O site de Arte Contemporânea Supergiba deu hoje uma nota sobre a exposição que o coletivo artístico Multigraphias vai apresentar durante os próximos dois meses em estações do Metrô de São Paulo – Artur Alvim (10/12 a 31/12) e Paraíso (10/01 a 31/01).
Seremos em 12 artistas, cada um com uma foto retratando o Feminino nas diversas cidades do mundo onde habitamos.
Esta é a minha foto: Faces, tirada em Londres no ano de 2010
Tendo como subtítulo “Fotografia é uma opinião”, e inspirada no debate de Susan Sontag em Questão de ênfase, a coletiva que o metrô de São Paulo acolhe entre dezembro e janeiro próximos, nas estações Artur Alvim e Paraíso, reúne 12 artistas em torno da presença do feminino. As imagens são provenientes de cidades tão díspares como Anápolis, Londres, Londrina, Berlim, Olinda, São Paulo, Tijuana (México), Porto Alegre e Poços de Caldas.
O que une os artistas – Elza Cohen (acima), Ísis Fernandes, Jean Sartief, Luciana Franzolin, Joelson Bugila, Jaime Scatena (abaixo), Margareth Miola, Patrícia Francisco, Rei de Souza, Viviane Gueller, Tiago Spina, Ygor Raduy, TabeaHuth e a própria curadora Gabriela Canale – é, além da participação no projeto Multigraphias, o interesse em contrastar opiniões através da fotografia.
Estou participando desta fantástica mostra fotográfica que ocupará completamente a Vila Madalena já pela 3ª vez. Só tem fera no time de fotógrafos que vai expor por lá e eu terei a chance de expor um trabalho que fiz neste ano, com fotos do Jockey Clube de São Paulo.
A mostra será aberta no dia 25/01/12 – aniversário da Cidade de São Paulo – e ocupará diversos lugares deste que é um dos bairros mais boêmios da cidade. São bares, restaurantes, galerias, lojas e até lajes.
Cada um dos fotógrafos convidados irá apresentar um conjunto de imagens inéditas ou não, mas que enfoque obrigatoriamente alguma face de São Paulo em qualquer tempo em qualquer formato. A curadoria desta terceira edição está sendo feita pelo professor Armando Prado, Alexandre Belém, Mônica Maia e Fernando Costa Netto, que também organiza o evento.
Foto minha que estará na 3ª Mostra São Paulo de Fotografia
E esta é a notícia que saiu ontem (presente de aniversário!!) no Olhave, um dos principais blogs de fotografia do país:
A 3ª Mostra São Paulo de Fotografia acontecerá entre 25 de janeiro e 19 de fevereiro de 2012 na Vila Madalena.
Com o sucesso da Mostra deste ano, a terceira edição promete! O envolvimento do pessoal do bairro deve ser maior e o evento se consolida na agenda fotográfica de São Paulo.
Serão 30 exposições espalhadas por bares, restaurantes, galerias, muros, lojas, outdoors, etc… Alguns nomes já confirmados: José Bassit, Anderson Schneider, Walter Firmo, Paulo Vainer, Felipe Russo, Felipe Morozini, Felipe Bertarelli, Daniel Kfouri, Ignácio Aronovich e Louise Chin [Lost Art], Vânia Toledo, Fernando Martinho, Roberto Wagner, Lufe Gomes, Márcio Távora, Jaime Scatena, o coletivo Garapa, a agência Fotosite e uma coletiva Instagram.
Quantas fotos você acha que são publicadas no Flickr em um dia? Dez mil? Um Milhão?
Se quiser saber a resposta é só ir na exposição “What’s next“, lá em Amsterdam, e contar as fotos que o artista Erik Kessels imprimiu e espalhou em uma das salas do Foam (The Future of Photography Museum Amsterdam – All about Photography).
Como dá pra imaginar, são milhares de imagens, uma verdadeira avalanche de fotos.
“Somos expostos a uma sobrecarga de imagens hoje em dia. Este excesso se dá, em grande parte, como resultado de sites de compartilhamento de imagens como o Flickr, redes sociais como o Facebook e mecanismos de buscas baseados em imagens. Seu conteúdo mescla o que é público e o que é privado, com o que seria muito pessoal sendo abertamente e inconscientemente apresentado. Ao imprimir todas estas imagens publicadas num período de 24 horas, eu pude visualizar o sentimento de se afogar nas representações das experiências de outras pessoas” Erik Kessels
Can there ever be too many images in the world?
O objetivo da exposição “What’s Next” (O que será o próximo, numa estranha tradução literal) é provocar uma conversa sobre o futuro da fotografia, no décimo aniversário do Foam. Ao ver a instalação do Kessel é difícil não se sentir nostálgico em relação ao passado da fotografia e pensar em como seria compartilhar todas estas fotos em negativos… um sinal de que precisamos pensar um pouco mais na edição e seleção daquilo que publicamos.
This installation by Erik Kessels is on show as part of an exhibition at Foam in Amsterdam that looks at the future of photography. It features print-outs of all the images uploaded to Flickr in a 24-hour period…
The Future of the Photography Museum
Guest curators: Lauren Cornell, Jefferson Hack, Erik Kessels, Alison Nordtröm
5 de Novembro a 7 de Dezembro de 2011
Keizersgracht 609
1017 DS Amsterdam
+31 20 5516500
Não tenho a mínima pretensão de responder à esta dificílima pergunta, mas acabei de ver um ver um vídeo muito esclarecedor, parte de uma material que a editora Phaidon vem publicando.
Baseando em um livro – Defining Contemporary Art – que mostra 200 obras de arte seminais da arte de nosso tempo, eles apresentam uma entrevista com o Editor e um vídeo com três curadores que destacam algumas destas obras.
O que mais me chamou a atenção foram alguns comentários do Massimiliano Gioni, Diretor Associado do New Museum, de New York (aqui em uma tradução livre):
EH Gombrich, em seu magnífico livro sobre a história da arte diz, logo no começo que “Não existe tal coisa como História da Arte, mas sim História dos Artistas”. Eu acho que, na verdade, só há a História das Obras de Arte.
“I think the greatest shock of contemporary art is that you don’t get it and that’s part of Art is about; it’s about redefining its own definition every time” Massimiliano Gioni
Acho que o maior choque na Arte Contemporânea é que você não consegue percebê-la; e isso é parte do que a Arte se trata: redefinir sua própria definição o tempo todo.
Okwui Enwezor, Diretor do Haus der Kunst, de Munique diz ainda que o artista deve se acostumar a manter-se envolvido, manter-se aberto para que novas idéias surjam de novas formas, novas técnicas, novas maneiras de se expor, novas atitudes e estratégias e nada disso pode ser previsto; aí está o porquê da vitalidade da produção artística ser tão excitante e importante.
“One has accostume to remain engaged, remain open to new ideas so the emergence of new forms, new techniques, new models of display, new attitudes, new strategies and none of these can be predicted and that’s why the vitality of artistic production is so exciting and so important.” Okwui Enwezor
Minhas viagens do mundo da teoria da arte começaram mesmo em 2009, mas cada vez mais me surpreendo com novos aprendizados.
We brought you before an interview with Craig Garrett, the Commissioning Editor of Phaidon’s Defining Contemporary Art book, in which he talked about the disappearance of art movements and globalisation’s impact on the contemporary art world. We’ve since caught up with three of the eight world famous curators who picked the pivotal artworks in the book and wrote about how each one changed the course of recent art history. We asked them to reflect on their choices, the experience itself and to give us their thoughts on what the future might look like.
Criei este vídeo (aliás, estou gostando muito de criar vídeos!) inspirado no silêncio que minha amiga Gabriela Canale sugeriu como tema no Multigraphias de ontem.
O que vocês acham? Gostam? Comentem! Compartilhem!!
O mercado de arte muitas vezes parece tão insano quanto o mercado financeiro, até porque partilham conceitos semelhantes.
Este texto é bastante esclarecedor a respeito da recente venda da fotografia Rhein II, do fotógrafo alemão Andreas Gursky, vendida por mais de US$ 4 milhões nesta semana.
Gostei muito da parte que fala da expectativa do senso comum de que a fotografia (ou qualquer outra obra de arte) tenha que ter “beleza” – uma beleza que corresponda a seu valor em dinheiro.
No caso, aqui, o que vale não é a beleza da obra, mas seu contexto na arte contemporânea e na linha de trabalho de Gusrky.
Pra pensar.
Rhein II, Andreas Gursky, 1999
A fotografia de Gursky não é decorativa, ela não é produzida para enfeitar paredes. Assim como a fotografia do casal Becher e tantos outros fotógrafos serialistas e conceituais. Suas fotografias são rigorosos estudos formais do mundo contemporâneo que desnaturalizam a paisagem do capitalismo contemporâneo e colocam o expectador diante da imagem de seu próprio tempo . E como é possível verificar em muitos de seus trabalhos, seu rigor formal também produz espanto e, porque não, alguma forma de beleza, que é o que se espera das obra de arte intensas.
O Cho Ku Rei (Energia é Aqui) é o símbolo do poder e sua missão é multiplicar o fluxo de energia que os reikianos canalizam. É também um símbolo de proteção.
Estou lendo um excelente livro (O Instante Contínuo, de Geoff Dyer) e, na leitura da tarde de hoje passei pelos comentários sobre as fotos “Equivalentes” do Stieglitz, o que me inspirou a criar este pequeno ensaio.
Apesar de levemente AZUL, o cheiro era de chuva. Aquele cheiro característico que chega muito antes das gotas. Cheiro de terra molhada. Mas, mesmo com cheiro de chuva, o céu ainda era manchado de azul.
Segundo Dyer: “As fotografias de nuvens feitas por Stieglitz eram,nas palavras do próprio fotógrafo, manifestações ‘de uma coisa que já tomava forma dentro de mim’. (…). ‘Eu queria fotografar nuvens para descobrir o que havia aprendido, durante quarenta anos, sobre fotografia. Expor, através de nuvens, minha filosofia de vida – mostrar que minhas fotografias não eram resultados de conteúdo'”.
Nos meus passeios pra buscar imagens interessantes pra mostrar para o pessoal da Semana de Arquitetura da Unicamp eu encontrei este site, que fala um pouco deste interessante artista britânico.
Gosto muito das suas pinturas – já até fiz trabalhos inspirado nele – mas as fotomontagens, colagens, ou ‘joiners’, é o tipo de trabalho que realmente mexeu comigo da primeira vez que tive contato com seu trabalho, no Museu de Fine Arts de Boston, em 2007.
Este link abaixo mostra alguns outros trabalhos do Hockney, aqui tem o link da Wikipedia sobre ele e este é o site oficial dele.
David Hockney is one of British well-known artists that I have found very inspirational with one of my finals (collage). I really like his photo collage art works, (called ‘joiners’), which are a series of individual photographed details that create a complete image. Hockney’s photographic collage examines the relationship between image/reality and space/perspective. “I’m interested in all kinds of pictures, however they are made, with cameras, with paint brushes, with computers, with anything,” said Hockney. “All of them are artifice—technology alters the way you make pictures.”
Há alguns meses fiz uma oficina de Residência Artística com o José Spaniol no Festival de Artes da Serrinha. Lá conheci um bando de artistas – todos tão loucos ou mais que eu, definitivamente nenhum ‘n0rmal’.
A Tábata Costa é uma delas (artistas… normal? não sei!). Ela trabalha muito com performances – um tipo de manifestação amplo, variado e certamente intenso, muito intenso. Gosto disso.
Ela tem uma ação muito legal que fez em Portugal, a Interditado, na qual se priva de um sentido e sai andando na baixa de Lisboa. E é só uma parte de todo um estudo sobre esta privação sensorial.
Precipício, Tábata Costa by JKScatena
Lá na Serrinha, certa manhã ela tira uma carta de tarô do bolso, dizendo que tinha umas idéias. Era O Louco. E essa foto acima é uma das que fiz enquanto acompanhei a intensa e efêmera performance da Tábata, que ela está chamando de “Precipício”.
– Mas quem está dialogando na cidade? Só respondendo a isso posso responder ao que questionas.
– A cidade é um grande diálogo?
– Não! A cidade é uma cidade. Tão e somente: com seu nascimento, sua vida e crescimento… nossa! Com esta analogia de vida chegaremos à morte das cidades? A seu colapso? Não sei… só o tempo dirá. Será ele cruel com as cidades quanto é com nós que somos de carne e osso, e não de tijolos e cimento, como as cidades…
– Mas existe algo na vida que não seja diálogo?
– Que fixação, que fissura, que paranoia essa sua com o diálogo!! Deixe o mundo em paz, para que dialogue em paz. Assim teríamos apenas diálogos pacíficos, não-violentos. Você está meio obsessiva, não achas?
Parte II: O REgIstro
– Ai, por Deus! Porque raios queres conter uma cidade em um filme? Que ilusão esta tua… ilusão mesmo… uma ilusão cinematográfica. De onde é que tiras estas idéias é algo que nunca saberei. (…) Já a fotografia, sim, acho que possa mostrar a cidade… digo, um pedaço dela… Acho que nem uma GigaFotografia, destas enormes que estão desenvolvendo, acho que nem estas podemo mostrar a cidade assim inteira, de verdade por inteiro. (…) Ai, por Deus, Pai do céu! Porque é que queres conter a cidade inteira?!? Não é obsessão, não? (…) Essa é fácil! Para registrar o diálogo, basta gravá-lo, está me ouvido? Está? Oi… oi… me ouve?? (click).
Mais uma dica excelente do Creative Review Blog, agora sobre uma intersecção interessante entre filme e fotografia, em um trabalho do fotógrafo e filmmaker canadense Ryan E. Hughes, que usa 48 máquinas fotográficas simultaneamente!
Canadian filmmaker and photographer Ryan Enn Hughes’s 360 Project uses 48 cameras arranged in a circle and triggered simultaneously to explore the crossover between still and moving image
The city of Pompeii is a partially buried Roman town-city near modern Naples in the Italian region of Campania, in the territory of the comune of Pompei. Along with Herculaneum, Pompeii was destroyed and completely buried during a long catastrophic eruption of the volcano Mount Vesuvius spanning two days in the year AD 79.
Suas fotos são de flores, mas gostei mesmo da abordagem que ele faz a respeito das montagens a serem fotografadas – as natureza mortas – e como a decisão por usar este processo criativo influenciou em seu conhecimento da própria fotografia.
The activity of picture making also made it necessary to extend my use of the photographic process as I imagined different photographs, different print tonalities, and had to discover the means to realise them.
Someone asked me recently how i knew when a piece of work was finished. I know it when the making of a photograph is no longer necessary, the moment of recognition, the acknowledgement of subject occurs, but to look is sufficient.
Essa vai para os ratos de museu, como eu, que não deixo de frequentar nenhum daqueles mais importantes do mundo sempre que posso.
Estar em lugares como estes é sempre uma experiência única, mais ou menos aprazível, mas sempre diferente. Mesmo quando você volta a algum museu, hábito que também pratico com frequencia.
Woman I, after de Kooning, 2011
Enfim, tudo isso pra dar a dica que o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York vai abrir pra estes dias uma grande retrospectiva – são mais de 200 obras – do artista holandês Willem de Kooning.
O legal de retrospectivas é que você pode ser inundado pela obra de certo artista de uma maneira que a experiência se torna inesquecível.
Esta dica é preciosíssima pela qualidade de relacionar literatura e arte diretamente ao apresentar os quadros que o autor americano Ernest Heming contemplou em 1950.
The paintings Hemingway lingered over included Titian’s “Portrait of a Man,” Francesco Francia’s “Portrait of Federigo Gonzaga,” van Dyck’s “Portrait of the Artist,” Rubens’s “Triumph of Christ Over Sin and Death,” El Greco’s “View of Toledo,” Reynolds’s portrait of George Coussmaker, Cabanel’s portrait of Catharine Lorillard Wolfe, Cézanne’s “Rocks — Forest of Fontainebleau,” Manet’s portrait of Mlle. Valtesse de la Bigne (left), and Carpaccio’s “Meditation on the Passion.”
Hoje de manhã, na homepage do WordPress, me deparei com uma das imagens mais marcantes, para mim, da música dos Beatles: a capa do disco Revolver.
Só o ver desta imagem, já sou remetido à lembranças das diversas excelentes músicas deste LP. Como escolher uma favorita entre “Taxman”, “Eleanor Rigby” “Got to get you into my life” ou “Good day Sunshine”?
A capa traz uma ilustração feita com desenhos e colagens de fotos (feitas pelo fotográfo Robert Whitaker). Foi criada pelo alemão Klaus Voormann, amigo dos Beatles desde a época em que eles foram tocar em Hamburgo
Porém o artigo fala exatamente da “morte” das capas do disco, a partir de um texto publicado no New York Times.
Será mesmo? Será que esta arte está fadada ao ocaso?
Ainda que sim, continuarão existindo as capas clássicas dos inúmeros LP’s (e porque não CD’s) lançados até hoje.
E para você? Qual é a capa de disco clássica que te traz boas memórias?
I recently read an article in the New York Times that discussed the shrinking of album artwork. The piece argued that elaborate cover art seems to be out of fashion, and its in place artists are opting for simple designs that can be fully seen on computers and iPods. The close-up of Lady Gaga’s face for Born This Way, and the Red Hot Chili Pepper’s fly on a pill for I’m With You were cited as examples. While cover-art certainly isn’t indic … Read More
O alcance da artemídia (a tradução de Media Arts, como definido pelo professor Arlindo Machado) é ainda imprevisível, já que se trata da inteferência de artistas nos circuitos da media já estabelecida e, no caso da Internet, a Arte de nosso tempo.
Artemidia, em português, é o termo a ser usado quando um trabalho de arte usa a tecnologia em meios de comunicação em massa.
Prof. Arlindo Machado, 2011
Nu descendo a Escada, Duchamp 1912
O certo é que os artistas, como “antenas da humanidade”, sempre se apropriaram e subverteram os parâmetros, quebraram paradigmas, usando os mais avançados dos instrumentos disponíveis. O cravo de Bach, os estudos fotográficos de Degas para uso em sua escultura e a cronofotografia no Nu na Escada de Duchamp; o artista deve estar em sintonia com o seu tempo.
O artista é um inconformado em sua busca pela subversão dos convencionalismos impostos pelos meios de produção de massa. A arte deve ser usada como a metalinguagem da mídia.
Duchamp é um caso à parte, ao chegar ao extremo de tratar seus ready-mades – objetos industrializados, seriados, repetidos – como singulares e sublimes objetos de arte. Quando o publico e o mercado aceitaram esta visão, estavam abertas as porteiras da arte para tudo o que vem depois. Essa culpa é dele, e só dele!
A idéia de tratar um perfil do Duchamp no Facebook como o uso ready-made na criação do efêmero é genial, afinal de contas, a artemidia é exatamente isso: a tradução da sensibilidade artística do homem do século XXI.
Cheneseau faz é um ready-made do século XXI, ao utilizar como objeto pronto o elemento numérico (a página web) em sua obra. Certas obras de Duchamp desapareceram por acidente ou pelo desejo do artista, e delas restam apenas fotos e/ou cópias, o que faz com que estas obras sejam hoje tão virtuais quanto uma página do facebook. Ou, como diz o artigo do jornal francês La Libération sobre o assunto, “Ceci n’est pas une page Facebook“
L’arte è eterna, ma non può essere immortale” sottolineando con ciò una differenza importante tra il concetto di eternità e quello di immortalità.
L’opera d’arte può anche sopravvivere all’uomo per qualche generazione, ma l’importanza assoluta non è tanto la materialità dell’arte, quanto il gesto e l’invenzione artistica, che sono gli unici atti di eternità possibili per l’uomo “(…) sino ad oggi gli artisti, coscienti o incoscienti, hanno sempre confuso i termini di eternità e immortalità, cercando di conseguenza per ogni arte la materia più adatta afarla più lungamente perdurare, sono cioè rimasti vittimi coscienti o incoscienti della materia, hanno fatto decadere il gesto puro eterno in quello duraturo nella speranza impossibile della immortalità. noi pensiamo di svincolare l’arte della materiail senso dell’eterno dalla preoccupazione dell’immortale.
E non ci interessa che un gesto, compiuto, viva un attimo o un millenio, perché siamo veramente convinti che, compiutolo, esso è eterno.
Primo manifiesto Spaziale Lucio Fontana 1947, pubblicato per María Eugenia Arostegui Sebastian via MULTIGRAPHIAS.
Sarà la mia arte immortale? Solo il Tempo potrà dire…
Arte Correspondência é isso: traços e palavras que se completam. Inspirações e técnicas compartilhadas. Liberdade para modificar, ampliar, rasurar, colorir, um o mundo do outro.
Percepções que se entrelaçam na distância e no desejo de trazer pra perto.
Prazer maior do que o de visualizar e curtir; prazer de tocar, de sentir, de possuir, de complementar, de transcender os limites virtuais de agora, interferindo e reconstruindo conceitos visuais de um passado encantador.
Primeiro achou muito ovvia a resposta… teve até receio de comentar e parecer petulante, entende? Até porque não me vinha à cabeça nenhuma forma que não fosse ovvia de fazer ver a voz. Ver a Voz… Ver a Voz… Ao ler gostou do Som. Ver a Voz… Ver a Voz… Achava engraçado, pois ouvia a Voz na cabeça… Ver a Voz.
Ao Ler o que Escrevia ouVia a Voz.
*-*
He first considered the answer way too ovvia… decided not to comment and might sound petulant, got it? Specially because nothing too obvious came to his mind as a way to be able to See the Voice. Quite strange… See the Voice… it’s indeed weird, because in Portuguese (up above), “See the Voice” suddenly becomes the center of the narrative, or should I say, the sound of it, “See the Voice”, being heard as you read the text, is somehow funny, or interesting, as a pun or a tong twister.
Still, while Reading what he was Writing, he could Listen to the Voice. (and that’s a shame again, because in “ouVia a Voz” you can blend both verbs – See and Listen – together)
*-*
Primo considerò la risposta troppo ovvia… aveva una quasi paura di commentare e suonare petulante, tè capi? Principalmente perché non abbia pensato nessuna alternativa che non fossi così ovvia per fare vere la voce. Vere la Voce… Vere la voce… mentre leggeva l’hai piaciuto como suonava. Vere la Voce… Vere la Voce… Trovava divertente, perché sentiva la voce nella testa… Vere la Voce.
Mentre Leggeva quello che Scriveva, guardava la Voce.
Ver esta obra pela primeira vez me fez repensar qual é o papel da fotografia e o que se passa no tal “Ato Fotográfico”. Ela abre o livro homonimo de Philipe Dubois e, para mim, se tornou uma “porrada visual” muito marcante. Ainda estou mastigando a obra, com idéias interessantes de como usá-la, referenciá-la.
Ao registrar uma sequencia de fotos, apresentando as 5 em um só registro, Snow consegue nos fazer repensar o que é que a fotografia registra – será que é mesmo só aquele ‘milissegundo’ (1/1000 s), ou é possível registrar o tempo, o andar do tempo, em uma foto?
O texto abaixo é do blog SOS Fotografia, da Beth Barone.
O resultado final – com as cinco polaroides – é um trabalho que restitui a história da obra ao mesmo tempo em que a fazem. São ao mesmo tempo o próprio ato e sua memória.
O trabalho está exposto na Galeria Nacional em Ottawa. Por ficar bem na altura do rosto das pessoas o observador vê o espelho mas pouco de seu reflexo aparece já que ele está ocupado pelo auto-retrato de Snow, um rosto que esteve ali, no passado. No momento presente o expectador do trabalho se vê apenas e parcialmente pelas bordas. O trabalho é bem mais que uma simples foto: é o acionamento da própria fotografia.