Posts tagged ‘Eurostar’

04/08/2010

Londres: fechando com chave de ouro a jornada ferroviária


Esta é minha terceira viagem a Londres, mas a primeira que chego (convenientemente, diga-se de passagem) de trem, diretamente na estação St. Pancras, renovada para ser a parada na capital inglesa do Eurostar.

Grupo RailEurope na estação londrina de St.Pancras

Grupo RailEurope na estação londrina de St.Pancras

E chegar nesta estação vitoriana, com sua bela cobertura metálica azul foi um fechamento com classe desta nossa jornada ferroviária pela Europa.

St. Pancras, a estação de Londres do Eurostar

St. Pancras, a estação de Londres do Eurostar

Achava que a viagem no Eurostar, de Bruxelas a Londres, por baixo do Canal da Mancha seria algo espetacular, mas não é nada mais do que um grande túnel, até um pouco sem graça, para falar a verdade. A maior diferença está no serviço de bordo, já que neste trecho é servida uma refeição, como aquelas que estamos acostumados nos nossos voos de maior distância. Nada de especial, mas diferente daquilo que estávamos nos acostumando nos diversos trechos que percorremos. Pra ser correto na manhã deste dia recebemos também uma breve refeição no trecho Paris – Bruxelas, com o Thalys.

Também para ser justo, fiquei um pouco desapontado com o percurso do Thalys, já que ao invés de usarmos o trem normal deste trecho – o único com Internet a bordo, diga-se de passagem – a composição foi substituída por um TGV, equivalente em conforto e velocidade, mas sem a cobertura de wi-fi móvel que seria o diferencial desta viagem.

Aliás, continuando com a série de justiça, Bruxelas foi realmente uma parada especial. Maria Corinaldesi, da RailEurope, fazia sempre questão de frisar que esta aparente loucura – acordar em Paris, almoçar em Bruxelas e dormir em Londres – tinha o propósito de mostrar que é possível conectar três grandes cidades européias em um único dia de trem. E foi muito mais que isso!

A bela praça principal de Bruxelas

A bela praça principal de Bruxelas

A capital belga surpreendeu positivamente a todos do grupo com seu charme – a praça principal da cidade é uma beleza -, com o humor do seu povo – a começar pelo nosso guia, mas completando o time com os dois profissionais do turismo belga que nos acompanharam (ambos casados com brasileiras e falando um português genuíno) -, e com o fantástico restaurante do chefe Bruneau – onde adicionamos mais duas estrelas Michelin ao nosso álbum de viagem.

Chefe (estrelado) Bruneau, que foi mestre do nosso brasileiro Alex Atala

Chefe (estrelado) Bruneau, que foi mestre do nosso brasileiro Alex Atala

Manneken Pis é um monumento ideal da cidade que se gaba de ter as melhores cervejas da Europa

Manneken Pis é um monumento ideal da cidade que se gaba de ter as melhores cervejas da Europa

E as breves viagens de trem – menos de duas horas em cada trecho, Paris – Bruxelas e Bruxelas – Londres, não foram nada cansativas e provaram que é realmente muito simples conectar três grandes cidades européias de trem em um único dia. Tenho certeza que fazer a mesma proposta de conexão voando seria muitíssimo mais cansativo.

Para encerrar nossa viagem passamos a noite hospedados em Gloucester Park, uma alternativa muito interessante para hóspedes “long stay” em Londres, já que só aceitam permanências acima de 90 dias. É como ter seu próprio apartamento na cidade, completamente mobiliado e equipado e em localizações verdadeiramente diferenciadas, mas com serviço de hotel, como arrumadeira, lavanderia, academia, recepção/portaria etc..

Uma casa, completamente mobiliada em Londres

Uma casa, completamente mobiliada em Londres

E o apartamento ainda tem uma belíssima vista!

E o apartamento ainda tem uma belíssima vista!

O que ficamos é perto do Hyde Park, mas o Cheval Residences tem empreendimentos semelhantes em outras áreas valorizadas da cidade.

Londres - Tamisa

“Good day, sunshine!”, dos Beatles, na London Eye

“Good day, sunshine!”, dos Beatles, na London Eye

O dia seguinte começou com um passeio na London Eye; demos muita sorte com o céu lindamente azul, foi seguido de um almoço na Regent Street Food Quarter, na Heddon Street – no primeiro restaurante a quilo de Londres, o charmoso e trendy Tibit e terminou com um shopping tour na Regent Street, a primeira rua projetada para ser um centro de compras na cidade, e na Carnaby Street, o centro de compras mais cool de Londres.

Regent Street Food Quarter, uma “praça de alimentação” chiquérrima, uma ótima dica!

Regent Street Food Quarter, uma “praça de alimentação” chiquérrima, uma ótima dica!

Alguns dos companheiros de viagem retornaram ao Brasil, na business class da TAM, no final do dia, mas outros, como eu, aproveitaram para estender a estadia na Europa. Agora estou na Italia, em uma parada pessoal na busca de documentos de meus ancestrais. Depois parto para a Espanha onde vou receber meu prêmio da Comissão Européia de Turismo pelos meus blog posts neste Blog PANROTAS em Viagem – como vocês leitores já devem estar sabendo.

Aliás, encerro mais esta série com um agradecimento a equipe do PANROTAS pela oportunidade de escrever neste nobre espaço e a todos vocês leitores que me acompanharam nestas minhas jornadas durante este ano.

Um grande abraço e até as próximas viagens.

Um grande abraço e até as próximas viagens.

Originalmente publicado no Blog PANROTAS em Viagem em 30/10/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/10/30/londres-fechando-com-chave-de-ouro-a-jornada-ferroviaria/

Atualizado em 19/04/12.

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16/06/2010

Paris oh là là! – Parte 1


Na primeira vez que estive em Paris o tempo não ajudou – “tentar se apaixonar por uma mulher aos prantos, com maquiagem borrada” – nem a falta de tempo livre – tinha cerca de 4 horas livres para passear. Deixei a cidade frustrado!

Le Seine

La Seine

Agora, em minha peregrinação européia de 2010 voltei a Paris e, desta vez, pude apreciar a cidade em belos dias de sol e calor, com bastante tempo livre para passear, conhecer os monumentos e museus, sentar em um café e curtir bastante.

Cheguei na cidade pela Gare du Nord, no Eurostar, vindo de Londres. Esta é uma dica importante para quem está viajando com bagagem pesada – pelo menos uns 40 kg em duas malas, uma delas bem grande: não se paga pela bagagem em trens! Como estou de mudança para a Itália, partindo de Londres, usar o trem foi a melhor pedida. E de Paris, embarquei num trem na Gare de Lyon para Milão.

Minhas dicas para Paris são:

  • Paris Metro

    Paris Metro

    Transporte: o metrô é uma boa pedida para cruzar a cidade em distâncias médias e longas, mas para distâncias curtas andar, curtindo a cidade e seus boulevares é o melhor a fazer. Compre um cartão Paris Visite em qualquer escritório de turismo ou em algumas das estações do metrô, com a duração de 1, 2, 3 ou 5 dias consecutivos. O cartão para as zonas 1 a 3 cobre toda a cidade e inclui ainda a área de La Défense e a basílica de Saint-Denis. Se você for chegar pelo aeroporto de Charles de Gaulle, o cartão das zonas 1-6 inclui também sua viagem para a cidade (que, separadamente do Visit Paris custa 8,50€ por trecho), além do castelo de Versailles, Disneyland Paris e alguns outros destinos. Parece um bilhete normal e deve ser usado como tal no metrô, nas linhas de trem RER dentro da zona de validade, nos ônibus e até no funicular de Montmatre. O cartão de 3 dias, para as zonas 1-3 me custou 20€. Só pra comparar, um carnet de 10 bilhetes custa 11€.

    Estação Cité

    Estação Cité

  • Metrô: o sistema é muito amplo e cobre praticamente toda a cidade. Mas é um tanto complicado de andar. Sempre achei interessante as diferentes maneiras de se “navegar” nos sistemas de diversas cidades, explico: em Nova York é sempre ‘Downtown’ ou ‘Uptown’, basicamente sul e norte, respectivamente; em Boston, você anda ou ‘Inbound’ (para o centro da cidade) ou ‘Outbound’; em Londres, na maioria das linhas, as direções são as da bússola – Central Line east ou west, Northern south or north etc. Mas em Paris é completamente diferente! Cada linha é numerada e colorida, o que parece bem fácil, mas você tem que descobrir a estação final e pegar o trem nesta direção. Ou seja, ao procurar seu destino no mapa, você tem ainda que seguir a linha até o final para descobrir a direção do seu trem. Por exemplo, pegar a linha 4, na Gare du Nord, direção “Porte d’Orléans”, para descer na estação Odeon. Ou a 1, na Concord, direção “Château de Vincennes”, para descer na estação Louvre-Rivoli (neste caso, definitivamente não faça isso, mas vá passeando pelos Jardins de Tuileries, que é bem mais legal). É um pouco complicado no começo e demora um pouco pra pegar o jeito. Ainda assim eu acabei pegando trens na direção errada! Última dica: você deve acionar uma alavanca ou apertar um botão para abrir a porta assim que o trem para na plataforma; faça isso logo que o trem estiver parando, pois eles ficam bem pouco tempo parados na estação.
Trocadéro & Eiffel Tower

Trocadéro & Eiffel Tower

  • Torre Eiffel: A maneira mais legal de chegar na torre é descendo na estação de Trocadéro do metrô. Você sai da estação, anda um pouco e dá de cara com a torre, linda, com Paris ao fundo, numa vista privilegiada do alto! É de cair o queixo. Tire umas fotos, desça andando até o Sena, atravesse a ponte e… entre na fila. Sim, é praticamente impossível escapar das filas… na verdade é definitivamente impossível.
    Trocadéro from Eiffel Tower

    Trocadéro from Eiffel Tower

    Mesmo para os ingressos comprados com antecedência, as filas são grandes para pegar os elevadores. Se você tem pique de subir escadas, a melhor pedida é procurar a fila do pilar Sul, através do qual você pode subir de escadas até o segundo nível, com uma fila bem menor que a dos elevadores, e de onde já se tem uma bela vista da cidade. Se tiver tempo de encarar uma outra fila, esta já no segundo nível, compre um bilhete neste andar para subir, agora só de elevador mesmo, até o topo da torre. Eu não tive tempo, e acabei curtindo somente o segundo andar mesmo, que já vale a pena! Neste nível, tire uns minutos para ver o filme no Cine Eiffel, uma montagem de fotos e cenas de filmes sobre esta bela obra de engenharia, que era para ser temporária – na Exposição Mundial de Paris -, recebeu inúmeras críticas quando estava sendo construída e acabou se tornando uma das principais atrações turísticas do mundo, recebendo mais de 7.000.000 de visitantes por ano.

    Musée du Louvre

    Musée du Louvre

  • Museu do Louvre: outro lugar onde é impossível escapar das filas. É lotado sempre! Diferente da maioria dos museus de Londres, aqui é possível tirar fotos, sem flash, o que eu adorei!
    Ne pas utiliser de Flash

    Ne pas utiliser de Flash

    O audio guia do museu é muito bom para ajudar a conhecer melhor as milhares de obras expostas, além de também explicar os movimentos artísticos e o contexto histórico . Se você pegou um, minha dica é seguir os tours.

    Louvre's Audioguide

    Louvre's Audioguide

    O de “Masterpieces”, ou obras primas, leva você, passo a passo, para conhecer as três obras principais do museu – a Vitória alada de Samotrácia, a Vênus de Milo e, é claro, a Mona Lisa; além de dar um panorama geral da história do museu.

    Venus de Milo

    Venus de Milo

    O guia é, literalmente passo a passo – ande até a escada, suba até o primeiro lance, vire a direita etc. Com música de fundo e explicações muitíssimo interessante das obras, salas e corredores do museu, é uma excelente opção para ter uma visão geral.

    Nem precisa falar que ver a Mona Lisa é uma luta… e, é verdade, ela é bem pequena. Depois que acabar este tour, você pode escolher um outro (são 3 ao todo) ou ir visitar seu artista preferido e sair andando, sendo maravilhado a cada sala, a cada passo.

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Sente (Louvre) - Rembrandt

    Os Rembrandts, por exemplo, estão na sala 32 da ala Richilieu.

    Vitória de Samotrácia

    Vitória de Samotrácia

    O ingresso vale para o dia inteiro – você pode entrar e sair a vontade, desde que esteja disposto a encarar a fila da inspeção de segurança a cada entrada. Comer nos restaurantes do museu não é muito mais caro (paguei cerca de 20€ por uma deliciosa lasagna e uma coca) e é bastante prático.

    The Mona Lisa

    La Gioconda

    E, é claro, conhecer a pirâmide de vidro de  I.M. Pei e as fontes que a contornam não custa nada e é uma delícia; venha andando pelos jardins de Tuileries, que é a maneira mais agradável de chegar no museu!

    Jardin des Tuileries

    Jardin des Tuileries

  • Georges Pompidou: o museu nacional de Arte Moderna.
    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    É um prédio que até causou impacto na sua inauguração, nos idos de 1977, já que é todo “modernoso”, com as tubulações e estruturas metálicas expostas, mas que hoje já nem causa tanta impressão assim. O que realmente impressiona é a vista da cidade que se tem do alto do edifício.

    Georges Pompidou

    Georges Pompidou

    E a melhor dica é essa: se você está cansado de museus, ou se Arte Moderna não é sua praia, vale a pena pagar 3€ para subir as escadas rolantes (externas ao prédio) até o topo para dar uma olhada na vista que se tem de lá. Entrando no museu, se pode visitar o acervo permanente – novamente fotos são permitidas, sem flash – e as exposições temporárias. Uma delas, Dreamlands (de 05/05 a 09/08), retrata o ambiente urbano sob pontos de vistas dos mais diversos. Uma discussão sobre a arquitetura de sensações, sonho e entretenimento que se espalhou pelo mundo no século XX. Cidades inventadas, paisagens adulteradas, o sonho EPCOT de Disney (que, depois de ser descartado, foi parcialmente transformado no parque da Flórida) e até o delírio urbano de Dubai.

    Não deixe de dar uma olhada nas fotos de Martin Parr, fotógrafo inglês que saiu por aí tirando todas aquelas fotos “cafonas” que se vendem nos pontos turísticos pelo mundo a fora. O acervo permanente do museu tem obras de Picasso, Brancusi (cujo ateliê também pode ser visitado no Centre Pompidou), Braque, Giacometti, Leger, Miró, Kandinsky etc. Não deixe de apreciar o contraste das obras com as vistas de Paris, já que as galerias tem enormes janelas de vidro e até mesmo terraços com esculturas.

Georges Pompidou

Georges Pompidou

Próximos posts: Sacre-Coeur, Notre Damme, Musée d’Orsay, sorveterias e restaurantes.

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

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