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30/06/2010

Paris oh là là! – Parte 2


Mais algumas Dicas de Viagem de Paris, na França.
  • Montmratre / Sacré-Coeur: Paris é, em geral, bastante plana – o Arco do Triunfo está no alto dos Champs Elisés, mas a cidade não tem grandes colinas, como Roma ou Lisboa… Só Montmartre mesmo, com a basílica de Sacré-Coeur no alto, que pode ser vista de diversos pontos da cidade. A melhor maneira de chegar lá é pela estação Anvers, da linha 2. Saindo da estação, atravesse o Boulevard de Rochechouart, subindo a base da colina. No meio da subida já dá pra ver a bela basílica ao fundo, entre os prédios.
    Paris, Sacré-Coeur

    Paris, Sacré-Coeur

    Esta primeira vista é realmente marcante! Se você tiver muitos pecados a pagar é só encarar as escadarias e se os pecados forem realmente sujos, vá de joelhos. Mas se você, mesmo com os pecados e mesmo todos mais sujos, tiver seu cartão Paris Visite, gire à esquerda e use o Funiculaire de Montmatre…

    Paris-Sacré-Coeur-Eiffel

    Paris, Eiffel

    O bairro de Montmatre é muito artístico e vale a pena dar uma volta pelas pequenas ruas ao redor da basílica. Para os que gostam de estar nas alturas, a subida à cúpula de Sacré-Coeur é obrigatória, custa 5€ e inclui a visita à cripta sob a basílica. A subida é puxada e começa com uma escadaria fechada, até que se chega no telhado, onde há um trecho aberto para depois se chegar na cúpula, subir mais alguns lances e ser presenteado com a vista lá de cima, que é realmente magnífica!

    Paris-Sacré-Coeur

    Anjo, Sacré-Coeur

    Eu subi perto das 17h30… chegando no telhado os sinos da basílica começaram a tocar, convocando os fiéis para a missa das 18h00…os sinos, ouvidos de perto, com Paris a meus pés, num lindo dia de sol… foi realmente mágico. O interior da basílica, de entrada gratuita, não pode ser fotografado, mas é belíssimo e vale a visita mesmo para os não católicos. Na volta, como a linha 2 circunda a cidade, sem ir na direção do rio, talvez valha a pena descer na direção da estação Barbès-Rochechouart, da linha 4.

  • Notre Dame: A mais tradicional catedral da cidade e a mais impressionante obra gótica religiosa também, a construção fica na Ile de la Cité e a estação mais perto é a de trens (RER, linha B) St Michel, ou a do metró Cité (linha 4). Para visitar a catedral a entrada é gratuíta e para subir nas suas torres (o que eu não fiz) custa 8€. É claro que, como a maioria das atrações de Paris, as filas são gigantescas e não existe visita calma, já que o lugar fica lotado de turistas.

    Notre Dame

    Os enormes vitrais são magníficos – aqui sim, se pode tirar fotos – e o melhor horário para aprecia-los é no final do dia, com o sol batendo diretamente no da direita (pra quem olha o altar de frente). Não deixe de visitar as capelas, também aquelas na parte de trás do altar e tome cuidado, pois esta área fecha perto das 18h00 – eu fiquei maravilhado tirando fotos do vitral e acabei não visitando! Por outro lado, pude ver um pedaço da missa das 18h00, com uma homenagem aos veteranos da guerra e trechos cantados. Muito lindo! Saindo da igreja, passeie pela margem do Sena pela Place Jean XXIII, que tem áreas para crianças, uma bela fonte e até um coreto, onde às vezes artistas locais se apresentam.

    Missa na Catedral

  • Margens do Sena: bem diferente do Tâmisa, em Londres, às margens do Sena são praticamente todas acessíveis e se pode chegar bem perto do rio.

    Margens do Sena

    A explicação desta diferença de uso é que o Tâmisa tem maré: Londres não está muito longe do mar, mas o terreno é muito plano, então as marés oceânicas entram no estuário do rio e seu nível pode variar vários metros num mesmo dia, o que também é muito interessante, diga-se de passagem. O Sena, sendo estável (claro que em épocas de chuvas deve haver variações, mas não como o Tâmisa), permite este uso das margens como parques, todos muitíssimo agradáveis e repletos de locais (e turistas).

    Sena e Notre Dame

    Saindo da Notre Dame, atravesse a Pont de l’Archevéché e desça para a Quai de la Tournelle. Este breve passeio pelas margens, chegando na Pont de Sully é realmente agradável e, em alguns minutos, já se chega ao Instituto do Mundo Árabe, mais uma das belas de arquitetura moderna da capital francesa. Sua fachada, com uma estrutura metálica que lembra, ao mesmo tempo, os arabescos árabes e diafragmas de câmeras fotográficas, é um marco da arquitetura de Jean Nouvel, arquiteto francês que depois deste prédio ficou famoso. Voltando à Pont de Sully, ande até a Ile de St Louis.

    Instituto do Mundo Árabe

  • Ile de St Louis e o delicioso sorvete de Berthillon: esta pequena ilha é muito agradável. E, na rua principal da ilha, Rue St Luis en l’Ile, no número 29-31, tem a famosa sorveteria Berthillon. Na verdade aqui fica a sede principal, mas diversos pontos nesta mesma rua vendem os deliciosos sorvetes e as filas na rua são o sinal de que o sorvete é realmente muito bom, o que estou plenamente de acordo. Nota do tradutor: em francês, não se diz ‘sabores’ de sorvete, mas ‘parfum’… muito peculiar e francês, não acham?

    Sorvetes Berthillon, os melhores!

Próxima parada: Musée D’Orsay, La Défense, uma visita mórbida e boas dicas de restaurantes.

Para ver mais fotos de Paris, visite meu website fotográfico, em Paris << ©JKScatena Photography, ou clique no mosaico abaixo:

Paris: Mosaic

Paris << ©JKScatena Photography

 

 

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