Posts tagged ‘Rembrandt’

27/10/2010

Dois museus em Amsterdam


Uma visita rápida a museus de Amsterdam (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

Minha estada em Amsterdã – decidi voltar a esta cidade que adorei por causa do show do U2 –  foi muito rápida, mas tive tempo de conhecer dois museus que não tinha visitado: a casa de Rembrandt (meu pintor favorito) e o novíssimo Hermitage, filial holandesa do famoso museu russo. Alem de breves passeios pelos encantadores canais desta incrível cidade.

Atualmente Em agosto de 2009 o Museu da Casa de Rembrandt (Rembrandthuis) está estava exibindo o trabalho de Jan Lievens, um amigo de Rembrandt de sua fase inicial em Leiden, cidade onde ambos nasceram e iniciaram suas carreiras. Se separaram quando Lievens mudou-se para Londres e Rembrandt para Amsterdã, mas continuaram amigos por toda a vida.

Amsterdam: Rembrandthuis

Fachada do Rembrandthuis - o predio da direita Žé a casa original

O que mais me interessava é a propria casa de Rembrandt, decorada exatamente como na época em que ele viveu la (1639-58), antes de “falir” financeiramente. Os móveis são originais, de seu inventário de falência, e cada ambiente foi recriado permitindo que se conheça um pouco mais do ambiente em que ele viveu e trabalhou.

O custo da entrada inclui o áudio-guia que explica todos os ambientes e tambem o contexto das obras expostas, além do trabalho de Jan Lievens. Os principais trabalhos de Rembrandt aqui expostos são os desenhos com a técnica de agua-forte (etching), com poucas pinturas, estas no Rijiksmuseum – atualmente parcialmente fechado para reforma (que durará até 2019).

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

Amsterdam: Rijiksmuseum Facade

O Rijiksmuseum está apenas com a exibição de suas principais obras-primas (Masterpieces), entre elas o imenso (4 m x 3 m, uma parede inteira!) “Ronda Noturna” (Night Watch) de Rembrandt, que por si só já valeu a minha visita do ano passado. Clique aqui para ver uma imagem deste belo quadro.

O novissimo Hermitage, fruto de uma parceria cultural da Rússia com a Holanda, foi a maneira encontrada pelo museu russo de conseguir exibir itens de seu acervo que não são geralmente expostos por falta de espaço na já gigantesca sede de São Petesburgo. O edifício holandês, as margens de um canal, é claro, conta com um lindo jardim interno que pode ser visitado sem necessidade de ingresso, bem como um deck/pier no canal.

Amsterdam: Hermitage Museum

Jardins do Hermitage

A exposição atual de inauguração do museu é era sobre a cultura russa na época dos czares – “Na Corte Russa“, contada por meio de roupas e objetos. E um enorme fashion show! Uma das alas recria uma recepção “real”, com os trajes de gala dos personagens do mais alto escalao da sociedade, além do lindíssimo trono real – com cabeças de águia no lugar dos braços e patas de leão nos pés, inteiro dourado.

A outra ala recria um salão de baile, que ganha vida a cada meia hora, com os manequins “girando” sobre plataformas, música e filmes projetados nas paredes.

Outras exposições complementares mostram objetos da vida cotidiana no palácio: a caça, brinquedos, jogos, teatro, fumo, banquetes, vida íntima, joias e condecorações. Este museu, definitivamente, vale o ingresso.

 

Amsterdam: Tram @ Reguliersbreestraat

Tram @ Reguliersbreestraat

E circular pela cidade em seus agradáveis trams (bondes) – na minha opiniao a melhor maneira de se locomover – ficou mais fácil agora que os anúncios das paradas ganharam também uma versão em inglês após o difícil anúncio em holandês.

Amsterdam: Canal

Passeando pelos canais da cidade

Ainda não tive a oportunidade de passear de bicicleta pela cidade – esta sim a maneira mais típica e tradicional – mas vai ficar para a próxima visita. Aliás, é mais um motivo para voltar a Amsterdã!

Amsterdam: Bike Panning

Andar de bicicleta fica pra próxima!

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 02/08/2009:

Veja mais fotos de Amsterdam, no photo.jkscatena.com, clicando no mosaico abaixo:
Amsterdam Collage

Amsterdam @ photo.jkscatena.com

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07/10/2010

Passeios legais em Londres


Mais dicas de Londres (originalmente publicado em 2009, com comentários atualizados)

  • National Gallery: é um paraíso para quem admira pintura. Rembrandt (para suas pinturas, minhas favoritas, vá direto à sala 24), Van Gogh, Ticiano, Vermeer, enfim, todos os mestres e com entrada gratuita. Então você pode entrar, ver uma parte, talvez seus prediletos e sair. Voltar outro dia, das mais uma olhada e sair. Entrar novamente, pois teve uma dúvida ou ficou curioso sobre alguma coisa… e sair. Sem pagar nada. Importante: doações são encorajadas, até para manter a visitação do acervo de graça. E além do acervo, aqui algumas das exposições temporárias também não têm custo e vale a pena dar uma espiada no cinema que há na ala Sainsbury (prédio anexo), pois são apresentados filmes sobre os pintores – como um sobre o Caravaggio que assisti nesta semana. Além fato dela estar na Trafalgar Square… ficar observando o movimento, sentado nas escadas ou junto à Nelson’s Column já é um passeio!
London: National Gallery at Trafalgar Sq

National Gallery, que fica na Trafalgar Square, vista da base da Nelson's Column

  • Greenwich Park: um lindíssimo passeio! Se você tiver tempo e disposição, pegue a Jubilee Line até o Canary Wharf – um empreendimento moderno, com arranha céus, praças e fontes, na área das docas do sudeste da cidade – e vá caminhando, ao longo do Tâmisa, para os Island Gardens.
    London: Pedestrian Tunnel below the Thames River

    Eu, no túnel sob o rio

    Atravesse o rio andando (?!?) por um túnel para pedestres construído em 1902 para chegar a Greenwich, um lugar que é um descanso da loucura e agitação de Londres! No Old Royal Naval College, projetado pelo Sir Cristopher Wren, o mesmo da Catedral de Saint Paul, visite o Painted Hall (com suas “colunas falsas”, teto e paredes completamente decorados com pinturas) e a Capela, antes de rumar para o topo da colina onde está o famoso Royal Observatory – o marco zero de latitude da terra, o meridiano 0º. Dica importante: a última entrada no observatório é as 16h30 e a estação da Jubilee Line de “North Greenwich” atende à O2 Arena (antigo Millenium Dome), e é longe deste parque.

    London: Greenwich, Royal Naval College

    Parada para aproveitar o sol, no Old Royal Naval College

    Para o Greenwich Park, use o DLR, que tem a estação Island Gardens bem perto do túnel sob o rio – uma alternativa se não quiser/puder vir caminhando de Canary Wharf. Na volta, depois de visitar o observatório, aproveitar a incrível vista panorâmica da cidade, tirar fotos no marco do Meridiano 0 e fazer compras na lojinha de souvenires, desça a colina e passe pelo centrinho comercial de Greenwich antes de embarcar na estação Cutty Sark (o whisky? sim e não, um antigo navio que fica ancorado aqui, aberto a visitação, mas ainda fechado para reforma – veja a situação atual aqui) do DLR, em direção a Central London.

London: Canary Wharf

London: Canary Wharf

London: Painted Hall, Old Royal Naval College

Painted Hall do Old Royal Naval College

  • Barbican: um empreendimento imobiliário inspirado nos conceitos do arquiteto Le Corbusier, é outro lugar que merece ser visitado.
    London: Barbican fountain

    London: Barbican

    Um conjunto de torres residenciais, comerciais, centro de artes, escola (para meninas), lagos e praças, junto às antigas muralhas da City of London. Passear por suas passarelas (high walks), aproveitar o sol (quando tem!) nas praças e junto aos lagos é um passeio super agradável. O Museu de Londres, que conta a história da cidade, desde a pré-história, passando pela ocupação romana e a Londres medieval – além de uma exposição sobre o Grande Incêndio que destruiu a city em 1666, também gratuito, está bem perto deste complexo. O Barbican tem uma estação de metro própria, mas está muito perto da St. Paul, que também atende à catedral de mesmo nome.

    London: Barbican Estate

    Barbican

  • Tate Modern: para aproveitar melhor o passeio neste enorme museu de arte moderna, gratuito, exceto pelas exposições especiais, vale se programar para acompanhar uma das visitas guiadas (gratuitas também). Atualmente tem uma ao meio-dia e outras duas às 14h e 15h, cada um em uma ala específica da galeria.
    London: Tate Modern's terrace

    Terraço panoramico da Tate Modern e o painel com marcos arquitetô™nicos

    Aliás, para aproveitar mais mesmo, pegue o tube até St. Paul e venha descendo a rua até chegar na Millenium Bridge, que atravessando, dá direto na Tate Modern. No quinto andar, passe pela loja e o café e acesse o terraço panorâmico, que, além da vista, tem um painel que explica os destaques arquitetônicos visíveis daqui. Chega a ser uma brincadeira interessante tentar identificar cada prédio, fazendo a conexão com seu destaque no painel. Não perca a loja de arte do térreo! Além de pôsteres, cartões postais e livros de arte, pode-se encontrar uma enorme variedade de presentes e souvenires, todos ligados ao tipo de arte exposto por aqui.

  • Pub: essa é uma dica rápida. Ficamos (eu, meu irmão e uns amigos) querendo achar um “traditional british pub”, para tomar um pint (a medida de volume específica para a cerveja inglesa, de 473 ml) longe de turistas. Do nada, ao lado da Houses of Parliament, onde tem o Big Ben – aliás o Ben é só o sino, não o relógio nem a torre – achamos a St. Stephen Tavern – 10 Bridge Street (que só descobrimos o motivo do nome, mais tarde, em casa, olhando um mapa que compramos durante a tarde). Só a vista do relógio, pela janela, e o ambiente cheio de ingleses em seu happy hour já vale a visita. Tome aqui um pint rápido para recarregar as energias!
London: St Stephen's Tavern & Big Ben

St. Stephen Tavern

  • Stanfords (explore – discover – inspire): quer um guia de viagens, um mapa, ou qualquer outra coisa relacionada? Aqui você encontra. Esta loja, bem perto do Covent Garden Market (12 – 14 Long Acrewww.stanfords.co.uk) é repleta de guias de viagens, mapas e tudo mais a ver com o tema – globos, balões com o mapa mundi, mapas de parede, cortinas de banheiro estampadas com mapas, acessórios (canivetes, lanternas, roupas) e tudo o que você possa imaginar.
    Stanfords - The World's largest map and travel bookshop

    Stanfords: a loja de viagem mais legal da cidade

    São três andares repletos! Tem uma parede enorme só de guias de Londres, dos mais diversos, além do enorme mapa no chão, que faz a alegria das crianças (tá, eu também fiquei curtindo e procurando lugares). Adorei quando ouvi uma criança dizendo ao pai “Não temos nada como isso aqui lá em Iowa” – e em nenhum outro lugar que eu já tenha visitado.

Vou deixar para completar outros passeios especiais mais tarde, porque agora quero sair para aproveitar um pouco mais desta linda, apaixonante e fantástica cidade. Quando estive aqui pela primeira vez no ano passado eu já tinha me apaixonado. Voltar, explorar novos lugares e re-visitar outros “is quite lovely indeed”.

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 17/07/2009: http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/17/passeios-legais-em-londres/

16/06/2010

Paris oh là là! – Parte 1


Na primeira vez que estive em Paris o tempo não ajudou – “tentar se apaixonar por uma mulher aos prantos, com maquiagem borrada” – nem a falta de tempo livre – tinha cerca de 4 horas livres para passear. Deixei a cidade frustrado!

Le Seine

La Seine

Agora, em minha peregrinação européia de 2010 voltei a Paris e, desta vez, pude apreciar a cidade em belos dias de sol e calor, com bastante tempo livre para passear, conhecer os monumentos e museus, sentar em um café e curtir bastante.

Cheguei na cidade pela Gare du Nord, no Eurostar, vindo de Londres. Esta é uma dica importante para quem está viajando com bagagem pesada – pelo menos uns 40 kg em duas malas, uma delas bem grande: não se paga pela bagagem em trens! Como estou de mudança para a Itália, partindo de Londres, usar o trem foi a melhor pedida. E de Paris, embarquei num trem na Gare de Lyon para Milão.

Minhas dicas para Paris são:

  • Paris Metro

    Paris Metro

    Transporte: o metrô é uma boa pedida para cruzar a cidade em distâncias médias e longas, mas para distâncias curtas andar, curtindo a cidade e seus boulevares é o melhor a fazer. Compre um cartão Paris Visite em qualquer escritório de turismo ou em algumas das estações do metrô, com a duração de 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos. O cartão para as zonas 1 a 3 cobre toda a cidade e inclui ainda a área de La Défense e a basílica de Saint-Denis. Se você for chegar pelo aeroporto de Charles de Gaulle, o cartão das zonas 1-6 inclui também sua viagem para a cidade (que, separadamente do Visit Paris custa 8,50€ por trecho), além do castelo de Versailles, Disneyland Paris e alguns outros destinos. Parece um bilhete normal e deve ser usado como tal no metrô, nas linhas de trem RER dentro da zona de validade, nos ônibus e até no funicular de Montmatre. O cartão de 3 dias, para as zonas 1-3 me custou 20€. Só pra comparar, um carnet de 10 bilhetes custa 11€.

    Estação Cité

    Estação Cité

  • Metrô: o sistema é muito amplo e cobre praticamente toda a cidade. Mas é um tanto complicado de andar. Sempre achei interessante as diferentes maneiras de se “navegar” nos sistemas de diversas cidades, explico: em Nova York é sempre ‘Downtown’ ou ‘Uptown’, basicamente sul e norte, respectivamente; em Boston, você anda ou ‘Inbound’ (para o centro da cidade) ou ‘Outbound’; em Londres, na maioria das linhas, as direções são as da bússola – Central Line east ou west, Northern south or north etc. Mas em Paris é completamente diferente! Cada linha é numerada e colorida, o que parece bem fácil, mas você tem que descobrir a estação final e pegar o trem nesta direção. Ou seja, ao procurar seu destino no mapa, você tem ainda que seguir a linha até o final para descobrir a direção do seu trem. Por exemplo, pegar a linha 4, na Gare du Nord, direção “Porte d’Orléans”, para descer na estação Odeon. Ou a 1, na Concord, direção “Château de Vincennes”, para descer na estação Louvre-Rivoli (neste caso, definitivamente não faça isso, mas vá passeando pelos Jardins de Tuileries, que é bem mais legal). É um pouco complicado no começo e demora um pouco pra pegar o jeito. Ainda assim eu acabei pegando trens na direção errada! Última dica: você deve acionar uma alavanca ou apertar um botão para abrir a porta assim que o trem para na plataforma; faça isso logo que o trem estiver parando, pois eles ficam bem pouco tempo parados na estação.
Trocadéro & Eiffel Tower

Trocadéro & Eiffel Tower

  • Torre Eiffel: A maneira mais legal de chegar na torre é descendo na estação de Trocadéro do metrô. Você sai da estação, anda um pouco e dá de cara com a torre, linda, com Paris ao fundo, numa vista privilegiada do alto! É de cair o queixo. Tire umas fotos, desça andando até o Sena, atravesse a ponte e… entre na fila. Sim, é praticamente impossível escapar das filas… na verdade é definitivamente impossível.
    Trocadéro from Eiffel Tower

    Trocadéro from Eiffel Tower

    Mesmo para os ingressos comprados com antecedência, as filas são grandes para pegar os elevadores. Se você tem pique de subir escadas, a melhor pedida é procurar a fila do pilar Sul, através do qual você pode subir de escadas até o segundo nível, com uma fila bem menor que a dos elevadores, e de onde já se tem uma bela vista da cidade. Se tiver tempo de encarar uma outra fila, esta já no segundo nível, compre um bilhete neste andar para subir, agora só de elevador mesmo, até o topo da torre. Eu não tive tempo, e acabei curtindo somente o segundo andar mesmo, que já vale a pena! Neste nível, tire uns minutos para ver o filme no Cine Eiffel, uma montagem de fotos e cenas de filmes sobre esta bela obra de engenharia, que era para ser temporária – na Exposição Mundial de Paris -, recebeu inúmeras críticas quando estava sendo construída e acabou se tornando uma das principais atrações turísticas do mundo, recebendo mais de 7.000.000 de visitantes por ano.

    Musée du Louvre

    Musée du Louvre

  • Museu do Louvre: outro lugar onde é impossível escapar das filas. É lotado sempre! Diferente da maioria dos museus de Londres, aqui é possível tirar fotos, sem flash, o que eu adorei!
    Ne pas utiliser de Flash

    Ne pas utiliser de Flash

    O audio guia do museu é muito bom para ajudar a conhecer melhor as milhares de obras expostas, além de também explicar os movimentos artísticos e o contexto histórico . Se você pegou um, minha dica é seguir os tours.

    Louvre's Audioguide

    Louvre's Audioguide

    O de “Masterpieces”, ou obras primas, leva você, passo a passo, para conhecer as três obras principais do museu – a Vitória alada de Samotrácia, a Vênus de Milo e, é claro, a Mona Lisa; além de dar um panorama geral da história do museu.

    Venus de Milo

    Venus de Milo

    O guia é, literalmente passo a passo – ande até a escada, suba até o primeiro lance, vire a direita etc. Com música de fundo e explicações muitíssimo interessante das obras, salas e corredores do museu, é uma excelente opção para ter uma visão geral.

    Nem precisa falar que ver a Mona Lisa é uma luta… e, é verdade, ela é bem pequena. Depois que acabar este tour, você pode escolher um outro (são 3 ao todo) ou ir visitar seu artista preferido e sair andando, sendo maravilhado a cada sala, a cada passo.

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Os Rembrandts, por exemplo, estão na sala 32 da ala Richilieu.

    Vitória de Samotrácia

    Vitória de Samotrácia

    O ingresso vale para o dia inteiro – você pode entrar e sair a vontade, desde que esteja disposto a encarar a fila da inspeção de segurança a cada entrada. Comer nos restaurantes do museu não é muito mais caro (paguei cerca de 20€ por uma deliciosa lasagna e uma coca) e é bastante prático.

    The Mona Lisa

    La Gioconda

    E, é claro, conhecer a pirâmide de vidro de  I.M. Pei e as fontes que a contornam não custa nada e é uma delícia; venha andando pelos jardins de Tuileries, que é a maneira mais agradável de chegar no museu!

    Jardin des Tuileries

    Jardin des Tuileries

  • Georges Pompidou: o museu nacional de Arte Moderna.
    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    É um prédio que até causou impacto na sua inauguração, nos idos de 1977, já que é todo “modernoso”, com as tubulações e estruturas metálicas expostas, mas que hoje já nem causa tanta impressão assim. O que realmente impressiona é a vista da cidade que se tem do alto do edifício.

    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    E a melhor dica é essa: se você está cansado de museus, ou se Arte Moderna não é sua praia, vale a pena pagar 3€ para subir as escadas rolantes (externas ao prédio) até o topo para dar uma olhada na vista que se tem de lá. Entrando no museu, se pode visitar o acervo permanente – novamente fotos são permitidas, sem flash – e as exposições temporárias. Uma delas, Dreamlands (de 05/05 a 09/08), retrata o ambiente urbano sob pontos de vistas dos mais diversos. Uma discussão sobre a arquitetura de sensações, sonho e entretenimento que se espalhou pelo mundo no século XX. Cidades inventadas, paisagens adulteradas, o sonho EPCOT de Disney (que, depois de ser descartado, foi parcialmente transformado no parque da Flórida) e até o delírio urbano de Dubai.

    Não deixe de dar uma olhada nas fotos de Martin Parr, fotógrafo inglês que saiu por aí tirando todas aquelas fotos “cafonas” que se vendem nos pontos turísticos pelo mundo a fora. O acervo permanente do museu tem obras de Picasso, Brancusi (cujo ateliê também pode ser visitado no Centre Pompidou), Braque, Giacometti, Leger, Miró, Kandinsky etc. Não deixe de apreciar o contraste das obras com as vistas de Paris, já que as galerias tem enormes janelas de vidro e até mesmo terraços com esculturas.

Georges Pompidou

Georges Pompidou

Próximos posts: Sacre-Coeur, Notre Damme, Musée d’Orsay, sorveterias e restaurantes.

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

20/01/2010

História da Fotografia – 1839


A data oficial da invenção da fotografia é considerada 1839, ainda que, tecnicamente ela já existisse há algum tempo. Só que neste ano considera-se que ela tenha, realmente, alterado a experiência humana.

Boulevard du Temple, Daguerre

Boulevard du Temple, Daguerre (1839)

Em 1839, na França, Louis-Jacques-Mandé Daguerre apresentou o protótipo do que seria a primeira máquina fotográfica que, em questão de meses, já tinha se espalhado pelo mundo, democratizando o ato de se retratar.

Antes era necessário comissionar uma pintura, uma obra de arte, algo que estava ao alcance de poucos, devido a seu alto custo. É só lembrar que que durante a Idade Média apenas a rica Igreja possuía bens suficientes para produzir suas obras de finalidades catecistas – a religião era o único motivo artístico existente e isso durou séculos.

Muito antes, no Renascimento, iniciou-se a retomada da figura humana como motivo artístico, o Humanismo colocando o homem no centro das atenções. Pode-se também dizer que o surgimento da ciência e seus cientistas (e alquimistas) também começa a pavimentar a estrada que possibilitou a invenção da fotografia alguns séculos mais tarde. Ainda assim, numa Itália dominada pela forte mão da Igreja Católica, o tema central continuou sendo religioso por muito tempo, ainda que a representação do Homem tenha se tornado muito mais fiel e real, além dos primórdios do uso da Câmera Escura para o retrato fiel de paisagens.

The Arnolfini Portrait, Van Eyck, 1434

Casal Arnolfini, Van Eyck (1434)

Já no Renascimento Setentrional – países baixos – o protestantismo e a existência de ricos mercantilistas viabiliza o comissionamento de retratos pessoais destes poderosos homens e suas famílias.
Grandes representantes deste movimento são Rembrandt e Van Eyck, o segundo extrapolando qualquer barreira ao pintar o quadro “O Casal Arnolfini“, de 1434,  no qual insere, ao fundo da sala, um espelho que reflete toda a cena por trás, incluindo o próprio artista na obra, lembrando ao observador que tudo aquilo que está representado não passa de um simulacro da realidade.

The Maids of Honour, Velazquez (1656)

Las Meninas, Velazquez (1656)

Com conceitos semelhantes, a pintura espanhola da mesma época também é marcada por grande naturalismo, naturezas mortas e paisagens. Velazquez pode ser considerado um dos maiores representantes do Renascimento Setentrional na Espanha e seu quadro “As Meninas“, de 1656 novamente insere o artista na obra – neste ele se pinta no momento em que está realizando o retrato dos reis, estes colocados no lugar do observador.

No século XIX surge também o conceito de História, esta com H maiúsculo e os artistas da época passam a afirmar que “o presente é História”. Com isso aparece a necessidade de registro histórico, juntamente com a noção de Heroísmo, que veio do movimento artístico vigente, o Romantismo.

Voltando a 1839, os retratos das primeiras “máquinas fotográficas” dependiam de longa exposição – chegando a 12 minutos! – mas a evolução a partir daí foi muito rápida. No mesmo ano William H. F. Talbot anuncia seus experimentos do novo processo fotográfico positivo-negativo, com impressão em papel, constituindo, junto com a metodologia de Daguerre os princípios básicos da fotografia que ainda usamos hoje.

Texto criado a partir de anotações da primeira aula  e bibliografia sugerida do curso “Arte Como Fotografia”, ministrado por Denise Gadelha, em 19/01/2010.

Imagens provenientes da Wikipedia.

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