Por que a a gente viaja? Por que tão longe? Aonde quero chegar?

Essa frase é do Zeca Camargo no seu mais recente livro – Isso aqui é seu – e, ok, Praga nem é tão longe assim, mas o Aonde quero Chegar?, essa é uma questão quase existencial, que nenhuma viagem sozinho vai responder, além da nossa Grande Viagem como seres humanos.
Sexta-feira, 3 de julho. São 8h10 em Lisboa e estou aguardando meu voo para Praga, com U2 no meu iPod “One Life, but we are not the same…”.
Lição 1: um upgrade é sempre bem vindo, especialmente em viagens transatlânticas como essa, GRU-LIS.
Recordação 1: A classe executiva da Tap é realmente fantástica. Excelente culinária e vinhos. Atendimento de primeira. E que conforto!
Lição 2: quanto mais carimbos no passaporte, mais fácil passar pela Imigração. E não precisei do dossiê que tinha preparado – nem tive que explicar que estou num momento entre empregos…
Lição 3: essa ainda de São Paulo – mesmo os mais descolados em viagens comentem erros. Sorte que o meu não deu problemas… Mas fiquei um tempão na fila de embarque do T1 de GRU… só que meu voo saía do T2. A lição é: por mais escolado, atenção é primordial.
Constatação 1: Brasileiros estão por toda a parte. Nesta espera descobri um, sentado atrás de mim, tentando explicar para um grupo de portugueses o que significa “arre égua”. Acabei rindo e me entregando como outro brazuca.
Naus modernas, meu A320 se chama Florbela Española. O voo passou por toda a Espanha e, já sobre terras de França um fato inusitado: entre programas em stop motion sobre ovelhas e filmes da época do cinema mudo, uma propaganda do turismo do Brasil (Brasil, Sensacional!) na programação de bordo.
Chego em Praga direto para meu Best Western e fui comprar meu bilhete de trem da próxima escala, Berlim, na segunda-feira.
A GrandiStazioni de Praga, acessível diretamente pelo Metro C, Hlavni nadrazi (estou escrevendo com o ”nosso” alfabeto, porque as letras checas acabam saindo distorcidas… mas é um alfabeto bem esquisito!), abriu em 24 de junho uma nova área para venda de bilhetes, com funcionários habilitados para auxiliar no planejamento de qualquer viagem.

Praga-PANROTAS-EstaçãoTrem

Novo centro de venda de bilhetes de trem

Aqui em Praga se compra um bilhete “aberto” e também a reserva, em compras separadas – mas que se pode pagar junto, é claro. Não se preocupe em comprar antecipadamente pela internet, pois será com certeza mais caro do que comprar na estação. A não ser que você queira garantir um horário específico e queira já sair com o bilhete na mão – paga-se mais pela comodidade. Ponto de atenção: apesar de todas as vendas serem feitas no novo centro de passagens da estação principal, existem quatro estações em Praga. Pergunte ao atendente de onde sai seu trem para não ter surpresas na hora de embarcar.

Todos os bilhetes podem ser pagos em Coroas Checas (Kc), Euros (a Republica Checa ainda não esta na Eurozona, mas a moeda é aceita em quase todos os lugares) e cartões de credito e debito.
Amanha (sábado, 4) vou realmente fazer turismo e tentar descobrir um pouco mais de Praga, uma cidade que já foi mais importante que Londres e Paris e que hoje atrai milhares de turistas, principalmente no verão.

Praga-PANROTAS-EstaçãoTrem2

Estação Central de Praga

Jaime K. Scatena
Engenheiro, fotógrafo, especial para o Blog PANROTAS Em Viagem

Originalmente publicado no Blog Panrotas em Viagem, em 04/07/2009:

http://blog.panrotas.com.br/panrotasemviagem/index.php/2009/07/04/por-que-a-a-gente-viaja-porque-tao-longe-aonde-quero-chegar/

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