
(Not) Really There, SubInversion
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Arte | Fotografia | Viagens | Pensamentos | Curiosidades | JKScatena©
Premio Brasil de Fotografia é o novo nome do ‘Prêmio Porto Seguro’, uma das mais importantes premiações em fotografia do Brasil e, certamente, das poucas com continuidade, afinal de contas, o prêmio completa uma década de existência neste ano, em uma edição tem como principal objetivo privilegiar este momento de extrema criatividade e renovação que a fotografia passou a representar.
Segundo Eder Chiodetto, curador do prêmio desde muito tempo e parte da Comissão de Premiação (que conta ainda com o artista visual Cildo Oliveira, as professoras Fabiana Bruno e Geórgia Quintas e Simonetta Persichetti, crítica e professora), o desafio do Prêmio nesta edição era diferenciar os fotógrafos ‘sérios’, que pensam e fazem a fotografia contemporânea, daqueles que só usam a fotografia como um hobby, abusando da tecnologia para tirar fotos, ainda que boas, mas sem um pensamento conceitual, estético e crítico.
Montei esta apresentação para o pessoal da Semana de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp do ano passado, a convite do CACAU, o Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo.
A experiência, como um todo, foi muito proveitosa tanto para os alunos que participaram quanto para mim. Saiu até uma exposição durante as atividades de integração dos calouros deste ano.
O tema da oficina era “Fotografia, Arte e Arquitetura” e eu me baseei num curso que fiz, com o mesmo tema, na escola Central Saint Martins, de Londres, em 2010. A proposta é olhar para os edifícios, para os elementos arquitetônicos, e extrair arte deles, ou melhor, registra-los de uma maneira artística.
Como queria que o pessoal tivesse um referencial visual, um repertório imagético do qual pudessem partir, fiz algumas apresentações repletas de obras de arte e de fotografias. Uma é a Retrospectiva Visual da História da Arte – A Arquitetura na Arte, do Renascimento ao Contemporâneo. Outra é esta abaixo, uma Retrospectiva Visual da História Fotografia.
Clique na imagem ou no link abaixo e viaje nas imagens.
Acho legal pensar que a primeira fotografia, o Boulevard du Temple do Daguerre (quer saber mais, veja aqui – História da Fotografia – 1839), é uma fotografia urbana, com muitos elementos arquitetônicos (e pouquíssimos humanos! dois, pra ser mais exato… visíveis).
É importante ser contemporâneo, pelo menos de si próprio. Paulo Bruscky
via Sejamos contemporâneos « Multigraphias.
GIF produzido com screenshots do curta metragem “As Aventuras De Paulo Bruscky”, de Gabriel Mascaro
Ok, I have to admit I became a GIF man… No! I’m not into any kind of physical transformation, but I’m in love with GIF’s and the possibilities of image creation derived from this rather simple file format, created back on the pre-history of the Internet.
For me it was, at the beginning, a way to put TIME into photography.
Eu quero ser exatamente aquilo que serei, sem tirar nem pôr.
Criarei tudo o que minha arte mandar sem questionar porquês.
Meu tipo será aquele que será copiado e plagiado por gerações vindouras… sem ser levado a sério.
Sério! Sério, nada!, rio agora e sempre.
Meu tempo será o hoje, o amanhã e o eterno. Virá do passado, será o futuro. Deixará os presentes.
Serei tão somente aquilo que respirarei, comerei e vomitarei: tudo aquilo que verei, ouvirei e sentirei.
Rei.
Aprendo com outros e da água-sangue deles bebo minha ins-piração,
Enquanto do meu sangue-rio bebem eles também.
Em quanto, rio, choro. Sem prender lágrima alguma tiro os nós de minha garganta-voz. Vossa, voz.
Plagiarei, eu também. Sem pudor.
Plagiarei o m’Eu também com orgulho e vergonha.
Usarei. Rei. Copiarei. Rei.
Significarei. Rei.
Signo. Rei.
E isso será minha Arte. Só isso… Só.
O Pecado será pago com minha solidão no meio de Todos.
Serei (só) des-Pudorado, (com) des-Mascarado, (todos) des-Respeitado e des-Mistificado.
Serei Mito. E isso agora está escrito.
After Shirin Neshat’s Guardians of Revolution (1994)
via O que devemos lembrar ? O que devemos esquecer? « Multigraphias.

Não quero esquecer (II), after Shirin Neshat
focus (plural foci)
(countable, optics) a point at which reflected or refracted rays of light converge.
(uncountable, photography, cinematography) The fact of the convergence of light on the photographic medium.
(uncountable) concentration of attention.
(linguistics) The most important word or phrase in a sentence or passage, or the one that imparts information
As robots begin to inhabit the world alongside us, how do they see and gather meaning from our streets, cities, media and from us? The robot-readable world is one of the themes that the studio has been preoccupied by recently
Timo Arnall
Já escrevi sobre o pessoal do Berg|London mais de uma vez aqui no Blog pois seguir o blog deles é ter surpresas constantes com o avanço da tecnologia, mas com uma abordagem extra na usabilidade e interação humana.
Este artigo do Timo, CEO deste laboratório de design de Londres, contém um vídeo que é pura beleza e poesia, que mostra a maneira ainda pré-histórica com a qual os robôs leem nosso mundo. A tipologia das imagens já nos é natural e, para alguns, a maneira de rastreamento visual que os leitores automáticos aplicam pode até parecer lógica.
O que me desconcertou um pouco é a constatação de que podemos estar realmente caminhando para um mundo futurista de convivência intensa com seres mecânicos, construídos por nós para fins diversos. #RiseOfTheMachine feelings.
De qualquer maneira, o vídeo acima é poético na mistura das imagens tecnológicas com uma trilha sonora instrumental. Como disse, pura arte!
For a long time I have been struck by just how beautiful the visual expressions of machine vision can be. In many research papers and experiments (…) there are moments with extraordinary visual qualities, probably quite separate from and unintended by the original research. Something about the crackly, jittery but yet often organic, insect-like or human quality of a robot’s interpetation of the world. It often looks unstable and unsure, and occasionally mechanically certain and accurate.
Guerra de Torcida I, II, III | Padre Miguel | Jaime Scatena
via Guerra Do Saquinho ☛ the war of carry bag ✖ « Multigraphias.
Pessoal, aqui no blog da Mostra SP de Fotografia o Fernando Costa, organizador deste fantástico evento, narra como foi o dia da abertura. Mostra até uma imagem da minha exposição lá no Che Barbaro, que ficou, desculpe o clichê, bárbara!
Tenho que agradecer publicamente ao Fernando pela incrível oportunidade de expor meu trabalho “ao lado” de feras como o Walter Firmo e o Otto Stupakoff só pra citar dois dos papas da fotografia que fazem parte desta Mostra. Até porque, se eu for citar todos os participantes, a lista vai ficar enorme.
Mas vou fazer algo diferente… estou preparando um trabalhinho surpresa sobre a mostra… aguardem!
Reta final! Na quarta, 25/01, será aberta a 3ª Mostra São Paulo de Fotografia, lá na Vila Madalena.
Vejam aqui um teaser com algumas das mais de 1700 fotos da mostra:
A Mostra se firma como um dos maiores eventos de fotografia da capital paulista. O tamanho que ela está galgando não reflete num mega-hiper-compexo negócio. Pelo contrário. A Mostra tem um clima muito leve e um espírito muito da paz e da confraternização em torno da fotografia. No fundo, é a “cara” do cara que pilota tudo: Fernando Costa Netto.
O projeto Cidades In(di)visíveis, do Multigraphias, está se tornando permanente.
Nós do projeto achamos que coletar céus – as Paisagens Indivisíveis das Cidades – é algo extremamente poético, um exercício artístico para quem grava e um acervo sutil e muito simbólico para nossos projetos.
O primeiro filme do projeto será editado neste ano, mas entendemos que há muito potencial ainda a ser explorado.

Cidade In(di)visível 4: Av. Paulista
Eu passei quase 2 meses pensando em céus, buscando imagens e sons interessantes. Fiz 10 vídeos para o projeto (vejam aqui, no meu canal do Youtube).