Petrichor

Estou sentando na minha mesa, com a janela ao lado aberta.

Chove, mas o sol ainda pode ser visto ao longe.

Adoro o cheiro da chuva, ou o “Petrichor: the scent of rain on dry earth”, como um amigo meu me ensinou. O sol entra pela janela, junto com com o cheiro da chuva.

Ouço as gotas batendo nas árvores… nas do meu jardim e naquelas do bosque vizinho.

Petrichor

O sol que entra pela janela e toca minha pele com sutileza.

Sentir o sol na pele, junto com o som e o cheiro da chuva é algo que não tem preço.

Tente procurar o arco-íris, afinal de contas chuva e sol não é só casamento de espanhol (ou de viúva, quando acontece em ordem inversa), é também o requisito básico para a formação do arcobaleno, como se diz em italiano, mas não o achei ainda… Talvez seja uma busca sem fim, tentar achar o fim do arco-íris, como se fosse a busca do significado da vida ou a busca da felicidade plena.

Ouço trovões, também ao longe. Adoro este som.

A chuva  já está dando trégua… veio somente para trazer o Petrichor…

No final, não é que o arcobaleno deu as caras…

Arcobaleno

Quem dera achar a felicidade plena fosse tão fácil quanto caçar arcos-íris.

O pôr-do-sol ainda está por vir.

Petrichor: the scent of rain on dry earth

Atibaia (or, Gilded Cage), 1/2/12

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