VerVideo, auto retrato « MULTIGRAPHIAS.
-23.548943
-46.638818
Arte | Fotografia | Viagens | Pensamentos | Curiosidades | JKScatena©
This is my submission to this week’s photo contest at http://www.coolphotoblogs.com
O colunista da folha Contardo Calligaris escreveu na Folha de São Paulo de 14/07 um texto que caiu como uma luva para meu momento de vida.
Não que seja surpresa pra ninguém, mas vale repetir: mudar o rumo da vida não é fácil. Tá isso é óbvio, mas meus amigos mais próximos ás vezes esquecem desta simples afirmação, quando me parabenizam pala mudança de rumo que fiz. Talvez seja exatamente por isso, por que acham que já a fiz.
Não… ainda não. Sim, larguei uma carreira de sucesso na Engenharia Civil pelo sonho de ser fotógrafo. Mas o processo de mudança ainda não terminou, é difícil, desafiador e com altos graus de ansiedade envolvidos!
Por outro lado, estou na busca de um desejo pessoal, com surpresas muito boas, descobertas pessoais fascinantes e uma gratificação ao produzir arte que é algo indescritível. Isso por que estou só começando. E, aviso: por mais difícil que seja, eu não vou desistir!
Leia o texto abaixo, que vale muito a pena.
E: não desista dos seus desejos. Ou melhor, não desista dos sonhos… eles são a razão de existirmos.
(Copiei o texto da Folha. Como meu pai é assinante, entendo que é como se tivesse copiado e passado pra amigos, sem quebrar qualquer direito de cópia etc. Tá aqui, aberto, com fonte, nome do autor e tudo!).
CONTARDO CALLIGARIS
Volta da Flip
Qualquer escolha significa desistir de desejos nossos aos quais preferimos outros, também nossos
NA COLUNA da semana passada, escrevi sobre a facilidade com a qual desistimos de nossos desejos e, com isso, às vezes, passamos décadas pensando em outras vidas, que poderiam ter sido as nossas se tivéssemos tido a ousadia de correr atrás do que queremos.
A coluna terminava com uma exortação à coragem de agir e com uma explicação possível: desistimos para evitar a dor de fracassar. Pensar que nem tentamos conseguir o que tanto desejávamos seria menos doloroso do que constatar que tentamos e não conseguimos. A desistência seria mais suportável do que o eventual malogro.
Numerosos leitores me escreveram, evocando (e lamentando) alguma desistência passada. O que não é surpreendente: somos quase todos assombrados pela sensação ou pela lembrança de ter desistido (na escolha de uma profissão, de um amor ou de um casal).
A razão é aparentemente simples. Faz dois séculos que nossa origem não determina nosso destino. Não seremos marceneiros só porque esse foi o ofício de nosso pai e avô. Não nos casaremos por tradição nem segundo a escolha das famílias. Escolheremos sempre por gosto ou por amor. Ou seja, temos a incrível pretensão de viver segundo nosso desejo.
E aqui a coisa se complica, porque, neste mundo sem castas fechadas e com poucas fronteiras, as possibilidades são muitas e, talvez por isso mesmo, os desejos que nos animam são variados e, frequentemente, estão em conflito entre si.
Ou seja, escolhemos entre caminhos diferentes, oferecidos pelas circunstâncias da vida, e também entre desejos que são todos nossos. Qualquer escolha implica perdas (dos caminhos que deixamos de percorrer) e desistências (de desejos nossos aos quais preferimos outros, também nossos).
Um leitor, Augusto Bezerril, pergunta se desistir de um sonho não é apenas o efeito de um conflito. Ele tem razão: em muitos casos, desistimos de um sonho para nos dedicar a outro, esperando resolver assim um conflito interno.
Outra leitora, Ana Chan, pergunta se “desistir dos desejos significa viver em frustração”. Talvez haja algo disso na nossa insatisfação: a variedade de nossos desejos torna a satisfação difícil, se não impossível.
Mas o fato de ter que escolher entre desejos alimenta outra forma de insatisfação: não tanto uma frustração quanto uma espécie de nostalgia do que não foi -um afeto moderno, como é moderna a pluralidade de nossos sonhos.
Alguns dizem que é por isso que a ficção se torna tão importante na modernidade, para que possamos imaginar (e viver um pouco) as vidas das quais desistimos, os caminhos pelos quais não enveredamos.
Agora, a escolha entre desejos diferentes não é a desistência mais custosa: há indivíduos que não desistem de tal ou tal desejo, eles desistem de desejar. Aqui o afeto dominante não é mais a nostalgia, mas uma culpa da qual a gente parece nunca se curar: a culpa de ter traído a nós mesmos, de ter desprezado nosso sonho mais querido. Essa sensação é especialmente forte quando alguém considera que silenciou seu sonho de infância.
Mais uma leitora, Janaina Nascimento, pergunta: “Você nunca desprezou seu próprio desejo?” (e acrescenta: “Acho que você não vai responder”).
Pois bem, desisti de vários desejos a cada encruzilhada, e, às vezes, com a impressão de estar traindo meu maior sonho. Por exemplo -pensava eu, voltando da Flip-, quando sou levado a falar de como me tornei romancista, acabo contando que escrever histórias era tudo o que queria desde os nove anos de idade, mas desisti aos 20, para me conformar à expectativa familiar de que eu fosse para a faculdade. Essa história é verídica e parece ser mesmo uma história de renúncia ou de desistência.
Mas será que é isso mesmo? Será que a gente desiste e renuncia? É possível. Mas a renúncia e a desistência são, antes de mais nada, jeitos melodramáticos de contar nossa história de modo a mantermos a ilusão confortável de que temos uma essência e somos definidos por desejos fundamentais -que (obviamente) não deveríamos trair.
De fato, a vida comporta poucas traições radicais de nós mesmos e de nossos desejos, e muitas soluções negociadas, espúrias, pelas quais a gente busca conciliar desejos diferentes com acasos, oportunidades e outros acidentes, reinventando-se a cada dia.
ccalligari@uol.com.br
@ccalligaris
via Folha de S.Paulo – Contardo Calligaris: Volta da Flip – 14/07/2011.
Fui visitar minha exposição (Por Aí, no Espaço Revelar, aqui em Atibaia, até dia 07/08), como faço várias vezes por semana. Visitar o filho? É, mais ou menos… como tenho obras coladas na parede, é sempre bom dar uma olhada, recolocar algo que caiu, etc. Sim, cuidar do filho!
Hoje, ao chegar lá, ganhei o dia. Olha que comentário legal que encontrei:
Jaime, teu trabalho dá trabalho.
Costumo dizer que um trabalho é bom quando instiga a algum tipo de criação: dá vontades – de escrever, pensar, trabalhar, rever e redescobrir.
Você é dinâmico e tá de olho em tudo. Cada vez que se olha um dos trabalhos ao retomar se descobre outras coisas.
As legendas são inteligentes!
E o trabalho “Mr. Scatena” é uma cinta de Moebius que você faz com outras imagens: tem muitas torcidas, tira muitos partidos.
Parabéns,
Maria Regina
Agora pra você, Maria Regina, minha resposta:
Gostei muito do que você escreveu, pois mostra que você entendeu plenamente o objetivo da mostra Por Aí: fazer pensar.
Não queria apenas contemplação das minhas imagens. Queria envolvimento – a busca das mensagens escondidas, dos jogos de palavras nas legendas, dos diversos níveis de leitura das imagens.
Quero que o observador se perca e se encontre, indo e voltando, vendo e lendo, exatamente como você descreve. Dando voltas nesta cinta infinita que se torce sobre si própria.
Muito obrigado, querida.
Na última sexta-feira, 8 de julho, estiveram reunidos em Belo Horizonte representantes da cultura mineira. Entre eles, o membro da RPCFB, Eugenio Sávio, o presidente da FUNARTE, Antonio Grassi, e o secretário executivo do MinC, Vitor Ortiz.
Grassi deu sinal positivo à demanda da Rede: neste mês, dentre os vários editais para as artes visuais, serão lançados dois específicos para o setor fotográfico. São eles o Marc Ferrez, voltado à produção e reflexão sobre a fotografia, e o edital para Apoio aos Festivais e Encontros de Fotografia no Brasil, totalizando R$ 3,5 milhões para o setor.
via Editais voltados ao setor fotográfico são anunciados pelo MinC | RPCFB.
Greetings from Staintown « Dreamy Dreamlands.
Welcome to Staintown
After the murder of Archbishop at the cathedral in 1170, Staintown became one of the most notable towns in the world, as pilgrims from all parts came to visit the shrine.
2º Varal Fotográfico do Clube Atibaiense de Fotografia
Dia: 17/07/2011
Horário: 14h às 17h,
Local: Centro de Convenções Vitor Brecheret (mapa).
London: Royal Festival Hall, fountain | ©JKS Photography.
This is the picture I’ve submitted to this week Photo Challenge at Photoblogs.com. This week’s theme is “Get Wet!”
How do you like it?
Welcome to Eggtown
Kinda weird, ain’t it? Sittin’ on porches, drinking coffee out of mugs?
The Statue of Liberty Enlightening the World was a gift of friendship from the people of France to the people of the United States and is a universal symbol of freedom and democracy.
“Our home is here, and we build our work here.”
Por aí (Gonzaguinha, 1978)
Muito que andar por aí
Muito que viver por aí
Muito que aprender por aí
Muito que aprontar por aí
A exposição apresentada por Jaime (JK Scatena) é um acontecimento que revela um jovem fotógrafo que recolhe os fatos do cotidiano durante suas viagens pelo mundo.
O evento tem como objetivo sensibilizar a sociedade atibaiense para a necessidade de olhar para fora de si, tirando-nos (atibaienses e atibaianos) de nossas casas e transportando-nos para lugares e situações por nós não vivenciadas, mas que nos tornam desejosos de estar com o fotógrafo “por aí”.
JK Scatena educa nosso olhar por meio de imagens que revelam momentos únicos “clicados” por quem não tem medo de errar o caminho. De mãos dadas, fotógrafo e público passeiam por aí e encontram pessoas, lugares, objetos, cores e luzes generosamente distribuídos e oferecidos pelo fotógrafo-homem-artista Jaime. Andar, viver, aprender e aprontar são ações convidativas que o músico já fez e que o fotógrafo refaz.
Ao difundir esse trabalho artístico, o Espaço Revelar (galeria fotográfica anexa a uma das melhores doçarias de Atibaia), fomenta o interesse público pela fotografia e reafirma seu espaço no circuito regional da arte.
Jaime K. Scatena (por ele mesmo) é um fotógrafo premiado especializado em fotografia de viagens, arquitetura e street photography. Seu trabalho foi publicado em revistas e jornais no Brasil, bem como em séries limitadas de cartões postais e posters. Jaime passou o último ano na Europa estudando e construindo seu portfólio. Ao estudar arte tem se descoberto um artista visual que busca surpreender o observador com imagens interessantes, divertidas e inquietantes.
Serviço:
Por Aí, uma Exposição Fotográfica de Jaime Scatena.
Espaço Revelar (Al. Prof. Lucas Nogueira Garcez, 3062 – Atibaia/SP – (11) 2427-6544
Oi pessoal,
Finalizei ontem o flyer/postal de divulgação da exposição.
Na frente tem uma mescla, com uma das fotos que serão expostas (Sente IV, Paris), recebendo uma intervenção com outra fotos que também serão expostas. Aqui já dá pra ter uma noção das coisas que estou aprontando: ilusão, recriação de realidades e referências à História da Arte. O que acharam?

O verso tem um texto muito legal que minha grande amiga Mônica de Ávila Todaro escreveu, junto com as informações da abertura, tudo isso montado sobre um cartão postal vintage, novamente com a idéia de recriar, reutilizar e reler.

Lembrando a todos:
E, além de ter que agradecer à Mônica pelo texto, tenho também que agradecer ao meu amigo Eduardo Uzae pela editoração final.
Agora é oficial, está lançado o projeto no Catarse.me pra arrecadar uma grana pra ajudar a financiar minha exposição aqui em Atibaia. Veja aqui: http://bit.ly/Catarse_Por-Ai.
O orçamento da montagem está hoje em R$ 4.500… sim, não é barato montar uma exposição! E ainda estou refinando os números e avaliando tudo que será preciso. Digo isso pra ressaltar que toda a ajuda será bem vinda.
Pra quem não conhece o esquema dos sites de crowdfunding (Cartase é apenas um deles, o que escolhi para este projeto, pois me identifiquei com a sua proposta), através do site do projeto qualquer um pode contribuir com a quantia que quiser – alguns sites definem um valor mínimo, outros permitem até uma ajuda moral, não financeira – aí você escolhe uma recompensa, definida pelo dono do projeto. No meu caso, as recompensas todas são ARTE, sim, para cada colaboração, além do meu sorriso e agradecimento eterno, você receberá uma peça de arte, produzida por mim e todas em séries limitadas. Ou seja, é um investimento, pois quando eu for bem famoso (tenho certeza que serei!), esta sua recompensa valerá uma boa grana. Bom né? O legítimo ganha-ganha.
Só que tem um ponto muito importante: se as arrecadações não atingirem o mínimo estabelecido no projeto – para a minha exposição, defini R$ 3.000, todo mundo recebe seu dinheiro de volta e o dono do projeto não recebe nada! Por isso que coloquei um valor um pouco abaixo do orçamento da exposição, mas que será mais fácil de ser atingido e assim eu consigo receber esta ajuda (e peço ajuda pro meu pai, pra bancarmos o resto). Por outro lado, se os internautas acharem as recompensas maravilhosas, não há limite de doações.
Por isso peço: se acreditarem na minha arte, colaborem e divulguem o projeto para seus amigos. As doações estão abertas a partir de hoje até o dia 31/07.
Veja mais detalhes do projeto no Catarse clicando aqui, ou aqui no meu webiste, clicando em https://jkscatena.com.br/por-ai/.
Por Aí, uma Exposição Fotográfica de Jaime Scatena. De 24/jun a 07/ago, no Espaço Revelar (Al. Prof. Lucas Nogueira Garcez, 3062 – Atibaia/SP)
A série “Greetings from…/Lembranças de…” é composta por de 4 reproduções, de cartões postais de 60 x 40 cm, uma mídia moribunda cada vez menos utilizada como lembrança de viagem.
O design dos cartões, cada um composto por uma colagem digital de fotos minhas, montadas sobre um selo do país de origem das fotos, faz referência direta às colagens fotográficas do Construtivismo Russo, principalmente àquelas de Alessandro Rodchenko.
Diferentemente do cartões postais propriamente ditos, aqui a cidade retratada fica disfarçada em uma colagem abstrata de prédios e monumentos do local, criando um jogo no qual o observador, através das diversas informações presentes na imagem, deve descobrir a cidade de origem.
As reproduções são propositalmente de tamanho maior que o padrão postal (10 x 15 cm) para criar uma ilusão de que a arte é maior que a realidade. A configuração do fundo dos postais como um selo postal usado, em dimensões desproporcionais tem como objetivo subverter a prática comum de se colocar um selo em um cartão, sendo aqui o cartão colocado no selo.
O postal, composto de colagens e superposições, supostamente haveria uma dimensão adicional, a das camadas de suporte, imagem, adesivos etc., dimensão esta que será comprimida através da impressão direta de todo o conjunto.
Os cartões serão posteriormente impressos no tamanho padrão e estarão, finalmente, à disposição para seu uso original, de enviar uma lembrança de viagem a uma pessoa distante. A forma de envio e de registro destas lembranças de viagem fará parte da próxima etapa deste trabalho.
Esta série está sendo desenvolvida especificamente para o Concurso Itamaraty de Arte Contemporânea, com o intuito de fazer parte do acervo desta instituição, como uma obra de arte diretamente relacionada às Viagens.
Veja estas figuras em meu Foto site: ©JKS Photography.
A palestra do fotógrafo britânico David Graham, parte do Workshop São Paulo Retratos, que aconteceu nos dias 4 a 6 de fevereiro em São Paulo estava recheada de dicas de como fazer um bom retrato. David apresentou, entre as dicas, diversos exemplos de retratos que ele fez nos últimos 7 anos, quando, após um grave acidente que deixou seu filho tetraplégico, ele “entrou’ para a fotografia.

David Graham dá suas dicas
Vou resumir algumas das dicas aqui, completando com comentários meus.
A abertura da palestra já deu o tom, do que é um retrato, quando ele cita um dos mestres desta arte fotográfica:
Um retrato é uma foto de alguém que sabe que esta sendo fotografado
É realmente uma afirmação importante e que acaba com aquela idéia de “roubar retratos”. Fora que, para a utilização comercial de qualquer foto na qual o tema central seja uma pessoa, identificável, é indispensável a autorização de uso da foto.
Câmeras e técnica:

A "baixa" profundidade de campo (f/5.6) desfoca o fundo, destacando o objeto
Fundos (Background)
Iluminação (Light)
Vale lembrar que o conhecimento de regras é importante para saber o momento em que se pode quebrar esta regra. Fotos na praia: o sol forte tem que estar presente. Um fundo interessante que tem tudo a ver com seu modelo não precisa ser desfocado. Retratos em festas e “baladas” podem ficar mais interessantes com um flash forte. E assim por diante…
Aguardem mais dicas nos próximos dias e não deixem de ver os retratos que fiz para este projeto de São Paulo, clicando em: ©JKS Photography >> São Paulo.
O projeto São Paulo Retratos, trazido ao Brasil pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, pelo MIS – Museu da Imagem e do Som e pela WPO – World Photography Organization, tem como objetivo em produzir grandes retratos que irão expressar a personalidade única dos habitantes da cidade, em uma mostra específica que será aberta no dia 20 de Março, no MIS.
Depois de uma palestra com o fotógrafo inglês David Graham, que apresentou uma série de dicas de como fazer um bom retrato, cerca de 100 fotógrafos – de todos os níveis e de várias cidades do país – rodaram a cidade neste final de semana para retratar o Cidadão Paulistano, os moradores da maior cidade brasileira, esta cidade multicultural, multirracial, múltipla em tantas dimensões. A tarefa era trazer de volta 20 imagens, quantia que seria reduzida a 10 e finalmente a somente 2 por participante, estas duas fotos farão parte da exposição e concorrendo a um prêmio patrocinado pela Sony.
Desde a inscrição no workshop eu já planejava registrar os profissionais que trabalham no Mercado Municipal de São Paulo e foi o que fiz, adicionando posteriormente trabalhadores de uma feira livre, aqui em Santa Cecília, zona central.
Retrato é meu ponto mais fraco como fotógrafo, principalmente pela dificuldade de abordar desconhecidos na rua e pedir-lhes para fazer um retrato. Me surpreendi posteriormente com o quão fácil foi cumprir esta tarefa. Consegui fazer 28 fotos, todas devidamente autorizadas, além de ter recebido muitos outros “nãos” no processo… o que não doeu nada.
Por outro lado, percebi que esta minha apreensão atrapalhou na minha direção dos retratados. Tive dificuldades em fazer retratos mais “criativos”, e acabei com uma série com poses muito parecidas.
Ainda assim, como registro deste público – trabalhadores de feiras e mercados – considero que o conjunto seja muito bonito e interessante pela própria simplicidade.
Não foi muito fácil selecionar as 10 e muito menos nas últimas duas (estas em destaque aqui no texto), mas estas me agradam por mostrarem um pouco da personalidade do retratado.
As minhas 10 fotos selecionadas estão no meu foto site, ©JKS Photography >> São Paulo Portraits.
Você que participou do workshop e queira divulgar suas fotos, deixe um comentário aqui abaixo com o link do seu álbum.
A minha série de fotos deste ano, a Serie10, está à venda através de meu fotosite – ©JKS Photography. Esta série de 22 fotos foi produzida durante o ano de 2010 nas diversas cidades que estive neste período.
Cada uma das fotos está disponível no tamanho 20 x 30 cm, em uma série limitada de 50 cópias cada, impressas em papel matte de alta qualidade. O site, com a tabela de preço e as fotos à disposição pode ser visto no endereço: http://photo.jkscatena.com/store/serie10-brasil/.
Clique no mosaico abaixo, ou aqui, para ver as fotos.
Click on mosaic below, or here, to see my pictures from London’s National Theatre.
Fa’ clic nel mosaico sotto, oppure qua, per guardare le miei foto del National Theatre di Londra.
Tem foto nova no photo.jkscatena.com, o meu website de fotografias.
São algumas das fotos que fiz durante curso “Arte, Aquitetura e Fotografia”, que frequentei em março deste ano na Central Saint Martins College of Art & Design, aqui em Londres.
Todas as fotos do post Inspired estão no slideshow e na galeria abaixo.
All the pictures from the post Inspired – the English version are on the slideshow and the photo gallery below.
Tutte le foto del post Inspired – la versione Italiana sono nel slideshow e nella galleria sotto.
I had not even finished seeing the exhibition and was already eager to do pictures like those from Francesca Woodman; I even knew the location, the corner of my bedroom with the radiator and the wooden floor. On that night, and on the following days I went through a photographic journey that produced the images seen below.
Francesca’s work provoked me a melancholic reaction and in the first set of photos, I’ve tried to reproduce this feeling. in these pictures my face is not shown – hidden, covered, concealed – one of the key characteristics of her work. I tried to merge with the environment using the movement, producing a blurring effect on the face and body. To enhance this merging effect I’ve set the camera for high sensibility, causing the grainy appearance.
This series is basically on black and white, as a direct influence from Francesca’s work. As I was taking the pictures during the night time, I used a light source that caused an interesting effect that also enhanced the contours. This was an error, if an direct comparison with Francesca’s original work is to be made, a friend of mine suggested. I have to thank Emanuele Camisassa for inviting me to the exhibition, for helping me think about the work I’ve done and also for persuading me to write this text that tells the evolution of my own pictures.
The morning after I produced a photo that directly relates to one from the exhibition, but with my personal presentation – lightly coloured, instead of the original black and white.
My “voglia” (the Italian for will) was not satisfied yet so I’ve also produced the series below (already considering Emanuele’s comments) but now with the presence of the face and also exploring the double – triple, quadruple – exposure as a way to merge the body and the environment.
Since the first series, I was wearing only a shirt, and sometimes not even that – I was undressing voluntarily, opening myself to the experience without shame. I also used a mask – as Francesca sometimes did – creating a faceless, and a slightly bizarre, character. Almost all of these pictures are black and white but with coloured ones, these last with an altered colour tone.
On the last series I used my 50 mm lens, which I love for creating an interesting lighting effect. Here I explored, not only the double exposure, but also my Milanese house’s doors as scenic elements. The empty chair, refers to an unoccupied place, that is not completely shown. These pictures are mostly coloured.
At the end the “voglia” I was satisfied. My first artistic productive journey – with a theme as far as possible derived from my previous work – as concluded. My artist’s ego was satisfied with the beautiful and interesting result of my labour. I finish the experience somehow changed and in a certain way evolved.
PS.: The slideshow and gallery with all the pictures taken is here.
Non ero nemmeno uscito dall‘esposizione che già avevo voglia di fare delle foto somiglianti a quelle di F. Woodman; avevo già in mente lo scenario, un angolo della mia stanza, con un grande termosifone e il pavimento di legno. Nello stesso giorno e nei giorni seguenti ho percorso, alla mia maniera, un’esperienza fotografica che ha prodotto le immagini che potete vedere sotto.
Il lavoro di Francesca mi ha suscitato malinconia e nel primo gruppo di foto ho provato a catturare questa emozione. In queste foto manca il viso – nascosto, coperto – una delle caratteristiche predominanti delle sue foto. Ho provato a fondermi con l’ambiente attraverso il movimento, con l’effetto ”sfocato” sia nel viso, che nel corpo. Per accentuare questo effetto di fusione ho regolato la macchina fotografica con alta sensibilità, provocando la grana nelle immagini.
Questa serie ha delle foto in bianco e nero, una influenza diretta del lavoro di Francesca. Siccome avevo fatto le foto di sera, ho usato una luce che provocava un interessante effetto ma che risaltava i contorni – un errore, paragonato alle foto che mi avevano inspirato, come mi ha detto un amico. Devo ringraziare Emanuele Camisassa per avermi invitato ad andare all’esposizione, per avermi aiutato a riflettere sul lavoro che avevo realizzato e anche per avermi motivato a scrivere questo testo che testimonia il percorso fotografico.
Nella mattina seguente ho fatto una foto simile ad una delle foto dell’esposizione, ho però dato la mia interpretazione – leggermente colorata, diversa del bianco e nero originale.
La voglia non era ancora soddisfatta e ho anche realizzato le serie di sotto, già con le prime considerazioni di Emanuele, ora però con la presenza del viso e l’utilizzo della doppia – tripla, quadrupla – esposizione come strumento per fondermi con l’ambiente.
Per la ultima serie ho usato una lente di 50 mm che mi piace tanto perché crea una luminosità particolare. Qui ho esplorato, non solo la doppia esposizione, ma anche le porte della mia casa milanese come elementi scenografici. La sedia, vuota, evoca uno spazio non occupato, che però non si mostra completamente. In questa serie le foto sono di solito colorate.
Alla fine la voglia era soddisfatta. La mia prima avventura artistica – con un tema molto molto diverso da quelli dei miei lavori precedenti – era finita. Anche il mio ego di artista era stato appagato, perché sono riuscito ad ottenere un risultato bello ed interessante.Esco da questa esperienza leggermente modificato e, per certi versi, evoluto.
PS.: Il slideshow e la galleria con tutte le foto scattati è qui.
Não havia nem saído da exposição e a vontade de produzir fotos semelhantes às de F. Woodman já havia tomado conta de mim; já sabia até o cenário, o canto do meu quarto, com o grande radiador e o piso de madeira. No mesmo dia e durante os três seguintes percorri à minha maneira, uma trajetória fotográfica que culminou nas fotos abaixo.
O trabalho de Francesca me provocou certa melancolia e no primeiro grupo de fotos busquei registrar este sentimento. Estas fotos também contam com a ausência da face – coberta, escondida -, uma das características marcantes de suas fotos. Tentei me fundir com o ambiente através do movimento, causando o efeito de borrão tanto na face quanto no corpo. Para acentuar o efeito de fusão com o ambiente, regulei a câmera para alta sensibilidade, causando o efeito de granulação da imagem.
Esta série é basicamente branco e preta, como influência muito direta do trabalho de Francesca. Por estar fazendo as fotos durante a noite, usei uma fonte de luz que proporciona um efeito interessante, mas, por outro lado, ressalta os contornos – um erro, comparando com as fotos que me inspiraram, como me ressaltou um amigo; aliás, agradeço ao Emanuele Camisassa pelo convite para ver a exposição, por me ajudar a refletir sobre o trabalho que produzi e também por me motivar a escrever este texto que registra a trajetória das fotos.
Na manhã seguinte produzi uma foto que faz referência direta a uma das fotos da exposição, mas com a minha interpretação na maneira como ela é apresentada – levemente colorida, diferente do preto e branco do original.
A voglia (vontade, em italiano) ainda não tinha sido satisfeita e produzi a série abaixo, já com as primeiras considerações de Emanuele, mas agora com a presença da face e explorando a dupla – tripla, quadrupla – exposição como maneira de fundir-me com o ambiente.
Desde a primeira série decidi usar apenas uma camisa, quando muito – me despindo voluntariamente, me abrindo à experiência sem pudor. Usei ainda aqui uma máscara – como Francesca – criando um personagem sem face, um tanto bizarro. Esta segunda série conta tanto com fotos em preto e branco quanto coloridas, mas estas últimas com uma tonalidade alterada.
Na última série de fotos usei uma lente de 50mm que gosto muito por criar uma luminosidade muito própria. Aqui explorei, além da dupla exposição, as portas de minha casa milanesa como elemento cenográfico. A cadeira, vazia, remete a um espaço não ocupado, mas que não se mostra por inteiro. Predominam aqui as fotos coloridas.
Ao final a voglia estava satisfeita. Minha primeira jornada produtiva de cunho artístico – com um tema completamente de meus trabalhos anteriores – estava concluída. Meu ego de artista também está satisfeito, com o belo e interessante resultado de minha produção. Saio desta experiência ligeiramente alterado e, de certo modo, evoluído.
O slideshow e a galeria com todas as fotos deste ensaio está aqui.
Após visitar a mostra com obras da fotógrafa americana Francesca Woodman (Denver/CO 1958 – Nova York/NY 1981) fui tomado por uma onda de inspiração como nunca mais havia tido e produzi a série fotográfica que ilustra este texto, que é uma tradução livre do folheto da exposição. Minhas impressões e motivações para criar as minhas fotos estão no post a seguir: Inspired.
Francesca começou a fotografar ainda adolescente e percorre uma trajetória intensa, mas curta, que termina com seu suicídio aos 23 anos.
Quase toda a sua produção é baseada no relacionamento entre seu próprio corpo, objeto e sujeito de seus cliques e de seu olhar. De si própria não propõe uma visão idealizada, heróica ou carregada de qualquer significado particular; ao contrário, sua imagem é sempre inserida no cenário como se deste fosse parte. Geralmente seu corpo é coberto pela pintura da parede, joga com a própria sombra, aparece e some através portas e janelas, se esconde atrás dos móveis e objetos; a luz mais a faz perder consistência do quer exalta-la. “Me interessa a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço. A melhor maneira de faze-lo é registrar suas interações com as fronteiras destes espaços. Comecei fazendo isso com ‘fotografias fantasmas’, pessoas desaparecendo em uma superfície plana…”.
Um traço recorrente e de grande expressividade é a ausência da face, cortada no enquadramento, escondida por máscaras, pelo próprio cabelo, por uma torção do corpo. “Uso a mim mesma como modelo por uma questão de conveniência. Estou sempre disponível”.
Nascida em 1958, filha de um pintor e de uma ceramista, Francesca se inscreve em 1972 em uma escola particular para garotas, a Abbot Academy, uma das poucas com cursos de arte – nesta época começa a fotografar, usando seu quarto como estúdio e cenário. Sob a influência de uma das professoras, a fotógrafa Wendt Snyder McNeill, cursa a Rhode Island School of Design (RISD, Providence/EUA) a partir de 1976 – ambienta agora suas fotografias no local onde reside, um grande apartamento semi vazio em um antigo prédio industrial.
Entre 1977 e 78 estuda em Roma/Itália na sede européia do RISD com a amiga Sloan Rankin, onde realiza sua primeira exposição individual. No outono de 1978 retorna a Providence, onde conclui os estudos na RISD, obtendo o título de BFA em Fotografia e se transfere para Nova York. Em janeiro de 1981 é publicada a edição impressa de “Some disoriented interior geometries” (Synapse Press, Philadelphia), um dos seis cadernos fotográficos elaborados durante sua permanência em Roma. No dia 19 do mesmo mês abandona voluntariamente a vida.
Francesca Woodman. Milão – Palazzo della Ragione; 16 de julho a 24 de outubro de 2010.
Na comemoração dos 50 anos de fundação do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York) foi montada uma mostra intitulada “A Arte dos anos 20” principalmente porque com este tema seria necessário recorrer a todos os departamentos do museu – Cinema, Fotografia, Arquitetura e Design, Estampas e Livros Ilustrados, Pintura e Escultura.
(Abrindo um parêntese é interessante ver como os departamentos do MoMA estão divididos. A Arquitetura junto com Design, Fotografia e Cinema em áreas distintas e nenhuma menção direta à artes Clássicas, como Poesia e Teatro. Fazendo um paralelo com as “7 Belas Artes” – Poesia, Teatro, Música, Escultura, Dança, Pintura e Cinema – como a 7ª arte, aqui a Fotografia nem é mencionada, estando talvez inserida no Cinema)
Esta mostra deixou uma forte impressão de que a atividade estética da década de 1920 estava completamente dispersa pelos diversos meios. Mais que isso, as artes em maior ascenção eram a fotografia e o cinema, os pôsteres de agitação e propaganda e outros objetos com design prático.
A arte neste momento era dominada pelo movimento modernista (ou Modernista, como definido por Greenberg), que pode ser, para uma visão da fotografia e de certa maneira, dividido em três linhas de desenvolvimento: as Vanguardas Históricas, a Agenda Moderna na Fotografia e a Nova Objetividade Alemã.
As Vanguardas Históricas abrangem todos os movimentos “-ismos” desta época, como o abstracionismo, construtivismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e fauvismo, por exemplo. É muito interessante notar que nas colagens dadá (por se considerarem uma oposição aos movimentos formais, o dadá não deveria nem receber a terminação -ismo…), surrealistas e construtivistas a fotografia era usada meramente como matéria, como um material a mais a ser utilizado em suas obras. A fotografia, o papel impresso com uma umagem, era recortada e rasgada e posteriormente colada nas obras, com sua devida inserção conceitual.
Por outro lado, a Nova Objetividade Alemã – desenvolvida principalmente na Alemanha, mas com representantes também na França – a fotografia era usada meramente com a finalidade documental, sem qualquer áurea artística.
Alfred Stieglitz, por sua vez, traçou a Agenda Moderna da Fotografia, conduziu uma campanha para aceitação da fotografia como arte inserida em um clima de modernismo e traduziu a auto-referência modernista da pintura para a auto-consciência da fotografia. Stieglitz era um galerista ameircano que acabou por trazer a Marcel Duchamp, um dos mais fortes representantes do Modernismo, para os Estados Unidos. Ironicamente, a fotografia mais conhecida de Stieglitz representa uma das obras mais marcantes de Duchamp – “A Fonte” (um urinol invertido assinado por um pseudônimo de Duchamp, R. Mutt).
Duchamp merece um comentário à parte, pois soube muito bem circular no meio artístico e teve enorme influência nos artistas posteriores. Dá para dizer que ele soube jogar uma partida de xadrez com maestria, movimentando as peças (suas obras) no tabuleiro (sistema da arte da época).
Esta série mostra o meu primeiro projeto no curso de Reportagem Fotográfica (Reportage Photography) que estou fazendo aqui em Londres no Central Saint Martins College.
A tarefa era andar pelo West End fazendo fotos, em dois dias, e apresentar uma série de 10 – 15 fotos.
Fascinado que sou por cidades (e por Londres!), resolvi abordar os nomes das ruas das redondezas. Caminhei principalmente pelo Soho (a área boêmia), chegando na Regent St. e passando também pela Carnaby St.
(Clique no mosaico para visitar photo.jkscatena.com)
Criado em 1º de dezembro de 2009, mas com as primeiras imagens publicadas somente durante o mês de janeiro de 2010, o meu website dedicado à fotografia – ©JKS Photography – acaba de publicar a foto número 100.
A foto abaixo, que batizei de “Frozen Time” foi a centésima imagem a ir ao ar.
Escolhi esta foto por ela ser uma de minhas preferidas já há algum tempo, mas é de uma série que eu pouco visito e que ainda não tinha colocado nada no site – fotos da minha viagem de trem pela Suíça. Esta, especificamente, que cria um belo contraste entre a fonte e a fachada do Museu de Arte de Lucerna, onde uma Roda Gigante é refletida, é uma foto que mostra bem meu estilo de registrar contrastes entre elementos que passariam batidos por outros fotógrafos.
©JKS Photography em números (na madrugada do dia 10/02/2009):
– 95 posts – mais quatro que foram publicados na manhã de 10/fev, mais o 100º.
– 564 visualizações
– Dia mais movimentado: 25/jan/2010, com 153 visitas (quase 1/3 do total)
– Visitas médias diárias: 13 em janeiro e 25 em fevereiro (até agora)
– Foram usadas 66 categorias e 203 tags nos posts
Gostou? Divulge, por favor!
Um grande abraço,
Jaime K. Scatena
Já tem foto nova no fotojks.wordpress.com, saídas do forno!
Na verdade são fotos da viagem de 2009 para a Áustria, mas ainda não publicadas. E, por hoje, apenas um pedaço da série de Salzburg tá ido ao ar. Amanhã tem mais.
As 8 fotos colocadas hoje já estão lá no fotojks.wordpress.com
Nesta seleção eu termino com as imagens que usei nos meus Posteres e Postais de 2009. Aliás, acabei de lembrar, que preciso divulgar que estas, especificamente, já estão à venda (e algumas até vendidas).
Vou preparar uma página explicando tudo isso.
Desde o início desta semana estou publicando fotos que resgatei de meu desktop, fotos que eu não via há algum tempo. Mas são fotos que ainda me surpreendem e interessam. Espero que vocês gostem também. Tenho apelidado estas séries de “Oldies” (ou as velhinhas).
Para série de hoje escolhi uma foto de cada local, voltando à Minas Gerais em 2004 (Araxá e Tapira), passando por Sampa, África do Sul e Israel.
A recém inventada fotografia – através do “cruzamento” das descobertas de Daguerre e Talbot (veja em Historia-da-fotografia-1839) – veio bem ao encontro da procura crescente por parte da classe média de imagens de todos os tipos.
Em 1854 (apenas quinze anos após aos anúncios de 1839) os cartões de visita com imagens já eram muito populares e qualquer pessoa podia tirar seu retrato de forma simples nos inúmeros estúdios fotográficos que proliferavam nas grandes cidades.
Pode-se dizer que a disseminação da técnica fotográfica foi o equivalente, para a imagem, ao papel que a imprensa teve na escrita, promovendo a transição para a cultura atual, a cultura da Onipresença da Imagem.
Em 1888 George Eastman aparfeiçoou a primeira máquina Kodak, desenhada para uso do seu recentemente patenteado filme de rolo, dando início a fase de industrialização do processo fotográfico.
Entretando, neste momento, há a dificuldade de estabelecer a fotografia como arte. A foto é nada mais que um processo mecânico – máquina fotográfica – que aciona um processo químico no filme, sem a verdadeira “Mão do Artista”, pelo menos como este era concebido até então. Como comparar um “clique” que gera uma imagem com um pintor ou escultor? Baudelaire foi um dos primeiros críticos à “Arte Fotográfica”, chegando a afirmar que a foto acabaria com a pintura, quando o que se viu foi exatamente o oposto: livre da função de retratista, a pintura foi liberada para a exploração artística.
Inseridos no movimento Pictorialista desta época, alguns fotógrafos bem que tentaram estabelecer-se como artistas. Entretanto, a maioria de suas obras retomavam temas artisticamente e esteticamente antigos, ultrapassados, praticamente “descolados” dos movimentos artísticos vigentes até então, o que dava mais peso aos críticos que argumentavam contra a fotografia artística. William Lake Price é um exemplo de artista pictorialista que preparava cenários e realizava montagens fotográficas retratando eventos históricos. O público até que gostava de suas fotografias, mas críticos diziam que, no máximo, davam a impressão que a cena fotografada poderia estar em qualquer palco. Diferente da pintura, que recebeu louros por retratar momentos históricos, a fotografia, ao fazer o mesmo, só exaltava a falsidade por trás desta intenção.
Segundo Argan, só seria possível surgir uma Fotografia (artística) de alto nível estético quando os fotógrafos deixassem de se envergonhar por serem fotógrafos e não pintores e buscassem o valor estético na estrutura intrínseca da própria prática fotográfica.
Um paradigma interessante pode ter sido traçado exatamente nas experiências e práticas fotográficas sem verdadeiro intento artístico, já que os registros desta época – um tempo agitado pela Revolução Industrial e a intensa criação das mais diferentes máquinas – tem hoje um grande valor artístico.
Diferente de muitos outros, E. Muybridge e E.J. Marey propuseram uma ruptura conceitual ao tentar fotografar o movimento com suas fotografias com múltiplas câmeras, as de alta velocidade (um triunfo da engenharia, nos obturadores, e da química, nos filmes rápidos) e o uso da luz estroboscópica.
Segundo Janson, em “História Geral da Arte“, as fotografias de Muybridge e Marey refletem o novo ritmo de vida da idade da máquina, transmitindo o sentimento tipicamente moderno de dinâmica. Rebecca Solnit diz que Muybridge, ao dividir o segundo “fotograficamente”, praticou uma ação tão dramática como a divisão do átomo.
Estavam abertos os caminhos para a revolução artística da fotografia, principalmente pelas vanguardas modernistas, nos agitados anos 1920 (The Roaring Twenties).
Texto criado a partir de anotações da primeira aula e bibliografia sugerida do curso “Arte Como Fotografia”, ministrado por Denise Gadelha, em 19/01/2010.
Imagens provenientes da Wikipedia e Internet.
Elas estarão por todos os lados dentro de alguns dias. Nas ruas e avenidas, nos shoppings e rodoviárias, em praças e museus da cidade e até em estações de metrô. As simpáticas vacas da Cow Parade 2010 se reuniram ontem (20/jan/2010) no MuBE no evento de abertura da segunda edição deste desfile de arte que volta a São Paulo após quatro anos.
A CowParade surgiu como uma manifestação humorística em 1998, criação de um artista suíço e desde então já rodou mais de 50 cidades ao redor do planeta, inclusive no Brasil, que recebeu esta grande exposição de arte ao ar livre em São Paulo (2005, a primeira cidade da América do Sul), Curitiba e Belo Horizonte (2006) e Rio de Janeiro (2007).
É uma exposição muito democrática pois as peças de arte – cerca de 90 vacas de fibra de vidro customizadas por artistas brasileiros – são espalhadas pela cidade, muitas vezes ao ar livre, em pontos de grande circulação de pessoas, onde paulistanos e visitantes de todas as idades poderão apreciar, se divertir e até interagir com elas. Neste ano temas como sustentabilidade, vida urbana e figuras pop inspiraram os artistas que nomearam suas obras com nomes divertidos como Cowgestionamento (que aborda o calvário do transporte paulistano), Vaca da Garoa (em homenagem à São Paulo de antigamente), Cowleta Seletiva, MiCow Jackson e a Vaca Interativa (que mostra, em tempo real, mensagens enviadas por SMS ou através do Twitter – colocando a hashtag #vacatorpedo em seu tweet).
A exposição é parte das comemorações do aniversário de 456 anos de São Paulo e o projeto também tem seu lado solidário, já que, ao final as vacas serão leiloadas com os recursos sendo revertido para as entidades beneficentes Gol de Letra e a ONG Florecer.
Mais informações e o mapa com a localização de todas as vacas em www.cowparade.com.br/sp
A data oficial da invenção da fotografia é considerada 1839, ainda que, tecnicamente ela já existisse há algum tempo. Só que neste ano considera-se que ela tenha, realmente, alterado a experiência humana.
Em 1839, na França, Louis-Jacques-Mandé Daguerre apresentou o protótipo do que seria a primeira máquina fotográfica que, em questão de meses, já tinha se espalhado pelo mundo, democratizando o ato de se retratar.
Antes era necessário comissionar uma pintura, uma obra de arte, algo que estava ao alcance de poucos, devido a seu alto custo. É só lembrar que que durante a Idade Média apenas a rica Igreja possuía bens suficientes para produzir suas obras de finalidades catecistas – a religião era o único motivo artístico existente e isso durou séculos.
Muito antes, no Renascimento, iniciou-se a retomada da figura humana como motivo artístico, o Humanismo colocando o homem no centro das atenções. Pode-se também dizer que o surgimento da ciência e seus cientistas (e alquimistas) também começa a pavimentar a estrada que possibilitou a invenção da fotografia alguns séculos mais tarde. Ainda assim, numa Itália dominada pela forte mão da Igreja Católica, o tema central continuou sendo religioso por muito tempo, ainda que a representação do Homem tenha se tornado muito mais fiel e real, além dos primórdios do uso da Câmera Escura para o retrato fiel de paisagens.
Já no Renascimento Setentrional – países baixos – o protestantismo e a existência de ricos mercantilistas viabiliza o comissionamento de retratos pessoais destes poderosos homens e suas famílias.
Grandes representantes deste movimento são Rembrandt e Van Eyck, o segundo extrapolando qualquer barreira ao pintar o quadro “O Casal Arnolfini“, de 1434, no qual insere, ao fundo da sala, um espelho que reflete toda a cena por trás, incluindo o próprio artista na obra, lembrando ao observador que tudo aquilo que está representado não passa de um simulacro da realidade.
Com conceitos semelhantes, a pintura espanhola da mesma época também é marcada por grande naturalismo, naturezas mortas e paisagens. Velazquez pode ser considerado um dos maiores representantes do Renascimento Setentrional na Espanha e seu quadro “As Meninas“, de 1656 novamente insere o artista na obra – neste ele se pinta no momento em que está realizando o retrato dos reis, estes colocados no lugar do observador.
No século XIX surge também o conceito de História, esta com H maiúsculo e os artistas da época passam a afirmar que “o presente é História”. Com isso aparece a necessidade de registro histórico, juntamente com a noção de Heroísmo, que veio do movimento artístico vigente, o Romantismo.
Voltando a 1839, os retratos das primeiras “máquinas fotográficas” dependiam de longa exposição – chegando a 12 minutos! – mas a evolução a partir daí foi muito rápida. No mesmo ano William H. F. Talbot anuncia seus experimentos do novo processo fotográfico positivo-negativo, com impressão em papel, constituindo, junto com a metodologia de Daguerre os princípios básicos da fotografia que ainda usamos hoje.
Texto criado a partir de anotações da primeira aula e bibliografia sugerida do curso “Arte Como Fotografia”, ministrado por Denise Gadelha, em 19/01/2010.
Imagens provenientes da Wikipedia.
Abriu ontem (18/jan/2010), no MuBE – Museu Brasileiro de Escultura (www.mube.art.br) a exposição “Olhar Ubano”, com fotografias de edifícios residenciais e comerciais de diversas cidades do país.
A exposição conta com fotos dos profissionais Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Fabio Correa, Marcos Prado, Renata Castello Branco e Ucha Aratangy, que apresentam imagens de empreendimentos imobiliários da cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiania.
O texto de abertura da exposição afirma que “em meio à pulsão das cidades os fotogáfos buscam a beleza e o diferencial no espaço e no tempo, seja a partir de um ângulo ou de um momento ideal. É uma incessante busca por uma visão que vai além dela mesma e da própria realidade. A fotografia não é assim um mero registro documental, que rouba um pedaço e atesta um acontecimento, mas uma imagem reveladora de sentidos e relações”.
Aqui tem mais sobre os fotógrafos e também algumas fotos da exposição:
http://brookfieldincorporacoes.blogspot.com/2010/01/os-fotografos-do-olhar-urbano.html