKScatena

Eu com meus amigos Tone e Bruno

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 08/08/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/08/08/oslo-gastando-poucas-coroas/

Veja mais fotos de Oslo, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:

Oslo: Collage

Oslo @ photo.jkscatena.com

27/10/2010

Dois museus em Amsterdam


Uma visita rápida a museus de Amsterdam (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Minha estada em Amsterdã – decidi voltar a esta cidade que adorei por causa do show do U2 –  foi muito rápida, mas tive tempo de conhecer dois museus que não tinha visitado: a casa de Rembrandt (meu pintor favorito) e o novíssimo Hermitage, filial holandesa do famoso museu russo. Alem de breves passeios pelos encantadores canais desta incrível cidade.

Atualmente Em agosto de 2009 o Museu da Casa de Rembrandt (Rembrandthuis) está estava exibindo o trabalho de Jan Lievens, um amigo de Rembrandt de sua fase inicial em Leiden, cidade onde ambos nasceram e iniciaram suas carreiras. Se separaram quando Lievens mudou-se para Londres e Rembrandt para Amsterdã, mas continuaram amigos por toda a vida.

Amsterdam: Rembrandthuis

Fachada do Rembrandthuis - o predio da direita Žé a casa original

O que mais me interessava é a propria casa de Rembrandt, decorada exatamente como na época em que ele viveu la (1639-58), antes de “falir” financeiramente. Os móveis são originais, de seu inventário de falência, e cada ambiente foi recriado permitindo que se conheça um pouco mais do ambiente em que ele viveu e trabalhou.

O custo da entrada inclui o áudio-guia que explica todos os ambientes e tambem o contexto das obras expostas, além do trabalho de Jan Lievens. Os principais trabalhos de Rembrandt aqui expostos são os desenhos com a técnica de agua-forte (etching), com poucas pinturas, estas no Rijiksmuseum – atualmente parcialmente fechado para reforma (que durará até 2019).

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

O Rijiksmuseum está apenas com a exibição de suas principais obras-primas (Masterpieces), entre elas o imenso (4 m x 3 m, uma parede inteira!) “Ronda Noturna” (Night Watch) de Rembrandt, que por si só já valeu a minha visita do ano passado. Clique aqui para ver uma imagem deste belo quadro.

O novissimo Hermitage, fruto de uma parceria cultural da Rússia com a Holanda, foi a maneira encontrada pelo museu russo de conseguir exibir itens de seu acervo que não são geralmente expostos por falta de espaço na já gigantesca sede de São Petesburgo. O edifício holandês, as margens de um canal, é claro, conta com um lindo jardim interno que pode ser visitado sem necessidade de ingresso, bem como um deck/pier no canal.

Amsterdam: Hermitage Museum

Jardins do Hermitage

A exposição atual de inauguração do museu é era sobre a cultura russa na época dos czares – “Na Corte Russa“, contada por meio de roupas e objetos. E um enorme fashion show! Uma das alas recria uma recepção “real”, com os trajes de gala dos personagens do mais alto escalao da sociedade, além do lindíssimo trono real – com cabeças de águia no lugar dos braços e patas de leão nos pés, inteiro dourado.

A outra ala recria um salão de baile, que ganha vida a cada meia hora, com os manequins “girando” sobre plataformas, música e filmes projetados nas paredes.

Outras exposições complementares mostram objetos da vida cotidiana no palácio: a caça, brinquedos, jogos, teatro, fumo, banquetes, vida íntima, joias e condecorações. Este museu, definitivamente, vale o ingresso.

 

Amsterdam: Tram @ Reguliersbreestraat

Tram @ Reguliersbreestraat

E circular pela cidade em seus agradáveis trams (bondes) – na minha opiniao a melhor maneira de se locomover – ficou mais fácil agora que os anúncios das paradas ganharam também uma versão em inglês após o difícil anúncio em holandês.

Amsterdam: Canal

Passeando pelos canais da cidade

Ainda não tive a oportunidade de passear de bicicleta pela cidade – esta sim a maneira mais típica e tradicional – mas vai ficar para a próxima visita. Aliás, é mais um motivo para voltar a Amsterdã!

Amsterdam: Bike Panning

Andar de bicicleta fica pra próxima!

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 02/08/2009:

Veja mais fotos de Amsterdam, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:
Amsterdam Collage

Amsterdam @ photo.jkscatena.com

26/10/2010

U2 em Amsterdam: eu fui!


Fui no show do U2 em Amsterdam! (originalmente publicado em 2009)

Hoje em dia fica mais facil, porque dá pra fazer tudo pela internet.

Eu bem que queria voltar para Amsterdã, já que na minha última viagem para lá, há cerca de um ano, acabei só passando duas noites na cidade, que mal tive tempo de conhecer.

Mas antes precisava conhecer Paris (dizem que ir a Europa e não ir a Paris, é como não ir a Europa), Roma, ou mesmo Viena, Budapeste (tá, tem uma lista enorme e vocês já devem ter entendido) antes de voltar, por mais que eu tenha gostado.

Só que, uma semana antes de viajar, caiu a ficha: a turnê europeia do U2 (show U2 360º) tinha acabado de começar, em Barcelona. “Será que consigo assistir a algum dos shows?”

Entrei no u2.com – show dates – Amsterdã 20 e 21 de julho, exatamente na semana quando eu não tinha programação nenhuma! Comprei pelo site – lugar marcado, arquibancada lateral, já que a pista estava esgotada -, paguei no cartão de crédito, reservei noites no mesmo hotel em que fiquei no ano passado (Hotel Plantage, que não é muito caro, mesmo sendo na área mais central de Amsterdã, perto do zoo – info@hotelplantage.nl), comprei as passagens e comecei a atiçar minhas expectativas.

Quem gosta do U2 deve reconhecer que este último CD – No Line on the Horizon – é um dos melhores e tem músicas muito fortes e marcantes, como Breathe, Moment of Surrender e Magnificent. Procurei na internet o set list do show de Barcelona, programei no meu iPod e comecei a me preparar.

Ao chegar em Amsterdã, na tarde de segunda-feira, 20, fui ao posto de informações turisticas, na estação central, para comprar o passe do transporte público e pedi orientações de como chegar na Arena. “Você também vai??”, foi a pergunta-resposta da atendente… pelo jeito muita gente viajou para cá para esta balada! Tive tempo para dar uma voltinha pelos canais da cidade, antes de voltar ao hotel para ir para a Ajax Arena, no sul de Amsterdã.

O acesso à arena é fácil, direto pelo metrô – estava muito cheio, mesmo!, com pessoas esperando por mais de um trem para poder embarcar – e a entrada, superorganizada, também foi simples. Poltronas de couro, estádio todo coberto, tudo muito civilizado. Pra falar a verdade, até demais – perde um pouco em animação, comparando com shows no Brasil, mas ok, eu estava nas cadeiras e não na pista, onde certamente a animação era maior. Mas estamos anos aquém em organização e infraestrutura de transportes e disso eu não senti saudade nenhuma!!

Um ponto que achei interessante, é que a confiança no cidadão, que se manifesta em diversas maneiras, é tanta que não passei por nenhum tipo de revista. Apenas uma olhada do segurança, sem equipamento nenhum, nem aquele detector de metais de aeroportos, e pronto.

O show é excelente, mais focado nas músicas do último CD, mas com os principais sucessos também presentes: Pride (in the name of love), Where the streets have no name, Sunday Bloody Sunday, Vertigo, Beautiful Day, City of Bliding Lights e One – essa última com uma pegada politizada, como sempre tem sido. Além de uma manifestação em suporte à situação do Irã, quando o palco todo ficou verde.

U2 @ Amsterdam: Breathe

Começa o show: Breathe

U2 @ Amsterdam: Stage

O palco, uma estrutura gigantesca, com um belo telã‹o

U2 @ Amsterdam: The Edge

The Edge vai pra galera!

U2 @ Amsterdam: Screen

O telão abre e desce, em um efeito fantástico

U2 @ Amsterdam: City of Bliding Lights

City of Blinding Lights

U2 @ Amsterdam: Faces

O telão, fechado novamente, desce e parece ainda maior

Tenho que admitir que esta brincadeira toda não saiu muito barata, mas é DEMAIS, e valeu cada centavo (de euros).

U2 @ Amsterdam: JKScatena

U2 de Arquibancada

U2 @ Amsterdam: Green for Iran

Going green for Iran

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 22/07/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/22/u2-em-amsterda-eu-fui/

 

Veja mais fotos deste show, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:

U2: Amsterdam 2009 - Collage

U2: Amsterdam 2009 - Collage

07/10/2010

Passeios legais em Londres


Mais dicas de Londres (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

  • National Gallery: é um paraíso para quem admira pintura. Rembrandt (para suas pinturas, minhas favoritas, vá direto à sala 24), Van Gogh, Ticiano, Vermeer, enfim, todos os mestres e com entrada gratuita. Então você pode entrar, ver uma parte, talvez seus prediletos e sair. Voltar outro dia, das mais uma olhada e sair. Entrar novamente, pois teve uma dúvida ou ficou curioso sobre alguma coisa… e sair. Sem pagar nada. Importante: doações são encorajadas, até para manter a visitação do acervo de graça. E além do acervo, aqui algumas das exposições temporárias também não têm custo e vale a pena dar uma espiada no cinema que há na ala Sainsbury (prédio anexo), pois são apresentados filmes sobre os pintores – como um sobre o Caravaggio que assisti nesta semana. Além fato dela estar na Trafalgar Square… ficar observando o movimento, sentado nas escadas ou junto à Nelson’s Column já é um passeio!
London: National Gallery at Trafalgar Sq

National Gallery, que fica na Trafalgar Square, vista da base da Nelson's Column

  • Greenwich Park: um lindíssimo passeio! Se você tiver tempo e disposição, pegue a Jubilee Line até o Canary Wharf – um empreendimento moderno, com arranha céus, praças e fontes, na área das docas do sudeste da cidade – e vá caminhando, ao longo do Tâmisa, para os Island Gardens.
    London: Pedestrian Tunnel below the Thames River

    Eu, no túnel sob o rio

    Atravesse o rio andando (?!?) por um túnel para pedestres construído em 1902 para chegar a Greenwich, um lugar que é um descanso da loucura e agitação de Londres! No Old Royal Naval College, projetado pelo Sir Cristopher Wren, o mesmo da Catedral de Saint Paul, visite o Painted Hall (com suas “colunas falsas”, teto e paredes completamente decorados com pinturas) e a Capela, antes de rumar para o topo da colina onde está o famoso Royal Observatory – o marco zero de latitude da terra, o meridiano 0º. Dica importante: a última entrada no observatório é as 16h30 e a estação da Jubilee Line de “North Greenwich” atende à O2 Arena (antigo Millenium Dome), e é longe deste parque.

    London: Greenwich, Royal Naval College

    Parada para aproveitar o sol, no Old Royal Naval College

    Para o Greenwich Park, use o DLR, que tem a estação Island Gardens bem perto do túnel sob o rio – uma alternativa se não quiser/puder vir caminhando de Canary Wharf. Na volta, depois de visitar o observatório, aproveitar a incrível vista panorâmica da cidade, tirar fotos no marco do Meridiano 0 e fazer compras na lojinha de souvenires, desça a colina e passe pelo centrinho comercial de Greenwich antes de embarcar na estação Cutty Sark (o whisky? sim e não, um antigo navio que fica ancorado aqui, aberto a visitação, mas ainda fechado para reforma – veja a situação atual aqui) do DLR, em direção a Central London.

London: Canary Wharf

London: Canary Wharf

London: Painted Hall, Old Royal Naval College

Painted Hall do Old Royal Naval College

  • Barbican: um empreendimento imobiliário inspirado nos conceitos do arquiteto Le Corbusier, é outro lugar que merece ser visitado.
    London: Barbican fountain

    London: Barbican

    Um conjunto de torres residenciais, comerciais, centro de artes, escola (para meninas), lagos e praças, junto às antigas muralhas da City of London. Passear por suas passarelas (high walks), aproveitar o sol (quando tem!) nas praças e junto aos lagos é um passeio super agradável. O Museu de Londres, que conta a história da cidade, desde a pré-história, passando pela ocupação romana e a Londres medieval – além de uma exposição sobre o Grande Incêndio que destruiu a city em 1666, também gratuito, está bem perto deste complexo. O Barbican tem uma estação de metro própria, mas está muito perto da St. Paul, que também atende à catedral de mesmo nome.

    London: Barbican Estate

    Barbican

  • Tate Modern: para aproveitar melhor o passeio neste enorme museu de arte moderna, gratuito, exceto pelas exposições especiais, vale se programar para acompanhar uma das visitas guiadas (gratuitas também). Atualmente tem uma ao meio-dia e outras duas às 14h e 15h, cada um em uma ala específica da galeria.
    London: Tate Modern's terrace

    Terraço panoramico da Tate Modern e o painel com marcos arquitetô™nicos

    Aliás, para aproveitar mais mesmo, pegue o tube até St. Paul e venha descendo a rua até chegar na Millenium Bridge, que atravessando, dá direto na Tate Modern. No quinto andar, passe pela loja e o café e acesse o terraço panorâmico, que, além da vista, tem um painel que explica os destaques arquitetônicos visíveis daqui. Chega a ser uma brincadeira interessante tentar identificar cada prédio, fazendo a conexão com seu destaque no painel. Não perca a loja de arte do térreo! Além de pôsteres, cartões postais e livros de arte, pode-se encontrar uma enorme variedade de presentes e souvenires, todos ligados ao tipo de arte exposto por aqui.

  • Pub: essa é uma dica rápida. Ficamos (eu, meu irmão e uns amigos) querendo achar um “traditional british pub”, para tomar um pint (a medida de volume específica para a cerveja inglesa, de 473 ml) longe de turistas. Do nada, ao lado da Houses of Parliament, onde tem o Big Ben – aliás o Ben é só o sino, não o relógio nem a torre – achamos a St. Stephen Tavern – 10 Bridge Street (que só descobrimos o motivo do nome, mais tarde, em casa, olhando um mapa que compramos durante a tarde). Só a vista do relógio, pela janela, e o ambiente cheio de ingleses em seu happy hour já vale a visita. Tome aqui um pint rápido para recarregar as energias!
London: St Stephen's Tavern & Big Ben

St. Stephen Tavern

  • Stanfords (explore – discover – inspire): quer um guia de viagens, um mapa, ou qualquer outra coisa relacionada? Aqui você encontra. Esta loja, bem perto do Covent Garden Market (12 – 14 Long Acrewww.stanfords.co.uk) é repleta de guias de viagens, mapas e tudo mais a ver com o tema – globos, balões com o mapa mundi, mapas de parede, cortinas de banheiro estampadas com mapas, acessórios (canivetes, lanternas, roupas) e tudo o que você possa imaginar.
    Stanfords - The World's largest map and travel bookshop

    Stanfords: a loja de viagem mais legal da cidade

    São três andares repletos! Tem uma parede enorme só de guias de Londres, dos mais diversos, além do enorme mapa no chão, que faz a alegria das crianças (tá, eu também fiquei curtindo e procurando lugares). Adorei quando ouvi uma criança dizendo ao pai “Não temos nada como isso aqui lá em Iowa” – e em nenhum outro lugar que eu já tenha visitado.

Vou deixar para completar outros passeios especiais mais tarde, porque agora quero sair para aproveitar um pouco mais desta linda, apaixonante e fantástica cidade. Quando estive aqui pela primeira vez no ano passado eu já tinha me apaixonado. Voltar, explorar novos lugares e re-visitar outros “is quite lovely indeed”.

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 17/07/2009: http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/17/passeios-legais-em-londres/

03/10/2010

Londres: como ser econômico em pounds?


Adote o “Quem converte não se diverte”, tenha em mente seu orçamento e aproveite tudo de bom que Londres oferece DE GRAÇA. Mas, pra facilitar as coisas, consulte a cotação de Libras/Pounds (£) x Reais (R$) no site do BC.

Sim, o diferencial é a cidade em si, com seus inúmeros parques e museus, todos de graça! Você pode entrar e sair, quantas vezes quiser, durante todos os dias do ano em que estiverem abertos, da maior parte dos museus britânicos – National Gallery, Victoria and Albert, British Museum, Natural History, Imperial War, Science Museum, Tate Britain, Tate Modern

Tate Modern Terrace View

Terraço panoramico da Tate Modern e o painel com marcos arquitetô™nicos

Sempre há uma exposição especial, esta sim com entrada paga (8 a 10 libras), mas os acervos permanentes estão todos abertos. É incrível! Eles solicitam uma doação voluntária, então decida o quanto quer gastar e procure as caixas de pagamento – muitas com um toque lúdico – e vale depositar desde 1 pennie a algumas libras, ou dólares, ou euros, o quanto quiser, ou até nada, se decidir.

Compre um cartão de transporte – Oyster Card – e já carregue com o total que você prevê gastar em transporte na cidade – £25 para 3 dias é uma boa referência. Porque tem a curtição de viajar de ‘Tube’ (como o metrô é conhecido na cidade) em Londres, que é, mesmo sendo caro em reais, o jeito mais barato de se locomover – o Oyster é aceito em toda a rede do tube, ônibus, Docklands Light Rail (DLR) e trens urbanos, debitando automaticamente suas viagens, resolvendo toda aquela cobrança complicada de zonas. E tem uma tarifa máxima diária que, quando atingida, passa a liberar sua viagem sem custo. É possível comprar seu Oyster, online, pelo site VisitBritain e recebê-lo em casa antes de viajar, ou mesmo comprar diretamente nas estações do Tube.

E se sua estada for maior que 4 dias, vale mais a pena usar o Oyster com a carga por dias. Para sete dias, por exemplo, sai por pouco mais de £25, e você usa o sistema inteirinho, só tocando o Oyster na entrada e saída das estações, ou quando embarcar no ônibus e trens. Há um centro de atendimento do Transport for London no aeroporto de Heathrow e diversos outros nas estações do tube por toda a cidade. Pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Arrange um bom guia – é essencial para você conseguir dar uma direcionada no passeio. E um mapa! Aliás esta é a sugestão básica para qualquer viagem: ao chegar em uma nova cidade, arranje um mapa local. E, é claro, um mapa do extenso sistema de metrô da cidade – este você pega direto nas estações (e o site da TfL é ótimo pra planejar viagens!). Se acostume a fazer conexões para chegar a seu destino e preste bastante atenção aos avisos espalhados nas estações: o sistema está em ampliaçao e melhoria constante, com diversas obras que podem suspender a operação de algumas linhas por uns dias, principalmente nos finais de semana, ou mesmo atrapalhar e/ou impedir conexões em determinadas estações.

London: Stanfords Bookstore, Map

Trafalgar Square, no mapa da Stanfords

Aproveite os parques reais e praças da cidade, o South Bank, Picadilly, Trafalgar, Hyde Park, St. James Park, próximo ao Palácio de Buckingham – a troca da Guarda é passeio obrigatório, mas é um tanto longa e a melhor parte está perto do final: a banda toca, entre outras, algumas músicas pop mais conhecidas. Eu ouvi o tema de 007, quando assisti à troca em 2008, na minha primeira visita à cidade.

Para aproveitar as vistas mais legais do Rio Tâmisa, o ideal é passear pelo South Bank, onde está a London Eye (£17 pounds – adultos ou £27, usando o ticket “fast track”, sem filas, ambos com desconto se comprados via internet – www.londoneye.com), o The Globe e a Tate Modern, fora a melhor vista panorâmica do Big Ben e Houses of Parliament. Para melhores fotos, vá pela manhã.

Tem mais dicas vindo por aí, aguardem os próximos posts!

London, Eye

London, Eye

Jaime Scatena
Fotógrafo e engenheiro
Especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 17/07/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/17/ja-em-londres-mas-como-ser-economico-em-pounds/

Revisado (texto e novas fotos) em Out/2010.

07/07/2010

Por que a a gente viaja? Por que tão longe? Aonde quero chegar?


Essa frase é do Zeca Camargo no seu mais recente livro – Isso aqui é seu – e, ok, Praga nem é tão longe assim, mas o Aonde quero Chegar?, essa é uma questão quase existencial, que nenhuma viagem sozinho vai responder, além da nossa Grande Viagem como seres humanos.
Sexta-feira, 3 de julho. São 8h10 em Lisboa e estou aguardando meu voo para Praga, com U2 no meu iPod “One Life, but we are not the same…”.
Lição 1: um upgrade é sempre bem vindo, especialmente em viagens transatlânticas como essa, GRU-LIS.
Recordação 1: A classe executiva da Tap é realmente fantástica. Excelente culinária e vinhos. Atendimento de primeira. E que conforto!
Lição 2: quanto mais carimbos no passaporte, mais fácil passar pela Imigração. E não precisei do dossiê que tinha preparado – nem tive que explicar que estou num momento entre empregos…
Lição 3: essa ainda de São Paulo – mesmo os mais descolados em viagens comentem erros. Sorte que o meu não deu problemas… Mas fiquei um tempão na fila de embarque do T1 de GRU… só que meu voo saía do T2. A lição é: por mais escolado, atenção é primordial.
Constatação 1: Brasileiros estão por toda a parte. Nesta espera descobri um, sentado atrás de mim, tentando explicar para um grupo de portugueses o que significa “arre égua”. Acabei rindo e me entregando como outro brazuca.
Naus modernas, meu A320 se chama Florbela Española. O voo passou por toda a Espanha e, já sobre terras de França um fato inusitado: entre programas em stop motion sobre ovelhas e filmes da época do cinema mudo, uma propaganda do turismo do Brasil (Brasil, Sensacional!) na programação de bordo.
Chego em Praga direto para meu Best Western e fui comprar meu bilhete de trem da próxima escala, Berlim, na segunda-feira.
A GrandiStazioni de Praga, acessível diretamente pelo Metro C, Hlavni nadrazi (estou escrevendo com o ”nosso” alfabeto, porque as letras checas acabam saindo distorcidas… mas é um alfabeto bem esquisito!), abriu em 24 de junho uma nova área para venda de bilhetes, com funcionários habilitados para auxiliar no planejamento de qualquer viagem.

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Novo centro de venda de bilhetes de trem

Aqui em Praga se compra um bilhete “aberto” e também a reserva, em compras separadas – mas que se pode pagar junto, é claro. Não se preocupe em comprar antecipadamente pela internet, pois será com certeza mais caro do que comprar na estação. A não ser que você queira garantir um horário específico e queira já sair com o bilhete na mão – paga-se mais pela comodidade. Ponto de atenção: apesar de todas as vendas serem feitas no novo centro de passagens da estação principal, existem quatro estações em Praga. Pergunte ao atendente de onde sai seu trem para não ter surpresas na hora de embarcar.

Todos os bilhetes podem ser pagos em Coroas Checas (Kc), Euros (a Republica Checa ainda não esta na Eurozona, mas a moeda é aceita em quase todos os lugares) e cartões de credito e debito.
Amanha (sábado, 4) vou realmente fazer turismo e tentar descobrir um pouco mais de Praga, uma cidade que já foi mais importante que Londres e Paris e que hoje atrai milhares de turistas, principalmente no verão.

Praga-PANROTAS-EstaçãoTrem2

Estação Central de Praga

Jaime K. Scatena
Engenheiro, fotógrafo, especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 04/07/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/04/por-que-a-a-gente-viaja-porque-tao-longe-aonde-quero-chegar/

16/11/2009

Blog PANROTAS recebe prêmio CET em Portugal


Do original do Portal Panrotas (www.panrotas.com.br):
http://bit.ly/9tW9un

JKScatena: Prêmio CET2009

Paulo Machado, Jaime Scatena e Nuno Pinha (Pestana)

Paulo Machado, presidente da CET América Latina e diretor do Turismo de Portugal no Brasil, Jaime Scatena, premiado pela colaboração com o Blog PANROTAS em Viagem, e Nuno Pina, do Pestana/Pousadas de Portugal

A Comissão Européia de Turismo na América Latina entregou ontem (09/11/2009), em cerimônia realizada no Restaurante Cozinha Velha, em Queluz (Sintra, Portugal) os diplomas do Prêmio de Jornalismo 2009, entre eles o do blogueiro do Blog PANROTAS em Viagem, Jaime K. Scatena.

“Este prêmio de jornalismo, o único do tipo nos quatro grupos de trabalho da CET no mundo, é importante para reconhecer o trabalho e a dedicação dos jornalistas brasileiros que divulgam informações turísticas sobre a Europa.” diz Paulo Machado, presidente da CET/AL para o biênio 2009/11 e que acompanha o grupo nesta viagem-prêmio, com apoio da Tam e Pestana/Pousadas de Portugal.

(…)

Estiveram presentes à cerimônia de ontem à noite o diretor de Marketing do Grupo Pestana/Pousadas de Portugal, Nuno Pina (o grupo hospedou-se na Pousada de Queluz) e, Nuno Madeira, do Turismo de Portugal, representando o secretário de Estado de Turismo do país, atualmente em viagem a Londres para participar da WTM.

Nuno Madeira ressalta a importância da imprensa na divulgação de destinos de forma isenta e autêntica, muito diferente do marketing realizado pelos órgãos de turismo oficial, opinião compartilhada por Paulo Machado que também diz que esta é a terceira vez que Portugal sedia a premiação e que é a primeira edição com sedes compartilhadas entre dois países, no caso junto com a Espanha. (…)

“Estou muito feliz por ter tido meu trabalho reconhecido, principalmente por ter começado a escrever para a PANROTAS neste ano. Antes eu só fazia as fotografias de diversas reportagens e suplementos, mas desde junho comecei a escrever também as matérias e esta série de posts no Blog PANROTAS em Viagem foi minha estreia nesse importante canal de comunicação” diz nosso blogueiro premiado, Jaime K. Scatena. “Buscar dicas legais das cidades que conheci nas minhas férias na Europa deu um tom diferente à viagem, já que ficava procurando temas, fotos e lugares legais para depois escrever os posts.”, completa.

Para o editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, “o reconhecimento do Blog PANROTAS Em Viagem comprova e renova uma das principais características da PANROTAS, que é estar sempre inovando, sempre buscando estar presente nos diversos canais de comunicação com o trade e também com o público final, já que o blog recebe diversos comentários e perguntas de viajantes e já que este ano a editora lançou sua primeira revista para o público final, a Vamos Lá Viagens”. “Ficamos felizes de o júri do prêmio da CET ter reconhecido o Blog PANROTAS Em Viagem, que está no meio de seu segundo ano e as dicas do blogueiro Jaime Scatena, que estão muito boas e inclusive foram parar no segundo número da Vamos Lá Viagens. Parabéns também aos demais agraciados, especialmente Karen e Gustavo, que, infelizmente, não puderam comparecer à viagem-prêmio”, finaliza Artur Andrade.

Os outros jornalistas que receberam o prêmio nesta noite foram Cecília Motta (Melhor Reportagem Europa, do Diário da Região), Marcelo Medeiros (Melhor Reportagem de TV, da Rede TV) e Tales Azzi (Melhor Trabalho Fotográfico, da Revista Viaje Mais). Os prêmios dos demais jornalistas que não puderam comparecer serão entregues no Brasil para Gustavo Alves da Silva (Melhor Reportagem Jornal Impresso, O Globo) e Karen Abreu (Melhor Reportagem de Revista Impressa, Revista Viaje Mais).

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